• Educação

    Futuro alcança a escola e educação inovadora ressignifica o cenário atual

    Futuro alcança a escola e educação inovadora ressignifica o cenário atual

    O sistema de ensino brasileiro foi surpreendido pela suspensão das aulas presenciais em todas as escolas do país devido à pandemia de Covid-19. Professores e gestores educacionais precisaram buscar alternativas para superar os desafios, se reinventar e quebrar paradigmas para continuar a ensinar os alunos. A adoção de ferramentas tecnológicas tem sido o caminho para que o processo ensino/aprendizagem continue acontecendo, mesmo que à distância. As aulas gravadas e on-line, envio de conteúdos por aplicativo, videoconferências e o uso de mídias sociais passaram a ser exigência para as instituições de ensino.

    A pesquisa divulgada pelo Instituto Península, fundado em 2010, e que tem como foco a melhoria da qualidade da educação brasileira, revela que 83% dos professores das redes públicas e particulares, não se sentem preparados para ensinar virtualmente e que 55% ainda não receberam treinamento ou orientação para ministrar aulas a distância.

    Escola do Futuro

    Se para a maior parte das escolas brasileiras a transformação digital chegou de repente, para o Colégio Amplação de Curitiba, conta a diretora Gisele Mantovani Pinheiro, a adaptação ao ensino remoto se deu de maneira tranquila. “A inovação está no nosso DNA. Há 8 anos, praticamos  metodologias ativas, como o  ensino híbrido e as aulas invertidas, onde o professor é mediador e o aluno, autônomo e protagonista de sua jornada de aprendizagem. Também  substituímos o material didático docente físico (livros) pelo digital (tablets)”, observa Gisele. Ela relata que a reinvenção do setor educacional foi um olhar visionário do colégio, que é considerado a ‘escola do futuro’, por estar engajada no conceito de educação inovadora.

    Gisele acredita que a educação brasileira já clamava por uma transformação conceitual e tecnológica, a exemplo da realidade das escolas de primeiro mundo. “A experiência da Finlândia é nossa inspiração e referência em gestão educacional moderna”, sublinha. A diretora explica que esse país nórdico está constantemente investindo na evolução de seu sistema educacional, e figura sempre nas primeiras posições em avaliações internacionais que medem o nível de aprendizado dos alunos.

    “A pandemia, o distanciamento social e o ensino remoto reforçaram a necessidade de uma educação inovadora, ampla, assertiva e significativa, que não se conecta mais com a ‘velha escola’”. Ela frisa que as instituições públicas ou particulares que investem no novo não encontraram muitas dificuldades de adaptação em ações emergenciais como, por exemplo, o período de distanciamento social imposto ao Brasil.

    Fluência digital

    Gisele pontua que, com certeza, a pandemia transformou o sistema educacional. Todas as instituições de ensino tiveram que avançar para a educação do Século XXI, buscar estratégias e se reinventar. “Para o Colégio Amplação, que já seguia pelo caminho da fluência digital, migrar para o ensino remoto foi um passo descomplicado, quase que natural”, enfatiza a diretora. “Foi uma continuidade do trabalho presencial, porque as atividades escolares já são trabalhadas com recursos digitais, metodologias  ativas e ferramentas  tecnológicas aplicadas à educação diariamente”.  Por isso, no início da suspensão das aulas físicas, o Amplação foi uma das primeiras escolas a levar conteúdo aos alunos por meio de aulas on-line ao vivo, e gravadas em estúdio, com envolvimento de mais de 1.000 alunos e professores. 

    Avaliação da aprendizagem

    Outro fator deve ser considerado pelas escolas, ressalta Gisele -“Todo o processo de ensino e aprendizagem, exige a avaliação contínua e indispensável à mensuração da evolução de cada aluno, e a comprovação de sua efetividade nas variadas metodologias de ensino adotadas pelo professor”. Para ela, surge, então, a oportunidade de repensar antigas práticas e testar todas as possibilidades que possam funcionar para um ambiente virtual, inclusive, as avaliações. “É preciso levar em consideração que para este cenário não existe um modelo pronto, mas sim inúmeras maneiras de fazer o ensino remoto acontecer”.

    A avaliação deve se dar em um movimento contínuo e diversificado, utilizando as mais variadas metodologias que vêm ao encontro do DNA de cada escola, e as inúmeras ferramentas tecnológicas que o sistema de ensino oferece. No Colégio Amplação estão sendo utilizadas como formas de avaliar os alunos neste período de distanciamento social e home office, as plataformas Google Forms, Socrative, Kahoot, Seesaw e Plickers.

    Ainda no processo de avaliação, a diretora do Amplação destaca que o colégio também utiliza a aula invertida, que é quando o professor passa um tema ao aluno, que estuda ou pesquisa este tema, e em vídeo conferência explica o que aprendeu.  Gisele acrescenta ainda, que essa metodologia estimula a habilidades como - saber ouvir, respeitar a opinião do outro e também  desenvolve a autonomia e o protagonismo.

    Educação inovadora

    Gisele conceitua que a educação inovadora é mais humana, colaborativa, instigante e participativa. “A educação do século XXI promove o conhecimento por meio de práticas tecnológicas inovadoras e experiências educacionais diferenciadas, sem abrir mão do acolhimento e da afetividade, onde o desenvolvimento socioemocional tem tanta importância, quanto as salas de aula modernas ou as metodologias ativas”.

    Fonte: Editado com assessoria

  • #pracegover

    Teatro com Audiodescrição: As Cidades Invisíveis

    Teatro com Audiodescrição: As Cidades Invisíveis
    Print da tela da peça

    O espetáculo "As Cidades Invisíveis" vai permanecer em exibição com Audiodescrição por mais uma semana!!! Devido a pedidos da comunidade, a peça curitibana do Agora Coletivo que iria ficar apenas 24h disponível online estendeu o prazo de exibição.

    A peça traça uma narrativa que beira a linguagem dos sonhos e faz uma analogia entre as “cidades” e as atrizes que formam o elenco do trabalho. Inspirada nas subjetividades de cada uma delas, “As Cidades Invisíveis” é uma trajetória por suas histórias autobiográficas. O processo teve como ponto de partida o livro homônimo de Ítalo Calvino e caminhadas por ruas do centro histórico de Curitiba. A noção de “território” como identidade e de “corpo” como território delineia um discurso que transita entre as ideias de vida e morte, viagem e morada, convite e expulsão, invasão e acolhimento.

    Essa é uma iniciativa do Agora Coletivo em parceria com a audiodescritora Raquel Carissimi, alunos do projeto Ver com as Mãos e da Híbrido Produções. A peça tem classificação indicativa de 14 anos e o link com acessibilidade fica disponível do dia 1 a 7 de Junho:

    https://www.youtube.com/watch?v=uBGxDs7cpsY

    Ajude a espalhar essa ideia! Compartilhe com possíveis interessados em Teatro com Audiodescrição no Brasil e demais países de língua portuguesa! Teatro #pracegover não pode mais ser uma exceção. Mesmo à distância ele é possível e é essencial para que haja equidade!

    #fiqueemcasa pra assistir teatro com a gente!

    #pracegover #ascidadesinvisíveis #agoracoletivo #audiodescrição #pratodosverem #CuritibatemAD #AD #hibridoproduções #vercomasmãos

  • Ensino Superior

    Estácio lança "Semana Imperdível" para quem deseja se tornar universitário

    Estácio lança "Semana Imperdível" para quem deseja se tornar universitário

    O momento, que exige cuidados para a contenção do COVID-19 no Brasil, mas para quem quiser conquistar o sonho de se tornar um universitário chegou a Semana Imperdível. A campanha on-line ocorrerá entre os dias 11 e 16 de maio e será realizada simultaneamente em diversos campi e polos de ensino a distância. As inscrições são gratuitas e as provas poderão ser agendadas diretamente no portal da Estácio em um dos horários disponíveis. Confira a programação da unidade ou polo escolhido em http://inscricoes.estacio.br/.

    A Semana Imperdível vai possibilitar o início da graduação com até 40% de desconto em cursos das modalidades à distância e presenciais, que passaram a ser oferecidas por meio de aulas ao vivo pela internet para mais de 300 mil alunos. A plataforma de ensino que possibilita a continuidade das aulas presenciais durarem a manutenção das medidas de isolamento social foi aprovada por 94% dos estudantes. Já na modalidade digital os cursos seguem sem alterações. E se a preocupação com o futuro é o impedimento para iniciar a graduação, na Estácio o seguro educacional protege os alunos que tenham perdido o emprego. Totalmente sem custos, o benefício garante um crédito de até seis vezes o valor da mensalidade. Saiba mais informações em https://portal.estacio.br/seguroeducacional.

    Para garantir descontos de até 40% no primeiro semestre além de descontos até o final do da graduação, os candidatos precisam ser aprovados entre os dias 11 e 16 e efetuarem a confirmação de matrícula até o dia 23 de maio com o pagamento referentes à primeira mensalidade. A campanha é válida para diversos cursos, como Arquitetura e Urbanismo, Direito, Engenharia de Produção, Marketing, entre outros, conforme regulamento. Os descontos são válidos para matriculados no 2º semestre de 2020 e não são cumulativos entre si nem com quaisquer outros descontos. Esta campanha não é válida para o curso de Medicina e todos os detalhes estão descritos no regulamento no site.

    Ao participarem do vestibular on-line os candidatos precisarão estar atentos à conexão de internet e devem permanecer em um ambiente calmo que facilite a concentração. O tempo para a realização da prova é limitado em até uma hora ininterrupta, desta forma, o candidato não poderá pausar a avaliação. Todas as informações estão disponíveis no site. É necessário ler as instruções com atenção e antes de iniciar a prova.

    Quem fez a prova o Enem ou já possui um diploma de ensino superior, não precisa prestar o vestibular. Nesse caso, basta realizar a inscrição no site inscricoes.estacio.br. Para ingressar pelo ENEM é necessário ter obtido nota acima de 300 na redação e no mínimo 100 em cada uma das provas objetivas do exame (estas notas serão comprovadas com o boletim de notas do ENEM. Após, basta encaminhar cópias do RG, CPF, histórico de conclusão do ensino médio pelo portal do candidato. Para quem for iniciar a segunda graduação, é necessário realizar a inscrição e enviar, além dos documentos citados, o diploma de graduação.

    Ao iniciar seus estudos em uma das mais respeitadas instituições de ensino do Brasil, o aluno da Estácio contará com diversas vantagens como material didático digital sem custo; um corpo docente formado por especialistas, mestres e doutores; amplo acervo bibliográfico; orientação de carreira e encaminhamento para o mercado de trabalho, entre outras vantagens.

    Fonte: Assessoria de Imprensa Estácio/Curitiba

  • O que o isolamento social tem nos ensinado

    O que o isolamento social tem nos ensinado

    É inegável que todos estão sendo muito provados durante esta quarentena, que obriga a rever modos de trabalho, relações em casa, enfim, trata-se de muita mudança em pouco tempo. Para completar, o medo de ser contaminado e a dificuldade em conter essa ansiedade diante das crianças trazem um complicador ao dia a dia. E como lidar com os filhos em meio a isso tudo?

    Para auxiliar nesse período, que ainda exigirá um pouco mais de paciência, a psicopedagoga do Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil, Márcia Canova, aborda algumas dicas bem práticas baseadas em boas práticas que poderemos incorporar à vida familiar depois que tudo isso passar.

    1. Crie uma rotina, seja qual for a situação

    É importante dar organização ao dia, planejar as atividades e manter esse esquema, em nome da paz no lar. “Isso faz com que o nível de ansiedade diminua bastante. Quando a criança não tem o que fazer, ela procura o que fazer - e isso acaba trazendo muito estresse. Evite viver apagando incêndios”, compara Márcia.

    1. Não dê lugar à paranoia

    Como estamos lutando contra um ser invisível, é fácil entrar em pânico, com medo de que o vírus esteja em qualquer lugar. “Basta usar o bom senso. Não precisa entrar em compulsão de limpeza, nem achar que qualquer um está contaminado”, explica a psicopedagoga. É importante também explicar o risco às crianças sem exageros.

    1. Brincar em família: mantenha essa prática!

    Apesar do confinamento ser compulsório e estar lançando a muitos em grave crise econômica, algumas situações só foram possíveis graças ao tempo ampliado em família. É o caso do banho de mangueira numa segunda-feira à tarde, dos jogos de tabuleiro encontrados nos armários, das conversas olho no olho. Não deixe isso de lado depois!

    1. Escolha atividades para todos os sentidos

    A diversidade de atividades na rotina faz com que a criança consiga explorar e distensionar o corpo. Muito tempo de televisão imobiliza e traz estímulos nem sempre positivos. Use tintas, massinha, livros, músicas, montar quebra-cabeça, e, muito importante, tente dar outro significado aos objetos da casa para ativar a imaginação. “Os materiais alternativos ativam o sensorial da criança, e isso descarrega tensão”, garante Márcia.

    1. Casa também é lugar para aprender

    O vínculo com a aprendizagem acontece sobretudo na escola, mas uma das oportunidades que a quarentena traz é construir essa relação também em casa: ensinar com amor! Entre muitos outros aprendizados, ganha destaque a culinária em família, quando é possível experimentar texturas, seguir regras e observar o resultado da “experiência” depois.

  • Estácio oferece Cursos Gratuitos online durante a quarentena

    Estácio oferece Cursos Gratuitos online durante a quarentena

    São cursos de diversas áreas de interesse que vão contribuir para aprimorar os conhecimentos de estudantes e profissionais

    Que tal aproveitar o tempo em casa para investir no seu conhecimento? Em tempos de quarentena por conta do combate à disseminação do novo coronavírus, a Estácio vai ajudar quem está em casa. A instituição selecionou vários cursos de seu portfólio e vai liberá-los gratuitamente durante esse período, para que profissionais e estudantes possam aprimorar sua carreira e seus conhecimentos pessoais.

    “Sabemos que o isolamento social pode ser um grande desafio. Para tornar esses dias mais proveitosos e cheios de conhecimento, estamos disponibilizando gratuitamente cursos para esse período de quarentena. Fizemos uma seleção de cursos on-line em diferentes áreas, para quem deseja conhecer algo novo e se qualificar ainda mais”, explica Alexandre Aguieiras, vice-presidente de Conteúdo Digital.

    Os cursos fazem parte do portfólio da Estácio, podem ser feitos pelo computador, celular ou tablet e foram divididos em quatro áreas de interesse: administração, gestão e engenharia; educação; gastronomia; e computação. Todo o material didático foi elaborado pela Estácio e está disponível na plataforma, com vídeos, e-books e testes de conhecimento.

    “Nossa plataforma pode ser acessada facilmente e conta com videoaulas, material de apoio e contém cursos ministrados por professores da Estácio, altamente qualificados. Acho importante dividirmos informação e conhecimento com todas as pessoas, principalmente nesse momento tão delicado que estamos vivendo. Reduzir o impacto sobre a sociedade como um todo também é papel de uma instituição de ensino em situações como essa”, complementa Marcel Desco, vice-presidente de Mercado.

    Para se inscrever e iniciar os estudos basta entrar no site http://cursosgratuitos.estacio.br

  • Deficiência visual

    Por que as pessoas cegas podem ficar mais suscetíveis ao coronavírus?

    Por que as pessoas cegas podem ficar mais suscetíveis ao coronavírus?

    Entre tantos posts de redes sociais e mensagens pelo whats sobre a relação entre o Coronavírus e as pessoas com deficiência visual, compartilho aqui fontes confiáveis de pessoas e instituições ligada à causa.

    Primeiro compartilho o link do professor e pessoa com deficiência visual Francisco Lima, em que ele responde a pergunta: "Por que as pessoas cegas podem ficar mais suscetíveis ao coronavírus". http://bit.ly/coronavirus_deficiência_visual 

    Na sequência, divulgo nota da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais- ABDV, que também faz vários alertas às pessoas com deficiência visual quanto aos cuidados pessoais que devem ser reforçados em tempo de pandemia. 

    A Associação Brasiliense de Deficientes Visuais- ABDV, vem por meio deste alertar as pessoas com deficiência visual quanto aos cuidados pessoais que devem ser reforçados em tempo de pandemia do Corona vírus. Por razões diversas, entendemos que as pessoas com deficiência visual também se enquadram no grupo de risco, por estarem mais vulneráveis, levando em consideração
    alguns aspectos ocasionados pela ausência da informação visual, como:

    1. Utilização frequente das mãos, uma vez que o tato é um sentido muito explorado e essa por sua vez, é considerada veículo direto de contaminação.

    2. Provável dificuldade da lavagem das mãos, de acordo com a técnica correta de higienização, que nas normas instrutivas são demostradas de forma visual através de imagens e desenhos.

    3. Uso da bengala, que podemos considerar ser uma extensão das mãos, e que muitas vezes é esquecida de ser higienizada.

    4. Contato direto e constante com outras pessoas que os auxiliam nas atividades diárias, como: serem guiadas por diferentes pessoas, receberem objetos das mãos de terceiros, tocar em corrimão, etc.
    5. Grupo que desenvolve diversas atividades profissionais, na maioria das vezes, utilizando o tato, como: informática, câmara escura, telemarketing, etc... ressaltando
    ainda o grande número de pessoas com deficiência visual que trabalham com massagem, onde acontece o contato direto com o cliente, suor, higienização da cadeira.

    6. a deficiência visual, que muitas vezes está associada a doenças crônicas, que por sua vez é considerado grupo de risco.
    Sugerimos:
    - Lavar bem as mãos e punho, de preferência com sabonete líquido, depois usar álcool a 70%.
    Observação: Seja em gel ou líquido, o álcool recomendado é o que tem concentração de 70%.

    - NÃO ESQUEÇA de higienizar sua bengala com água e sabão, além do álcool.

    - Ao receber ajuda, procure segurar no ombro evitando tocar nas mãos ou cotovelo de quem irá te guiar, uma vez que a recomendação é de que ao tossir ou espirrar,
    as pessoas o façam no meio do braço.

    Atenção! Ao ser considerado grupo de risco, você também pode ser considerado veículo de contaminação. Saiba se proteger e
    proteja os outros!
    Pense nisso!

    O auto cuidado é a arma mais potente que você tem nas mãos!

    Atenciosamente;
    Denise Braga. presidente da ABDV.

  • Voluntariado empresarial auxilia no aumento da prática solidária no Brasil

    Voluntariado empresarial auxilia no aumento da prática solidária no Brasil
    Moradores do Instituto Princesa Benedikte receberam livros no fim do ano. Crédito: Divulgação.

    O Brasil tem cerca de 7,2 milhões de voluntários que atuam nas mais diferentes entidades, sejam na área de educação, cultura, saúde, esportes, ciências, recreação, assistência social, entre outras. O número, registrado pelo IBGE e referente ao ano de 2018, parece ser grande, mas representa apenas 3% da população nacional.

    O voluntariado empresarial representa uma forma de ampliar o alcance dessa prática, que beneficia tanto quem cede um pouco do seu tempo em prol de uma causa quanto quem o recebe. Todavia, esse é um âmbito que merece cautela quando aos procedimentos formais, já que o serviço de voluntariado é regido pela Lei Federal 9608/98.

    “Para as empresas que desejam iniciar um projeto de voluntariado, independentemente da área de enfoque, o primeiro passo é elaborar um planejamento estratégico inicial”, avisa a advogada Marcella Souza, coordenadora do Departamento de Assuntos Culturais e Terceiro Setor da Andersen Ballão Advocacia (ABA).

    Nele, devem constar as expectativas daquilo que se deseja alcançar, possibilidades e objetivos do programa. É importante salientar que a instituição beneficiada pode ser uma entidade pública de qualquer natureza, ou instituição privada sem fins lucrativos.

    Outro requisito formal é firmar um termo de adesão entre a entidade e o prestador do serviço voluntário. “No documento devem constar o objeto e as condições de seu exercício, e, a depender da entidade beneficiada, as regras específicas internas relativas aos voluntários”, explica a advogada.

    A ABA oferece consultoria e assessoria jurídica a empresas que desejam implementar programas de voluntariado ou regulamentar o trabalho já realizado em entidades e instituições. Pessoas físicas também podem recorrer a esse auxílio profissional para iniciar uma atividade solidária.

    O resultado desejado, na maioria dos casos, é a transformação da realidade das comunidades, além do fortalecimento do engajamento do colaborador no ambiente de trabalho e do benefício positivo para a imagem da marca.

    Sorrisos como recompensa

    Um exemplo de resultado registrado pela excelência no voluntariado é o serviço prestado voluntariamente pela ABA na gestão administrativa, financeira e de assessoria jurídica ao Instituto Princesa Benedikte. Ao se responsabilizar por tantas áreas da mesma entidade, os advogados envolvidos precisam dedicar-se a temas que vão além de sua expertise jurídica, o que representa um ganho para todos. “A vivência de entidades sociais tem uma dinâmica própria, e acabamos envolvidos em diversos outros aspectos, nos forçando a ter ainda mais dedicação para realizar as atividades necessárias, com uma grande motivação que são as causas por trás de tudo isso”, conta Marcella Souza.

    Para a advogada, testemunhar, reconhecer e demonstrar para o público interno do escritório a importância do trabalho voluntário também traz benefícios. “Há um tipo de valor agregado não vinculado à parte financeira apenas, ou seja, é uma outra espécie de lucro, tão importante quanto, pois também implica diretamente na imagem do escritório.”

    Ela também considera que, para além dos resultados mais aparentes, que também contam muito – como testemunhar a melhora na qualidade de vida das crianças, passando um tempo com elas, ou ainda recepcionar um membro de uma família real como a princesa dinamarquesa que esteve em Curitiba em outubro de 2019 –, uma outra questão envolvida é a função social alcançada por esse voluntariado, seja na função de advogados, como também enquanto empresa.

    Outro exemplo de empresa que presta serviços voluntários é a Smartcom Inteligência em Comunicação que, desde 2013, presta serviços voluntários para entidades sem fins lucrativos. O retorno social e de marketing da iniciativa foi tão positivo que, desde 2019, a agência com sede em Curitiba e alcance global decidiu contribuir pro bono para o planejamento e gerenciamento das redes sociais do Instituto Princesa Benedikte, o que já vem trazendo resultados visíveis para a rede de contatos da entidade.

    “No momento da escolha da entidade, é preciso que haja uma identificação entre a causa e a marca. O planejamento estratégico auxilia nessa etapa e mostra as vantagens do voluntariado para o negócio. Trabalhamos com comunicação, então foi natural a empatia com entidades que envolvem aspectos educacionais e de futuro. Este é o legado que queremos deixar para a comunidade”, complementa Silvana Piñeiro Nogueira, diretora da Smartcom.

    Serviço

    Acompanhe todas as atividades do Instituto Princesa Benedikte e seja também um voluntário!

    Facebook http://bit.ly/2O71IiW
    Instagram @institutoprincesabenedikte
    Site www.institutoprincesabenedikte.com

    Fonte: com assessoria

  • Pessoas com deficiência visual podem participar de oficinas de teatro no IPC

    Pessoas com deficiência visual podem participar de oficinas de teatro no IPC

    O Instituto Paranaense de Cegos por meio do projeto “Teatralizando” realiza, a partir de março de 2020, oito oficinas multilinguagens para pessoas com deficiência visual, na própria sede do IPC, em Curitiba. Por meio dessas oficinas, a pessoa com deficiência visual terá contato com a prática teatral e suas ramificações, bem como os outros elementos correlatos como: maquiagem, figurino, improvisação e jogos etc. As inscrições estão abertas até o dia 13 de março e podem ser feitas no próprio IPC ou entrando em contato com a professora e coordenadora do projeto Juliana Partyka pelo whatstApp (41) 99718-8160 ou pelo e mail jupartyka@icloud.com. As oficinas ocorrerão sempre aos sábados, das 13 às 17 horas, no auditório do IPC. 

    O Teatralizando é viabilizado por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. O Projeto, de acordo com Juliana, busca incentivar a inclusão do público-alvo em uma vida social mais ampliada com o auxílio dos educadores especialistas e alguns métodos desenvolvidos ao longo dos encontros dos módulos executados, levando-se em conta as particularidades do grupo.

    Além das atividades em sala, estão previstas a saída dos alunos para visitar museus com acompanhantes que farão descrição dos objetos e da história; intercambiar com outros alunos de outras escolas de teatro da cidade; frequência nas peças nos festivais de teatro e de bonecos, bem como em peças que estejam em cartaz de autores paranaenses. 

    Contempla o projeto ainda o contato com os escritores e autores brasileiros de teatro com incentivo à produção de peças, buscando a ampliação do campo de conhecimento e cultura destes alunos. Estão previstos encontros temáticos, uma vez por mês, que procure fomentar o debate e o pensamento crítico sobre questões como sexualidade, gênero, exclusão/inclusão e outros.

    O objetivo do projeto também é de trabalhar com a quebra de paradigmas, construindo noções como a autoestima e a cidadania por meio das ferramentas e benefícios do teatro, referenciado pela metodologia do Teatro do Oprimido. Pretende-se que os esforços no sentido de fortalecer nas crianças e jovens com deficiência visual o contato com a cultura e o conhecimento equilibre as condições de inclusão escolar e social e incentive estas pessoas a uma maior presença em eventos culturais. 

    A professora Juliana destaca que o projeto não visa a formação profissional de atores, mas sim a utilização das técnicas de teatro direcionadas para desenvolver competências nos jovens com deficiência visual, no sentido de contribuir para uma mudança construída nas interrelações, assim como no rendimento escolar.  Na maior parte das vezes, segundo Juliana, estes alunos, apresentam dificuldades no acompanhamento escolar, tendo em vista que os métodos utilizados na educação formal são voltados às crianças e alunos sem deficiência. “Não é incomum esses alunos estarem incluídos em sala de aula, porém totalmente excluídos da relação ensino/aprendizagem”, diz Juliana exemplificando a falta de material adaptado.

    Mais informações para inscrição: Professora Juliana Partyka pelo whatstApp (41) 99718-8160 ou pelo e mail jupartyka@icloud.com

  • Cinema

    Cineplus Jardim das Américas: cinema ace$$ível para a “Melhor Idade”

    Cineplus Jardim das Américas: cinema ace$$ível para a “Melhor Idade”

    Em uma ação inédita, a Rede Cineplus do Shopping Jardim das Américas promete mais uma vez fazer história em Curitiba. Desta vez, a pioneira do Brasil com equipamentos de acessibilidade para deficiência visual e auditiva, criou uma novidade: sessões especiais para a “Melhor Idade”, que irão acontecer sempre na primeira quarta-feira do mês, às 14h30.

    E o melhor, com ingressos no valor fixo em R$ 7,00 para os idosos e seus acompanhantes. Outros clientes que não estejam na companhia de idosos pagarão o valor normal da bilheteria.

    “Além do preço convidativo, a sessão será especialmente preparada para eles, incluindo chá e bolachinhas, tudo para que eles sintam-se à vontade e possam aproveitar esse momento. Escolheremos sempre o filme em cartaz mais adequado a eles para exibição.”, conta a criadora da ideia e sócia do Cineplus Marina Pastre.

    A primeira sessão será dia 4 de março, às 14h30, com o filme “O Chamado da Floresta”. “O Shopping não poderia estar mais feliz em ser o escolhido para mais essa grande ação do Cineplus. Já contamos com o Cinematerna, a sala inclusiva, dia para o espectro autista e agora a melhor idade. Temos muito orgulho em trazer toda a família para nosso mall”, conta Daniella Soni, gerente de marketing do Shopping Jardim das Américas.

    Fonte: Informações com Assessoria de Imprensa

  • Romancistas lançam Namida Taiko, obra de ficção sobre os costumes de uma colônia japonesa

    Romancistas lançam Namida Taiko, obra de ficção  sobre os costumes de uma colônia japonesa

    “Namida Taiko” será lançado no dia 29 de fevereiro (sábado), às 18h, na Nikkei – Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba com apresentação do Wakaba Taiko, Grupo de Taiko (tambores japoneses)

    “Namida Taiko”, nova obra da dupla de romancistas Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa, conta a história de quatro personagens, que disfarçados de agricultores, se transformam em protagonistas de um enredo cheio de aventura, drama, amor e fantasia. A obra será lançada, no dia 29 de fevereiro, às 18h, na Nikkei - Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba, com sessão de autógrafos e apresentação do Wakaba Taiko, Grupo de Taiko (tambores japoneses).

    O livro é uma obra de ficção inspirada na geada de 1975, onde foi devastada – em apenas uma noite –, plantações de café em colônias no Norte do Paraná. “A geada dizimou os cafezais, ocasionando grave crise financeira. Os elementos de ficção compõem a obra para deixá-la mais suave e bem-humorada para contar sobre os costumes e a maneira de viver dos colonos.”, conta

    Os autores durante o processo de escrita passaram a frequentar eventos da comunidade japonesa Nikkei, o que colaborou para estudo e pesquisa de campo, outra parte veio da memória afetiva do Franccis.  “De início foi difícil imaginar que pudesse surgir uma aventura, um romance, algo mirabolante que pudesse dar sustentação à narrativa, sem ofender ou incomodar os ex-moradores e moradores da colônia”, relatam.  

    Sobre o título do livro, os autores explicam: “Taiko é um instrumento japonês de percussão, onde é preciso disciplina, concentração e habilidade rítmica do músico para que o som fique harmonioso. No livro ele é transformado num elo entre o casal principal da história, que consegue se comunicar por telepatia e sentir um ao outro quando escutam suas batidas. Namida quer dizer lágrima”. 

    Pela união das duas palavras já dá para ter uma ideia do romance, uma história recheada de bom humor, drama, amor e dor, em que o taiko deixa de ser apenas um simples instrumento de percussão. “É uma trama complexa baseada em honra e disciplina, que conta a saga de uma jovem lutando para conquistar seu sonho até as últimas consequências”, explica Franccis.

    Este já é o terceiro livro escrito pela dupla Helena e Franccis, ambos acadêmicos da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia. A parceria começou com o lançamento em 2017 com o livro escrito em prosa "Ajoelhar jamais" (Editora Appris) e o segundo foi “Os Velhacos” (Editora Insight), romance em que famílias lutam pelo poder e agora “Namia Taiko. Enquanto Helena empresta um pouco de lirismo, Franccis gosta de apresentar momentos histórica sob a roupagem da ficção.

    Sobre o grupo Wakaba Taiko – Fundado em 2003, atualmente o Wakaba Taiko conta com aproximadamente 60 tocadores. É relevante a quantidade de pessoas, descendentes e não descendentes de japoneses, que têm interesse em aprender e se envolver com a cultura japonesa, através do taikô. O grupo pretende por meio desse instrumento tradicional, preservar e dar continuidade à cultura japonesa, transpassando os valores e costumes. O grupo coleciona inúmeros prêmios nacionais e internacionais, com destaque para a conquista, em 2018, de Campeão Brasileiro de Taiko na categoria master com a música "KAKEHASHI".

    Serviço:
    Lançamento do livro “Namida Taiko” e apresentação do grupo Wakaba Taiko
    Autores:
     Helena Douthe e Franccis Yoshi Kawa
    Editora: Insight Ano: 2019

    Local:  Nikkei -Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba (Rua Pe. Júlio Saavedra, 598)
    Dia:  
    29/02 Horário: às 18h

  • Ensino Superior

    É dada a largada para as aulas nas faculdades

    É dada a largada para as aulas nas faculdades

    Hoje, em muitas faculdades do país, inicia o período letivo. Nem sempre a primeira semana de aula é agradável, o período de adaptação é necessário não apenas para as crianças, mas também para os jovens que ingressam nessa importante etapa da vida. Na Faculdade Estácio, em Curitiba, pensando nisso, a instituição dará início às aulas de uma forma diferente. Para recepcionar os calouros, a Faculdade inovou e criou uma ação que proporcionará a aproximação do estudante junto ao corpo colaborativo da Faculdade.

    Desta forma, coordenadores de curso, professores, equipe administrativa, comercial e relacionamento farão as boas-vindas a quem chega à Estácio. A ação intitulada de "Arena Experience Boas Vindas" vai contar com jogos, DJ, auditório montado especialmente para os dias de atividades, entrega de brindes e muito incentivo e interação entre alunos e colaboradores.

    Hoje (17) serão recebidos os alunos dos cursos de Direito, Psicologia, Design e Arquitetura. Já amanhã (18) será a vez dos calouros de Pedagogia, ADM, Ciências Contábeis, ADS, Engenharias e Tecnologia. Para finalizar as boas-vindas, na quarta-feira (19), será a vez de estudantes de educação a distância e dos cursos Flex.

    Fonte: editado com assessoria de imprensa da Faculdade Estácio, em Curitiba

  • Tecnologia Assistiva

    Professores do IPC testam o OrCam MyEye

    Professores do IPC testam o OrCam MyEye

    Um dispositivo acoplado a um óculos que fotografa os textos, escaneia e os transforma em áudio. Este é o OrCam MyEye, uma moderna tecnologia assistiva, que além de fazer a leitura de textos, reconhece rostos, cores e a identifica cédulas de dinheiro.

    Professores do Instituto Paranaense de Cegos puderam testar o equipamento, na última quarta-feira, antes mesmo do evento oficial, que ocorreu ontem (quinta), na Biblioteca Pública do Paraná, quando foram doados quatro aparelhos para a biblioteca.  

    Para Ana Paula Oliveira Vieira, professora de apoio à escolaridade e pessoa com baixa visão, o OrCam MyEye é um equipamento versátil, que dará autonomia principalmente para a leitura de livros, placas e painéis. Segundo ela, para o correto uso, é necessário um treinamento de posicionamento de cabeça. “Mesmo enxergando um pouco tive dificuldade de usar, mas com o tempo de uso se acostuma”.

    Michel Veríssimo Pereira, instrutor de informático no IPC e pessoa com cegueira total, também testou o equipamento e destacou a autonomia que ele dará para a leitura em multiplataformas. No entanto, ele lamentou o alto custo e a manutenção do produto, que por enquanto, ocorre apenas em São Paulo.  

    Entrega oficial na BPP

    A entrega dos equipamentos na BBP aconteceu ontem (6/2), na Biblioteca Pública do Paraná, numa parceria entre a Secretaria de Justiça, Família e Trabalho (SEJUF) e Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC), que assinaram o termo conjunto de cessão de uso.

    O Paraná será um dos primeiros estados brasileiros a proporcionar esta solução inovadora. Os aparelhos foram adquiridos pelo Departamento de Política da Pessoa com Deficiência e da Assessoria de Gestão Inteligente e Inovação, vinculado à Sejuf. A equipe da secretaria já realizou os testes e treinamentos com os funcionários da BBP.

    “O atendimento e a política para a pessoa com deficiência é uma prioridade em nossa gestão, e quando conhecemos essa tecnologia fizemos todos os esforços para adquirir alguns equipamentos e iniciar um projeto-piloto”, explica o secretário Ney Leprevost.

    “É uma política pública inovadora que oferecerá opções reais e eficientes para que as pessoas com deficiência visual possam usufruir de todo o acervo da Biblioteca Pública. Mas, mais do que isso, oferecerá uma oportunidade inédita na vida dessas pessoas. É emocionante ver a reação de uma pessoa cega ao poder folhear um livro e pela primeira vez saber o que está escrito nele”, completa.

    Para o secretário da Comunicação Social e da Cultura, Hudson José, a oferta da tecnologia vai incrementar o atendimento e atrair mais pessoas para a Biblioteca. “É um estímulo para que pessoas com necessidades especiais possam acessar um vasto acervo literário”, destaca ele.

    “Mais que um leitor de textos, o OrCam MyEye possibilita autonomia ao usuário. A Biblioteca sempre visa a integração de seus usuários e, com esse dispositivo, contaremos com uma importante ferramenta para a inclusão”, comemora Ilana Lerner, diretora da Biblioteca Pública do Paraná.

    No total, cinco OrCam MyEye foram adquiridos por determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, que conheceu a tecnologia no ano passado, durante exposição de inovações realizadas no Palácio Iguaçu.

    Quatro unidades estão sendo cedidas à BBP, que utilizará dois em suas instalações e repassará dois a bibliotecas do interior do estado, a serem selecionadas. A outra será destinada para uso em eventos da Sejuf, como o Paraná Cidadão e a Feira da Cidadania.

    Fonte: Setor se comunicação do IPC com Agência de Notícias do Governo do Estado

     

  • 37ª Oficina de Música de Curitiba

    Músicos com deficiência visual apresentam resultado da Oficina Música Tátil

    Músicos com deficiência visual apresentam resultado da Oficina Música Tátil
    Banda formada por cegos se apresenta no Paiol neste sábado. (Foto: Cido Marques/FCC)

    #pracegover #pratodosverem Foto do professor Luiz Amorim em uma sala de aula. Ele está de costas, toca violão para os alunos dispostos em semicírculo. 

    Uma banda formada por músicos com deficiência visual comandada pelo Professor Luiz Amorim abrirá, hoje (sábado, 25), às 14h, a apresentação dos alunos da 37ª Oficina de Música de Curitiba. O evento ocorrerá no Paiol com entrada gratuita. 

    Será a primeira vez na história do evento que alunos com essa característica serão estrelas de um espetáculo. A direção é do maestro João Egashira.

    Subirão ao palco 18 artistas, entre cantores, instrumentistas e o professor. Seis têm deficiência visual e, além de cantar, vão tocar teclado, violão, violino e bateria. Luiz Amorim, responsável pela iniciativa, é violinista e professor com baixa visão que deu aulas de teoria e prática musical durante o evento. O seu trabalho já é realizado no Instituto Paranaense de Cegos e, este ano, surgiu a oportunidade da realização da Oficina Música Tátil, neste grande evento, que traz a Curitiba músicos de diversos estados e países.

    Preparativos 

    Para manter a expectativa do público sobre a apresentação, ele prefere não entrar em detalhes. “Vamos fazer uma demonstração do que trabalhamos nas duas oficinas e reunir músicos e cantores cegos e com baixa visão com outros. Os cantores lerão as músicas em partituras em Braille e mostraremos como é possível fazer boa música, independentemente dos obstáculos trazidos pela deficiência”, revelou Amorim, nesta sexta-feira (24/1), antes do ensaio, no campus central da PUC.

    Isso inclui uma das composições do homenageado da 37ª edição da Oficina, o gênio erudito alemão Beethoven, que ganhará sonoridades do baião - ritmo característico do Nordeste brasileiro. O público também ouvirá Que Nem a Gente, de Celso Viáfora, considerado um desafio para o grupo. 

    “De propósito, propusemos uma canção nova para todos, a fim de concentrar os esforços do grupo para a apresentação”, explica Amorim. A canção fala das diferenças existentes entre as pessoas e as ideias preconcebidas que muitos costumam fazer sobre elas.

    A 37ª Oficina de Música de Curitiba tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e apoio de Família Farinha, Comunidade Luterana Igreja de Cristo, Igreja Bom Jesus dos Perdões, Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR), Bicicletaria Cultural, Universidade Federal do Paraná, Lamusa - Laboratório de Música Antiga da Universidade Federal do Paraná, Sistema FIEP, Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC), HOG The One Curitiba, Solar do Rosário, Casillo Advogados e apoio máster do Teatro Guaíra e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

    Fonte: Editado do Site Prefeitura de Curitiba

  • Professor inclui aluno cadeirante em jogo e vídeo viraliza

    Professor inclui aluno cadeirante em jogo e vídeo viraliza
    Professor Rogério Veiga e o aluno Rikelmy Trevisan. (Foto: Lucilia Guimarães/SMCS)

    O que deveria ser uma prática comum, virou notícia. De qualquer forma, vale o registro como reflexão e incentivo para que histórias como essa, que acabou viralizando, seja mais comum nas escolas e na sociedade em geral.

    Um vídeo da aula de Educação Física da Escola Municipal Sidônio Muralha, na CIC, viralizou na última semana nas redes sociais. A gravação mostra quando o professor Rogério Veiga, de 34 anos, cava um pênalti e incentiva a participação de um aluno cadeirante na partida de futebol.

    Os alunos vibram com o gol marcado com as mãos. A cena chamou atenção de um vizinho da escola, que, sem avisar, filmou tudo e postou na rede, no dia 22 de novembro. A cena de inclusão e solidariedade chegou a 200 mil pessoas no Facebook.

    Rikelmy Trevisan, de 7 anos, nasceu com mielomeningocele, má formação da coluna vertebral, que o deixou sem mobilidade nas pernas. Frequenta todas as aulas normalmente e está no segundo ano do ensino fundamental.

    “Embora ele não tenha os movimentos das pernas, participa de todas as aulas e, às vezes, eu tenho que fazer pequenas adaptações, como no dia em que marcou o pênalti com as mãos”, conta Veiga.

    O professor de Educação Física já trabalhou com outras crianças com deficiência na rede municipal de ensino. “Aprendi na prática a adaptar as aulas e incluir crianças com deficiência física e intelectual”, conta. Mas, segundo ele, a disposição e alegria Rikelmy são impressionantes.

    “Ele é participativo, carinhoso, esperto e alegre. As outras crianças adoram a companhia dele no recreio e ele está sempre cercado de gente”, conta Veiga.

    Riquelme e Romário

    Apaixonado por futebol, o são-paulino Rikelmy tem o nome em homenagem ao ex-jogador argentino Juan Román Riquelme. Para a felicidade do menino, e com a grande a repercussão do vídeo, até o ex-jogador da Seleção Brasileira Romário comentou sobre o exemplo de Curitiba. Veja aqui o post do Facebook.

    “O professor, ao perceber que o garotinho estava excluído durante uma partida de futebol, logo pegou a bola e incluiu o aluno na brincadeira. Ele chama a atenção dos que estão no pátio e convoca o menino para cobrar o pênalti. Em seguida, entrega a bola em suas mãos e autoriza a cobrança. Adivinha? Gol! Parabéns ao aluno e ao professor, que também marcou um golaço!”, escreveu Romário.

    “Gosto de jogar futebol com os meus colegas e fiquei muito feliz com o comentário do Romário”, disse o menino.

    Rikelmy conta, ainda, que não falta as aulas e tem muitos amigos na escola. “Me sinto bem aqui e igual aos meus colegas”.

    Tamanha motivação inspira professores e funcionários. “Crianças como ele são uma inspiração para vir trabalhar todos os dias. O Reikelmy é especial, porque tem muita vontade de viver e um sorriso que cativante”, disse a inspetora Elisangela Frazão.

    Rede colaborativa

    Atitudes inclusivas que fortalecem o acesso e a permanência das crianças e dos estudantes estão presentes nesta e em todas as unidades da rede municipal de ensino. Atualmente a rede conta com aproximadamente 2.500 crianças e estudantes em inclusão, em turmas de educação infantil e do ensino fundamental.

     Uma das prioridades da Secretaria Municipal da Educação é trabalhar para que todos sejam atendidos em suas especificidades, incluindo no processo de escolarização ações voltadas à promoção do desenvolvimento e a participação efetiva dos estudantes com deficiência. Estas ações estão em expansão desde 2017.

    Fonte: Comunicação Social/Prefeitura de Curitiba

  • Acessibilidade

    Ópera com audiodescrição, neste sábado, em Curitiba

    Ópera com audiodescrição, neste sábado, em Curitiba

    A quinta edição do Festival de Ópera do Paraná mais uma vez preocupa-se com a difusão e a acessibilidade. Neste sábado, dia 30, às 20h, com a parceria do Ver com as Mãos, pessoas com deficiência visual terão a oportunidade de assistir a Ópera “Orfeu e Eurídice” com o recurso da Audiodescrição. O local será na EMBAP, Auditório Mário Schoemberger, Rua Barão do Rio Branco, 370, Centro. Curitiba.

    A Equipe de Audiodescrição é composta por pessoas de peso, reconhecidas pela qualidade de seus trabalhos. O roteiro é de Raquel Caríssimi com o apoio de Márcia Caspary. Consultoria de Felipe Monteiro. Revisão de Livia Motta. Narração da audiodescrição de Raquel Carissimi e Eduardo Alves.

    O espetáculo é gratuito e aberto ao público. Não há necessidade de retirar o ingresso com antecedência . É importante que as pessoas com deficiência visual estejam no auditório com uma hora de antecedência. O equipamento para Audiodescrição precisa ser reservado pelo telefone (41) 98805-8974 ou pelo e-mail projetovercomasmaos@gmail.com

    Os artistas
    A ópera Orfeu e Eurídice, de Christoph Gluck, será apresentada pelo Coro e Solistas do Núcleo de Ópera da UNESPAR – Campus I de Curitiba/EMBAP

    • Direção musical e regência – Emanuel Martinez (Portugal)
    • Direção cênica – Alexandre Lautert
    • Preparação vocal – Emerli Schlögl
    • Preparadora do coro – Valeria Rossetto Nunes
    • Pianista Ensaiador – Thiago Plaça Teixeira
    • Pianista Ensaiadora – Polyane Schneider Hochheim
    • Pianista Ensaiadora – Eliana Asano Ramos
    • Orfeu – Sabrina Bisch (Rio Grande do Sul)
    • Euridice – Vivian Schwaner
    • Amor – Maria Clara Nunes Barbosa/Camila Cavalcante Souza Schimidt (São Paulo)

    Sobre “Orfeu e Eurídice”
    O mito grego de Orfeu e Eurídice pode levar tanto ao encantamento, quanto à reflexão dos variados temas relacionados ao homem e suas dificuldades de elaboração do luto, melancolia, relações amorosas, entre outras temáticas pertinentes às ciências humanas.

    Sobre o 5º Festival de Ópera do Paraná
    O projeto começou com o sonho de Gehad Ismail Hajar, produtor e músico, que não admitia que a cidade de Curitiba não mais tivesse montagens operísticas de grande porte.

    Com a ajuda do Centro Cultural Teatro Guaíra, da Secretaria de Estado da Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e outros parceiros, fundou-se o Festival de Ópera do Paraná em 2015, após três anos de estudos, tendo como primeira apresentação a opereta paranaense “Marumby”, de 1928. Subsequentemente e para dar o suporte artístico ao Festival, fundou o Coro Lírico de Curitiba, a Companhia Paranaense de Ópera e o Seminário Brasileiro de Canto.

    Nas quatro últimas edições foram mais de 100 mil pessoas a assistirem 89 eventos, em teatros, ruas, praças, feiras, mercados, escolas públicas, tribo indígena e ônibus. Já considerado o maior evento lírico do Brasil, este Festival de Ópera prima pelas obras em língua portuguesa, pela acessibilidade e acesso do público não habitual ao gênero. Várias de suas edições possuíram eventos com audiodescrição e tradução para LIBRAS.

    Com toda programação gratuita e, deste a primeira edição, a produzir estreias mundiais de óperas e operetas brasileiras, em especial “Papílio Innocentia” de Léo Kessler; “Festa de São João” inédita e mais antiga opereta de Chiquinha Gonzaga; “Heliophar”, “Marília de Dirceu” e “Sóror Mariana” de Júlio Reis.

    O Festival foi o responsável pela volta das óperas ao palco do Guairão, após 8 anos de silêncio (“Cavalleria Rusticana”, 2017) e dos concertos sinfônicos com voz, após 6 anos (“Missa da Coroação”, 2018).

    Fontes:

    – Divulgação do evento nas redes sociais e whatsapp

    – Adaptado de Orfeu e Eurídice in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-11-28 09:43:27]. Disponível na Internet: 

    – Site http://www.festivaldeopera.org/

    #PraCegoVer #PraTodosVerem Cartaz com uma faixa vertical bege e ornatos em espiral à esquerda. Duas volutas, ornamentos em espiral, na cor vinho, com partituras estampadas, sobre o fundo de um tecido branco de textura amassada levemente amontoado. “Guairacá Cultural apresenta: V FESTIVAL ÓPERA DO PARANÁ, ENTRADA FRANCA. Ópera ORFEU E EURIDICE de Christoph Gluck, Núcleo de Ópera da EMBAP.  CURITIBA, 30 DE NOVEMBRO 2019, 20 horas. EMBAP, Auditório Mário Schoemberger, Rua Barão do Rio Branco, 370, Centro.
    Programação: www.festivaldeopera.org  Realização: Guairacá Cultural.
    Apoiadores: Coro Lírico de Curitiba,Companhia Paranaense de Ópera, Ver com as Mãos, Rádio MEC, MCities, Fundação da Casa de Mateus, Prefeitura de Ponta Grossa, ICAC, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba.

  • Acessibilidade

    Alunos criam leitor digital para traduzir textos em braile

    Alunos criam leitor digital para traduzir textos em braile
    Três alunos de 12 anos foram premiados na competição InovaVital, do Colégio VItal Brazil (zona oeste de São Paulo). Foram selecionadas dez iniciativas, que propõem soluções para problemas na sociedade, englobando várias áreas: sustentabilidade, meio ambiente, acessibilidade, educação e bem-estar social. O grupo foi o vencedor na categoria Ensino Fundamental por criarem um leitor digital, que converte textos em língua portuguesa para braile, para dar autonomia a pessoas com deficiência visual. 
     
    Chamado de Sistema de Leitura para Deficientes Visuais, o projeto desenvolvido pelos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, funciona por meio de uma placa de arduíno, um leitor digital que recebe comandos utilizando o código Morse - um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação, que utiliza um sinal codificado enviado de modo intermitente - que transforma o alfabeto português em braile. 
     
    A partir dessa base, a codificação das palavras é registrada por pinos que se levantam simultaneamente para que o deficiente possa tocá-los e fazer a leitura do texto. Além disso, os mesmos pinos emitem sons em uma determinada sequência, representando cada letra do braile, criando assim, a opção de ouvir a descrição do documento. “Uma amiga da minha família é cega e meu pai costumava ler os livros para ela, mas essa moça reclamava da falta de expressão sobre os personagens e de não conseguir interpretar as obras de maneira própria”, explica Matheus Orofino. 
     
    “Nosso maior desejo é criar uma plataforma de alfabetização para crianças com deficiência visual. O Brasil tem poucas obras. Materiais em braile são raros e caros. Queremos o projeto acessível para quem usa e para quem quiser aplicá-lo em uma sala de aula ou até mesmo em casa”, completa Lucas Yamada.

    “O nosso projeto quer mostrar que uma pessoa com deficiência visual ou cega pode ser autônoma se tiver acesso a recursos mais diversificados, e não ficar restrito apenas com obras públicas em braile. Eles têm o direito de terem a própria perspectiva e compreensão de qualquer texto, pois muitos audiobooks, por exemplo, não trazem a entonação correta sobre o material e assim, não transmitem a emoção ao leitor, e o nosso Sistema de Leitura para Deficientes Visuais traz isso.”, diz Matheus, que deseja aplicar o projeto em bibliotecas públicas de São Paulo.  
  • Palestra gratuita ajuda pais e professores de crianças com problemas na fala

    Palestra gratuita ajuda pais e professores de crianças com problemas na fala

    Crianças e adultos com ausência da fala precisam de uma alternativa para se comunicar, em prol da inclusão cada vez mais afinada a cada necessidade. Para orientar a respeito, o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) promove a palestra gratuita “O que é comunicação alternativa?”, nesta quinta-feira, dia 14.

    Com cerca de uma hora de duração, o evento ocorre em dois horários: às 9h e às 15h, no CERNE Curitiba (Av. Arthur Bernardes, 1.385). O evento é aberto aos pais e responsáveis dos pacientes do CERNE e também a toda a comunidade, como professores e pedagogos, com entrada franca.

    A palestra será ministrada pela fonoaudióloga Edineia Barreto, que trará diversas formas para a introdução da comunicação alternativa, que pode envolver o uso de figuras, fichas, entre outros recursos. Edineia também é pedagoga com especialização em motricidade orofacial e disfagia, alfabetização e letramento, com atuação na reabilitação Neuroauditiva SENA, Implante Coclear, Método TEACH e ABA.  

    Serão tratadas abordagens de intervenção comprovadas cientificamente, como a Análise Aplicada do Comportamento (ABA), o Método  TEACCH: (Tratamento Educação para Autista), que também pode ser usado para crianças com déficits relacionados à comunicação. Outro sistema é o de Comunicação por Troca de Imagens (PECS) e a Comunicação alternativa apoiada e não apoiada.

    SERVIÇO
    Palestra: “O que é comunicação alternativa?”
    Data: 14 de novembro (quinta)
    Horário: às 9h e às 15h
    Local: CERNE Curitiba - Av. Arthur Bernardes, 1.385
    Entrada franca (sem necessidade de inscrição)

  • Vestibular

    Vestibulandos se preparam para o tradicional “aulão” de véspera, na Ópera de Arame

    Vestibulandos se preparam para o tradicional “aulão” de véspera, na Ópera de Arame

    A Ópera de Arame será palco do famoso “Aulão de Véspera” para estudantes que buscam uma chance na UFPR (Universidade Federal do Paraná), em 2020. Este evento acontecerá neste sábado, dia 26, das 08h às 18h, com intervalo de uma hora para almoço. São esperados 1650 vestibulandos vindos de colégios públicos e particulares de Curitiba, como também de diversas regiões do Estado para sanar as últimas dúvidas antes das provas da primeira fase do vestibular 2020.

    Para participar, basta se inscrever antecipadamente no link bit.ly/AulaodeVésperaDynâmico e, no dia, levar um quilo de alimento não perecível (opcional).

    As inscrições são limitadas
    Segundo o coordenador do curso Pré-Vestibular, Paulo Klauss, o objetivo deste encontro é para que os alunos possam descontrair com aulas divertidas, revendo os principais tópicos neste momento tão importante da trajetória acadêmica.

    Vestibular UFPR
    Na primeira etapa, que ocorrerá no dia 27 de outubro, os candidatos responderão 90 questões objetivas de Conhecimentos Gerais sobre Matemática, Física, Química, Biologia, Geografia, História, Língua Estrangeira, Português, Literatura Brasileira Filosofia e Sociologia.

    A segunda etapa acontecerá nos dias 24 e 25 de novembro, sendo que no primeiro dia será a prova de Compreensão e Produção de Texto, e no segundo, provas específicas de acordo com o curso escolhido.

    Este ano, estão sendo ofertadas 5.661 vagas no vestibular mais concorrido e cobiçado do Paraná. Os classificados na primeira fase do vestibular serão conhecidos no dia 13 de novembro.

    Serviço:
    Aulão de Véspera / Dynâmico

    Local:  Ópera de Arame
    Dia:  26/10 (sábado)
    Horário: das 08h às 18h
    Inscrições limitadas: bit.ly/AulaodeVésperaDynâmico
    Preço: um quilo de alimento (opcional)

  • Audiodescrição Curitiba

    V Encontro Nacional de Mulheres Cegas e com Baixa Visão

    V Encontro Nacional de Mulheres Cegas e com Baixa Visão

    De 24 a 27 de outubro acontecerá o V Encontro Nacional de Mulheres Cegas e com Baixa Visão (MBMC), em Curitiba. Com o tema “Trabalho e Empregabilidade”, mais de 60 mulheres com deficiência visual estarão reunidas discutindo questões importantes para a inclusão deste público. O evento será realizado na Uninter, na Rua XV de Novembro.

    A ideia do evento surgiu a partir do momento em que se percebeu a ausência da discussão de gênero. Por esse motivo um dos objetivos é o de contribuir para o empoderamento e autonomia das mulheres cegas e com baixa visão. Para este ano a discussão gira em torno da empregabilidade como acesso e direito a plena cidadania.

    O evento em Curitiba, tem a coordenação deLeila Lima/PR, Politologa pela UNINTER, profissional da área de saúde, ativista de movimento social MOHAN, Conselheira -Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Curitiba, Integrante da coordenação UBM- Pr, pesquisadora, coordenação executiva comunicação MBMC, mulher com baixa visão.

    Entre os temas abordados, a advogada Valéria Siqueira, responsável pelo Centro de Inclusão e Apoio à Pessoa com Deficiência da OAB Paraná, vai falar sobre a discriminação que existe na hora de contratar pessoas com deficiência. “Vou levar dados estatísticos sobre a participação da mulher no mercado formal de trabalho e também indicar o que pode ser feito para facilitar sua contratação, começando pelo currículo e passando pela capacitação. O centro do debate será sobre fatores que geram a exclusão das pessoas com deficiência do mercado de trabalho e sobre os recursos que podem ser empregados para derrubar essas barreiras”, afirma a advogada.

    Sobre o MBMC
    Foi em 2015 que ocorreu o I Primeiro Encontro de Mulheres Cegas e com Baixa Visão, em Terezinha/PI. Nesse encontro decidiu-se que seria um movimento nacional, mas que atendesse as necessidades e demandas regionais. Sendo assim, a ideia é que cada sua cidade crie uma identidade local, para que o movimento se interiorize sem ter a intenção de competir com associações e movimentos de cegos.

    O maior foco, portanto, é a afirmação da identidade, o autoreconhecimento, tanto da família como da sociedade, sobre o fato de que todas as mulheres cegas e com baixa visão são pessoas que têm direitos, que pode exercer sua cidadania e sua profissão independentemente da deficiência.

    Dúvidas e inscrições:
    E-mail inscricaombmc@gmail.com

    #Descriçaodaimagem #Pracegover #Paratodasetodosverem Anúncio do V Encontro, no canto superior esquerdo a logo (Flor em preto e branco com as pétalas em formato de olhos). No centro o texto: V ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES CEGAS E COM BAIXA VISÃO – MBMC. De 24 a 27 de Outubro de 2019 Local: Uninter Campus Garcez (Praça Osório – Centro). Fonte cor preta, de fundo com pouca opacidade o Museu Oscar Niemeyer conhecido como Museu do Olho devido a semelhança arquitetonica com o formato de um olho. No canto superior direito e inferior esquerdo está disposto a logo (cor branca e fundo preto) do MBMC, como uma estampa (padrão de repetição). Fim da descrição.

    Confira a programação

    24/10
    14h
    Abertura com apresentação Cultural

    14h40 às 15h 
    Composição de mesa: representantes da Executiva Nacional do MBMC, representantes das instituições e empresas parceiras, autoridades e convidados. 

    15h às 17h
    Mesa 1: Palestra magna e debate - O Trabalho como direito das pessoas com deficiência e o acesso das mulheres cegas e com baixa visão a esse direito. Palestrante: Ivone Santana/SP.  Mediação: Gislana Monte Vale/CE

    18h às 19h
    Atividade 1: Lançamento e noite de autógrafo do livro “Muito Além da Visão - Narrativas   de pessoas com deficiência Visual”

    25/10

    8h15 às 10h20 
    Mesa 2: Conhecendo O Sistema de Cotas, a Legislação e Caminhos para o Trabalho, seguida de debate. Palestrantes: Priscila Selares/MA, Berenice Lessa e Valéria Siqueira PR. Com mediação de Rita Luz/MS 

    10h50 às 12h30
    Mesa 3 - As instituições de Formação Profissional e as atividades de preparação para o trabalho voltadas  para as pessoas com deficiência. Na sequência debate. Palestrantes: Representantes do Sistema "S". Mediação de Kelly Araújo/ MA  e Rita Guaraná/PE  

    14h às 17h30
    Atividade 2: Visita ao Grupo Boticário considerando conhecer processos relativos ao trabalho formal características e inclusão de mulheres com deficiência visual com a coordenação de  Leila Lima/PR e Josiane França/RS 

    18h
    Atividade 3: Exposição com Audiodescrição. Homenagem a Dra. Moema Espínola Araújo, médica ilustre, formada pela Universidade Federal do Paraná, mãe, poeta, ativista dos direitos das pessoas com deficiência, mulher cega, símbolo da luta das mulheres cegas e com baixa visão presentes no V Encontro nacional do MBMC.

    26/10

    8h às 9h
    Mesa 4: A Mulher com Deficiência Visual e o Trabalho: Do Capacitismo a Superação de que lugar falamos? Palestrante: Camila Alves/RJ  e mediação de Wanda Silva/RJ , Priscila Dantas/BA

    9h30 às 12h
    Mesa 5: Roda de conversa sobre as diversas formas de trabalho das mulheres com deficiência visual. Coordenação: Olivia von der Weid  

    13h40 às 17h30
    Atividade 4: City-tour pelos pontos turísticos de Curitiba com recursos de audiodescrição. Coordenação: Leila Lima/PR Equipe local/PR

    18h
    Atividade 5: Sarau de confraternização e reconhecimento da Cultura local Espaço Cine Passeio complexo Cultural com cinema e café Coordenação: Leila Lima/PR, Josiane França/RS e Denise Santos/PI.

    27/10
    8h30 às 13h

    Atividade 6: Assembleia de líderes do MBMC Local: Casa da Mulher Brasileira Coordenação: Cristina Gonçalves/BA

    13h30
    Almoço de  Encerramento

     

  • 6ª edição da Expocine apresenta acessibilidade nos cinemas

    6ª edição da Expocine apresenta acessibilidade nos cinemas

    Inicia amanhã, dia 1º de outubro e prossegue até sexta (4), a 6ª edição da Expocine, no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo. Entre as novidades está o kit cinema, que permite a pessoas com deficiência visual e auditiva se divertirem em uma sessão de cinema, recebendo todas as informações para o entendimento do filme e trazendo acessibilidade às telonas. A tecnologia é desenvolvida pela Riole, empresa paranaense fundada em 1982, que também é patrocinadora do maior evento do segmento na América Latina e segundo maior no mundo.

    O kit cinema promete chamar a atenção do setor de quem passar pelo stand da Riole. Na oportunidade eles apresentarão sua mais recente inovação: o ProAccess - Sistema de Acessibilidade para Cinemas. Para as pessoas com deficiência auditiva, o equipamento tem uma tela pela qual é transmitida a tradução em LIBRAS do filme. Já para as pessoas com deficiência visual, por meio de fones de ouvido, é possível ouvir a audiodescrição do filme.

    “É muito gratificante ver a alegria dessas pessoas poderem participar de uma sessão de cinema com toda a autonomia que precisam. Muitas delas, jamais tinha ido a uma sala de cinema e queremos aumentar ainda mais esse público com a demonstração dos nossos produtos na Expocine”, explica Cristiane Moro, diretora da Riole à frente do projeto.

    Vale lembrar que o Brasil tem cerca de 3 mil salas de cinema e, até o dia 1º de janeiro de 2020, todas as de grande porte deverão estar equipadas com ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, beneficiando um público-alvo estimado, segundo dados do IBGE, em torno de 10 milhões (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em 2015).

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