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Servidores rejeitam proposta do governo de reajuste parcelado e decidem manter a greve

Servidores: novos atos públicos estão previstos para o início da semana que vem
Servidores: novos atos públicos estão previstos para o início da semana que vem (Foto: Franklin de Freitas)

O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) dos servidores públicos estaduais decidiu, hoje, rejeitar a proposta do governo de reajuste de 5,09% parcelado até 2022 e manter a greve. A entidade considerou que a proposta do governo encaminhada ontem à Assembleia Legislativa é insuficiente para convocação de assembleia gerais das categorias, “tendo em vista que além de estar muito abaixo dos 4,94% da inflação dos últimos 12 meses, ainda congela a data base para os próximos anos”.

“A greve continua, está forte e trabalhamos para sua ampliação”, afirmou o comando de greve do FES, em nota. O texto reafirma ainda que os funcionários públicos do Estado, que estão com os salários congelados desde 2016, acumulam perdas de 17,04%, “e que o índice reivindicado pelas categorias, nesse momento, é de no mínimo 4,94%, sem condicionantes, para continuar o debate com o governo para os próximos anos”.

O fórum definiu como próximos passos do movimento o debate com os deputados estaduais em suas bases políticas, novos atos públicos de protesto para a próxima segunda-feira. Em Curitiba, a concentração está prevista para as 9 horas, no acampamento dos servidores no Centro Cívico. Na terça-feira, está previsto nova manifestação, com concentração na Praça 19 de Dezembro.

A proposta do governo prevê o pagamento de 0,5% a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em 6,5% e 7%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

Para compensar o aumento de gastos, o governo propôs o fim do pagamento da licença-prêmio. Atualmente, por lei, os funcionários públicos estaduais têm direito a três meses de licença remunerada a cada cinco anos trabalhados. Quando não tiram essa licença, eles podem receber o equivalente em dinheiro.

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