Política em Debate

Publicidade
Corrupção

Sexta fase da Quadro Negro mira 22 empresas em esquema de propina

Obras do Colégio Estadual Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul (região metropolitana de Curitiba), investigada na Quadro Negro
Obras do Colégio Estadual Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul (região metropolitana de Curitiba), investigada na Quadro Negro (Foto: Wagner Araújo/TCE)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual cumpriu hoje 32 mandados de busca e apreensão em Curitiba, Campo Largo, Cascavel e Castro, na sexta fase da Operação Quadro Negro, que investiga desvios de dinheiro público em obras de construção e ampliação de escolas. A nova etapa envolve 22 empresas que mantinham contratos com o Estado e teriam participado do esquema de pagamento de propina a políticos e agentes públicos entre os anos 2012 e 2015, durante a administração do ex-governador Beto Richa (PSDB).

As buscas foram realizadas nas residências de 29 empresários e de dois ex-servidores públicos, a partir de mandados expedidos pela 9ª Vara Criminal de Curitiba a pedido do MP. Segundo a promotoria, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e US$ 6 mil em dinheiro. Houve ainda quatro prisões em flagrante, na Capital, duas por posse ilegal de arma de fogo, uma por posse de munição e outra por desacato.

Segundo o coordenador do Gaeco, procurador Leonir Batisti, o esquema é o mesmo já investigado nas fases anteriores da operação, que mirou a construtora Valor. “A apuração é de que houve pagamento de propina para proporcionar desvio de dinheiro público na construção e ampliação das escolas”, disse Batisti. “Tínhamos (apurado) já desde a primeira fase, a partir do governo do Estado, servidores públicos, o ex-governador, que por meio dessa situação receberiam propina, que era distribuída para desvio de dinheiro consistente na não realização de obras, mas no pagamento. O próprio Tribunal de Contas determinou que em algumas escolas haviam sido feitas apenas 5%, 10% das obras e recebido 70%”, explicou o procurador.

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES