• 18/06/2018

    PSL entre Cida e Ratinho Junior

    PSL entre Cida e Ratinho Junior

    "Nós não decidimos ainda quem apoiar para o governo do Estado. Tem uma proximidade boa com Cida (Borghetti) e com Ratinho. Osmar já é mais difícil pela ligação dele com o irmão que é candidato à presidência da República. Alvaro Dias para mim é um dos melhores pré-candidatos à presidência. Sou secretário-geral do partido no País todo. Estamos conversando tanto com Cida Borghetti, quanto com Ratinho Junior" - do deputado Delegado Francischini, pré-candidato ao Senado - no Bem Paraná desta segunda-feira, 18, sobre o apoio do PSL nas eleições estaduais..

  • 18/06/2018

    Alvaro Dias recusa apoiar candidatura de irmão no Paraná

    Dois irmãos vão concorrer a cargos majoritários no Paraná na eleição deste ano: o senador Alvaro Dias (Podemos) é pré-candidato à Presidência da República e o ex-senador Osmar Dias (PDT) deve se lançar ao governo do Estado. Apesar da relação de parentesco, os irmãos Dias são conhecidos por não compor alianças nem palanques. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Neste ano não deve ser diferente: apesar de Osmar declarar publicamente que vai apoiar o irmão, mesmo tendo o PDT um pré-candidato à Presidência – Ciro Gomes -, a recíproca não é verdadeira. Em lançamento da pré-candidatura à Presidência, na semana passada, em Curitiba, Alvaro não declarou apoio a nenhum pré-candidato do Paraná e disse que sua campanha no Estado terá uma “união suprapartidária”.

    Procurado, Alvaro Dias evitou falar sobre alianças partidárias no Paraná. “Estamos aguardando o momento para definição em relação à eleição estadual. Tenho pedido um tempo para que nós possamos acomodar o nosso projeto nacional em primeiro lugar. Depois, nós vamos proceder em relação à eleição estadual”, afirmou em nota enviada por sua assessoria.

    Na semana passada, parte dos integrantes do Podemos no Estado, liderados pelo vice-presidente Elizeu Chociai, chegou a declarar apoio a Ratinho Júnior, pré-candidato do PSD ao governo. Em seguida, o presidente da legenda paranaense, o prefeito de Pato Branco, Augustinho Zucchi, desautorizou o vice. “Quem falou aquilo não falou pelo partido”, disse à reportagem, afirmando que a posição do Podemos só será formada em convenção da executiva estadual.

    O choque de interesses políticos não é novo na família Dias. Historicamente, eles evitam se enfrentar diretamente, seja para vagas em cargos no Executivo ou no Legislativo – quando um é candidato, o outro não é. Em 2010, por exemplo, Osmar só decidiu se lançar ao governo no último dia do prazo, quando o irmão, na época do PSDB, foi preterido para concorrer ao cargo e também para ser vice-presidente na chapa de José Serra.

    Alvaro, por sua vez, decidiu manter distância naquele ano da campanha eleitoral do Paraná, já que o irmão formou chapa com PT e PMDB. Osmar chegou a atuar na gestão do irmão, entre 1987 e 1991. O afastamento, afirmam pessoas próximas, ficou evidente quando Osmar se candidatou ao governo em 2006 e em 2010 – foi derrotado nas duas.

    À reportagem, Osmar ressaltou sua história política ao lado do irmão, mas admitiu que nem sempre eles pensam igual. “Isso é comum em todos os casos de irmão na política. Temos os mesmos valores, mas não quer dizer que a gente pense igual em tudo.” Ele reafirmou o apoio ao irmão e disse que não vai “reclamar” se ele não retribuir. “Se ele achar que o prejudica no projeto nacional, tem meu apoio para tomar a decisão que quiser.” 

  • 18/06/2018

    STF inicia julgamento de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo nesta terça

    A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (19), a ação penal da Lava Jato contra a senadora paranaense e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No processo, ambos são réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Trata-se da segunda ação penal da Lava Jato que chega a julgamento final no Supremo, após mais de quatro anos desde o início da operação. A primeira foi a do deputado federal também, Nelson Meurer (PP), também do Paraná, que foi condenado no mês passado a 13 anos e noves meses de prisão em regime fechado, também por corrupção e lavagem de dinheiro. As informações são do Bem Paraná.

    Em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações finais no caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação da senadora e de Paulo Bernardo. No processo, os dois são acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010. O empresário Ernesto Klueger, que teria transportado dinheiro vivo, também é réu.

    Na manifestação, última fase do processo antes da sentença, Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo também sejam condenados ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, valor quatro vezes maior do que o montante que teria sido desviado da Petrobras.

    De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor da suposta propina paga a Gleisi e Paulo Bernardo é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. O casal foi citado nas delações do doleiro Alberto Youssef.

    Defesa - Em nota, a senadora disse ter recebido “com serenidade a notícia de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve julgar, na terça-feira, a ação penal em que fui injustamente denunciada, sem qualquer prova ou indício de crime”. Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.

    “A requerida (senadora) jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa, na ocasião.

    Candidatura - O resultado do julgamento pode ter influência direta no futuro de Gleisi nas eleições. Alvejada pela Lava Jato, a petista já havia definido que não disputará a reeleição para o Senado, preferindo uma candidatura à Câmara Federal. Caso ela seja condenada, porém, pode ter seus planos frustrados pela Lei da Ficha Limpa, como já ocorre com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso em Curitiba desde 7 de abril, condenado pelo juiz Sérgio Moro no caso do tríplex de Guarujá. Assim como acontece no caso de Lula, porém, os advogados do PT apostam em recursos judiciais para tentar sustentar a candidatura de Gleisi ao Legislativo federal. 

  • 18/06/2018

    Requião é candidato do PT ao Senado

    Requião é candidato do PT ao Senado

    Fábio Campana

    O diretório estadual do PT definiu Roberto Requião, do PMDB, seu candidato prioritário ao Senado. O partido ainda discute o segundo nome para “dobrar” com Requião em outubro. São três postulantes a uma vaga: o ex-deputado Elton Welter, a ex-vice-prefeita de Curitiba Mirian Gonçalves e o vereador maringaense Carlos Mariucci. O PT escolheu Requião como primeiro candidato ao Senado considerando sua postura contra o impeachment de Dilma Rousseff, pela liberdade de Lula e a solidariedade à senadora Gleisi Hoffmann.

  • 18/06/2018

    Assembleia do Paraná implanta terminais integrados no Plenário

    Assembleia do Paraná implanta terminais integrados no Plenário

    Novos terminais do sistema integrado de votação do Plenário estão sendo instalados e testados no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. Com o novo sistema, os parlamentares poderão acessar diretamente por monitores a Ordem do Dia, consultar a íntegra dos projetos de lei e dos pareceres das comissões técnicas, além de acompanhar as inscrições e a sequência dos oradores inscritos para utilizar a tribuna. Também terão acesso instantâneo aos requerimentos protocolados ainda no curso da sessão plenária.

    O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB) destaca que a modernização dos aparelhos de votação irá assegurar “maior transparência e economia ao Legislativo. Entre outras vantagens dispensará as impressões da pauta. De qualquer terminal o deputado poderá marcar a sua presença em Plenário e votar, identificado por meio de biometria. As informações sobre a pauta, além da lista dos inscritos para pronunciamentos nos horários do Expediente e das Lideranças, e dos apartes nas manifestações, serão igualmente projetadas no painel eletrônico do Plenário”.

    Os deputados poderão visualizar com detalhes as matérias que serão debatidas e votadas. O sistema, com telas sensíveis ao toque, também permite, de forma intuitiva e funcional, a consulta ao Regimento Interno, à Constituição Estadual e à Constituição Federal. Para Traiano, a mudança nos equipamentos “atende a necessidade de modernização da Casa. Os atuais aparelhos estão tecnologicamente defasados. Estamos dando melhores condições e e agilidade ao processo legislativo, modernizando a Assembleia, economizando papel garantido ainda mais transparência às votações”.

    Com os novos terminais, os deputados terão melhor conhecimento dos projetos, com mais fácil acesso às ementas e ao inteiro teor das proposições, o que garante maior transparência e mais prática fiscalização das iniciativas pela sociedade e pela imprensa que cobre as sessões, pois o telão do painel eletrônico do Plenário vai indicar claramente a matéria em discussão.

    O sistema e a base de dados disponibilizada aos parlamentares são interligados com os demais setores da Assembleia, especialmente com a Diretoria Legislativa e a Diretoria de Assistência ao Plenário. Com isso, os procedimentos internos serão também mais rápidos e fluentes, com muito maior precisão. “Teremos mais rapidez no trabalho, porque tão logo o projeto entre em pauta, ou mesmo um requerimento seja protocolado, em tempo real ele já estará disponível para acesso pelo deputado. A própria ata das sessões também será feita de imediato, em menor tempo. Ou seja, é uma ferramenta que vai auxiliar muito os parlamentares”, avaliou o diretor Legislativo, Dylliardi Alessi.

  • 18/06/2018

    Corrupção: homem da mala

    Do Ricardo Boechat

    Em depoimento à “Operação Câmbio, Desligo”, Lúcio Funaro revelou a entrega de dinheiro vivo ao ex-presidente Banco Regional de Brasília, Ricardo Leal. Apelidado de “Criança”, ele foi apontado como “um dos precursores dos desvios de recursos dos fundos de pensão no Brasil”. As entregas eram feitas pelo operador conhecido como “Júnior de Brasília”, por meio do doleiro Cláudio Barbosa, o “Tony”.

    Tony também foi usado para repassar propina a Rodrigo Figueiredo, secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura na gestão de Antônio Andrade (MDB), e ao advogado Marcos Gonçalves, ligado a Eduardo Cunha e que teria atuado informalmente para impedir o indiciamento de Wagner Pinheiro (Petros) e Antônio Conquista (Postalis) na CPI dos Fundos de Pensão, em 2015.

  • 18/06/2018

    Brasil deixou de arrecadar R$ 354,7 bilhões com renúncias fiscais em 2017

    Com meta de déficit primário de R$159 bilhões neste ano e com um teto de gastos pelas próximas duas décadas, o governo teria melhores condições de sanear as contas públicas, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), concedendo menos incentivos para determinados setores da economia. O relatório do TCU das contas do governo em 2017, aprovadas com ressalvas na última quarta-feira (13), revelou que as renúncias fiscais somaram R$354,7 bilhões no ano passado. As informações são do Diário do Poder.

     

  • 18/06/2018

    PF investiga ligação de partidos com saques em fundo de R$ 500 milhões

    A liberação de contribuições sindicais a entidades e centrais, com suspeita de fraudes em parte dos repasses, passou por filiados aos dois partidos que dividem o controle de áreas estratégicas no Ministério do Trabalho. Partidários do Solidariedade, do deputado Paulinho da Força (SP), e do PTB, mais especificamente do feudo do deputado Jovair Arantes (GO), foram os responsáveis tanto pela efetivação de repasses quanto pela definição do destino de um montante de quase R$ 500 milhões. Na ponta final da liberação dos recursos, em pelo menos um caso a entidade é controlada por um dirigente do Solidariedade. As informações são de Vinícius Sassine n'O Globo.

    O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) identificou fraudes em pelo menos três repasses e, desde o fim de março, o caso passou a ser investigado pela Polícia Federal (PF). É uma segunda frente de investigações da PF, posterior à Operação Registro Espúrio, que desvendou um esquema de pagamento de propinas para liberação de registros sindicais.

    A nova apuração da PF está focada numa fase posterior ao registro sindical, em que entidades buscam ressarcimento de contribuições sindicais depositadas na Caixa Econômica Federal. Este dinheiro é uma espécie de resíduo de contribuições sindicais, uma sobra que acabou depositada na Caixa – numa conta administrada pelo Ministério do Trabalho, com quase R$ 500 milhões – em razão de falhas nas guias de recolhimento.

    CGU constata fraudes de R$ 6,3 milhões

    A base da investigação é um relatório da CGU que apontou fraudes grosseiras para que fossem destravados R$ 3,8 milhões a uma federação de trabalhadores sediada na Bahia. Outros R$ 2,5 milhões, destinados a uma segunda entidade, com sede em Brasília, são investigados.

    Os personagens no caminho da liberação do dinheiro são dos dois partidos que controlam o Ministério do Trabalho. A entidade que recebeu os repasses é a Federação dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade da Bahia, Sergipe e Alagoas (FETTHEBASA), cujo presidente é William Roberto Arditti. William preside o conselho fiscal do Solidariedade, é primeiro vice-presidente do partido em Sergipe e presidente da Força Sindical – a central que se confunde com o partido político, os dois controlados por Paulinho da Força – no mesmo estado.

    Dentro do ministério, conforme as investigações da CGU, o então secretário de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante Lacerda, atuou irregularmente para destravar o dinheiro. Ele é segundo secretário de Organização do Solidariedade.

    Outras atuações supostamente irregulares foram do então secretário-executivo e número dois da pasta, Leonardo Arantes, que integra o conselho fiscal do PTB em Goiás, e do superintendente do Trabalho em Goiás, Degmar Pereira, filiado ao Solidariedade até 2014 e ao PTB desde 2017.

    Leonardo, que é sobrinho do deputado Jovair Arantes, e Carlos foram presos pela PF na Operação Registro Espúrio, por suspeita de também fraudarem a emissão de registros sindicais. O sobrinho do parlamentar perdeu os cargos de secretário-executivo e secretário de Políticas Públicas de Emprego em razão da prisão preventiva. Carlos já havia deixado o ministério em abril. Degmar segue superintendente do Trabalho em Goiás. E William, presidente da FETTHEBASA.

    Trâmite indevido dentro do ministério

    No começo de 2017, antes das discussões formais sobre como as centrais conseguiriam ter acesso às contribuições sindicais, a FETTHEBASA apresentou um requerimento para receber restituições às quais dizia ter direito. O pedido deveria ter sido protocolado na superintendência do Trabalho na Bahia, sede da federação. Acabou encaminhado para a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE), cujo titular era Leonardo Arantes, sobrinho do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).

    A secretaria de Leonardo, então, encaminhou o requerimento à superintendência em Goiás, “que não detém qualquer competência opinativa ou autorizativa, uma vez que se trata de unidade fora do trâmite previsto”, segundo a auditoria da CGU. A superintendência em Goiás, mesmo assim, aceitou o pedido. Ela é comandada por Degmar Pereira, ex-Solidariedade, atual PTB e uma indicação dos Arantes.

    Boa parte dos recursos pleiteados, R$ 1,2 milhão, dizia respeito a uma contrapartida referente a um sindicato que representa trabalhadores petroleiros – sem qualquer relação com a área de turismo, objeto da FETTHEBASA. A liberação do dinheiro contou com o aval do então secretário de Relações do Trabalho, Carlos Cavalcante Lacerda, prócer do Solidariedade. Este aval também foi indevido, segundo a CGU, uma vez que a secretaria de Carlos só deveria analisar recursos.

    A CGU também detectou fraudes nas assinaturas do presidente da FETTHEBASA e do chefe da seção de Relações do Trabalho na superintendência em Goiás. As assinaturas são evidentemente distintas em diferentes ocasiões dos processos, conforme reproduzido na auditoria da CGU. O órgão viu prejuízo na liberação de R$ 3,8 milhões e pediu providências para a devolução do dinheiro.

    A auditoria da CGU aponta também a necessidade de devolução de R$ 2,5 milhões repassados à Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas no Brasil (Fenatracoop), a título de restituição de contribuição sindical. O pedido da federação foi enviado ao então secretário de Relações de Trabalho, e não à superintendência do Trabalho no Distrito Federal, onde está sediada a entidade. “A resposta emitida pela secretaria demonstra que a unidade reconhece as irregularidades. De acordo com a unidade, existem fortes indícios de adulteração da assinatura do secretário à época”, anotam os auditores da CGU.

    Partidos negam indicações para ministério

    O Solidariedade e o PTB do deputado Jovair Arantes (GO) se eximiram de qualquer responsabilidade pelos fatos relacionados à liberação das contribuições sindicais. O partido do deputado Paulinho da Força (SP) afirmou em nota que os fatos relatados são inverídicos. Jovair disse, por meio da assessoria de imprensa, não ter ligação com os fatos mencionados.

    “Não coube ao partido nenhuma indicação para cargos no ministério. Os objetos questionados não dizem respeito ao Solidariedade, portanto desconhecemos em absoluto os assuntos relatados. O partido está à disposição das autoridades e confia no trabalho da Justiça para o esclarecimento dos fatos”, diz a nota enviada à reportagem. “Jovair acredita no trabalho de investigação da CGU e da Polícia Federal”, afirmou a assessoria do parlamentar.

    A Força Sindical disse que as citações à central na Operação Registro Espúrio buscam “criminalizar o movimento sindical”. Sobre os repasses supostamente fraudulentos à FETTHEBASA, a Força afirmou que desconhece “por completo” o assunto, pois a federação é “completamente responsável pelas suas atividades e ações”.

    A Força também se eximiu de qualquer responsabilidade sobre os atos de Carlos Lacerda. “O secretário jamais pediu, aceitou ou autorizou qualquer liberação de recursos em nome da Força.”

    O Ministério do Trabalho disse que não fará comentários enquanto perdurar sindicância determinada pelo ministro Helton Yomura em razão da Operação Registro Espúrio. A FETTHEBASA não respondeu aos contatos feitos pela reportagem. O presidente da Fenatracoop, Mauri Viana, disse que “a CGU falou um monte de besteira”:

    – Estamos requerendo que nos paguem, inclusive por via judicial, o que nos devem. A dívida é de R$ 102 milhões. Só queremos o dinheiro que é do trabalhador.

  • 18/06/2018

    Delação de Maurício Fanini pode complicar candidatura de Flávio Arns

    Delação de Maurício Fanini pode complicar candidatura de Flávio Arns

    O pré-candidato ao Senado pela Rede, Flávio Arns, teve o nome citado em um dos anexos da delação de Maurício Fanini.

    O assunto está preocupando a Executiva Municipal que não quer o partido ligado com nenhuma político suspeito de corrupção.

    Para complicar a vida de Arns, tem um outro BO que militantes da causa acabaram desvendando e não gostaram de saber: suspeita de improbidade na Apae.

    O assunto foi investigado pelo Ministério Público e pode sepultar a vida pública do ex-petista e ex-tucano.

  • 18/06/2018

    PV deve lançar candidato ao Senado

    PV deve lançar candidato ao Senado

    O ambiente conturbado na política paranaense deve levar o PV lançar um nome ao Senado Federal.

    O assunto foi discutido no último final de semana, em um reunião regional do partido, em Maringá.

    O nome aclamado pelos verdes é o presidente estadual do partido, Francisco Caetano, conhecido como Chico do PV.

    A legenda aposta que Caetano pode ser a segunda via, já que alguns candidatos vem sofrendo rejeição do eleitorado paranaense.

    O Partido Verde tem um nome ao Palácio Iguaçu: vai apoiar o nome de Ratinho Junior (PSD).

    No Senado, o Partido Verde não tinha candidato.

  • 18/06/2018

    Instalações da Câmara de Curitiba estão deterioradas

    Instalações da Câmara de Curitiba estão deterioradas

    Mesmo com contrato de manutenção de R$ 2.545.793,90 com a Empresa Paranaense de Climatização para a manutenção dos prédios da Câmara Municipal de Curitiba, a casa legislativa continua em processo deterioração. A presidência tem usado a Empac para criação de ambientes, mudanças de setores e esquecido de fazer a manutenção devida dos prédios do legislativo. Essa foto é do banheiro do Anexo II, que está nessa situação há meses.

  • 18/06/2018

    Cida Borghetti será a única mulher a disputar o governo do Paraná em 2018

    Cida Borghetti será a única mulher a disputar o governo do Paraná em 2018

    A governadora Cida Borghetti (PP) será a única mulher a disputar a eleição para o Governo do Paraná.

    Cida vai encarar na disputa: Ratinho Junior (PSD), Doutor Rosinha (PT), Geonísio Marinho (PRTB), Jorge Bernardi (Rede), Osmar Dias (PDT) e Professor Piva (PSOL).

    Na última pesquisa eleitoral, Cida reprovava no primeiro turno.

    Junior e Dias são os favoritos para um possível segundo turno.

  • 18/06/2018

    Qual o perfil dos políticos brasileiros eleitos com menos de 30 anos?

    Qual o perfil dos políticos brasileiros eleitos com menos de 30 anos?

    Se a política é feita para definir o futuro dos jovens, não são eles que ocupam as principais cadeiras de comando do país. Além da falta de voz no cenário político, os que se destacam e conquistam uma vaga nem sempre pleiteiam mudanças no jogo. Apesar da idade, eles são "velhos" políticos, que reafirmam discursos conservadores e validam o status quo dentro do sistema. Dentro do poder, seguem a corrente de pensamentos existentes e deixam para trás um legado que poderia transformar o país. As informações são do Correio Braziliense.

    As candidaturas de jovens na política representam uma parcela mínima do total. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, nas eleições de 2014, candidatos com menos de 30 anos não tiveram espaço. Aqueles que tinham entre 18 e 19 anos representavam 0,07%, enquanto apenas 2% tinham de 20 e 24 anos. Pessoas entre 25 a 29 anos alcançaram 4,32%. Em 2016, por serem eleições municipais, o quadro melhorou, mas, ainda assim, o dado não foi otimista. A maior participação foi encontrada em jovens entre 25 a 29 anos, por exemplo, com 6,13%.

    Entrar na política com menos de 30 anos não é inédito, mas traz uma série de características repetitivas de outras eleições. Isso porque, por mais que os jovens disputem o jogo eleitoral, são sempre os mais velhos que conduzem o poder, de forma oligárquica. O termo usado para este tipo de gestão é gerontocracia. É isso o que explica o professor de sociologia e política Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Temos um poder assentado pelos mais velhos. A estrutura política brasileira tem muita dessa gerontocracia. Os partidos políticos, em maior ou menor grau, não abrem espaço para os mais jovens. A política sempre foi algo a ser realizada pelos homens mais velhos”, afirmou.

    Perfil

    Com poucas candidaturas, os dados dos eleitos na política também foram baixos. Em 2014, foram 64 escolhidos com menos de 30 anos. Ao todo, 44 ocuparam as vagas de deputados estaduais em todo o país, e 20 o cargo de deputado federal. Em 2016, na disputa municipal, esse número foi um pouco maior. Para o posto de prefeito, foram 137 eleitos, enquanto 4,3 mil vereadores tinham menos de 30 anos.

    A poucos meses do fim da 55ª legislatura, o Correio selecionou os 20 jovens eleitos em 2014 para ocuparem o Congresso Nacional, para mapear o perfil deles, como chegaram até ali e se comportaram nas votações de pautas polêmicas nos últimos quatro anos. A característica mais interessante percebida foi que 90% são homens e também têm políticos na família. A maioria também veio de estados do Nordeste (45%), seguido por Sudeste (25%), Norte (15%), Sul (10%) e, por último, Centro-Oeste (5%).

    O Correio também procurou processos judiciais contra eles. São três casos. Em termos

    de votação, os jovens também mostraram seguir os padrões dos mais velhos dentro do Congresso Nacional. Ao todo, 80% foram a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e a maioria votou para arquivar as denúncias contra o presidente Michel Temer. Enquanto 50% foi a favor do arquivamento, 40% votou contra e 10% se ausentaram da votação e ajudaram a livrar Temer. A intervenção federal no Rio teve o aval de 85%, e a reforma trabalhista de 70%. Apenas 20% deles trocaram de partido mais de duas vezes no período.

    Pensamentos

    O poder no país também se caracteriza como patriarcal, segundo Prando. É por causa desse caráter que os filhos de políticos tendem a votar como os pais votariam, e acabam repetindo os velhos pensamentos e valores. “A configuração do poder no Brasil, sobretudo no Legislativo, é patriarcal. Não é apenas o pai, mas também é o homem que manda. E, além disso, tudo é sempre o mais velho”, avaliou Rodrigo Prando. É por isso, que na análise de Prando, infelizmente, os jovens só têm mais voz e espaço dentro da política quando têm sobrenomes de peso ou quando são apadrinhados por deputados poderosos. “No fundo, é por isso que parece ser ‘mais do mesmo’. Porque são sempre pessoas com políticos na família”, explicou.

    Apesar de as chances serem baixas, um jovem “com um poder excepcional de comunicação” também poderia conseguir uma vaga, avalia Prando. A desconfiança da sociedade, no entanto, pode colocar em xeque a candidatura de um rosto novo na política e, consequentemente, a renovação do Congresso. “O eleitor sempre vai pensar se o jovem tem experiência e condições para resolver problemas de saúde, segurança e educação. E, se ele tem um sobrenome, eles vão pensar que tudo bem, ele é jovem, mas tem o pai”, opinou o especialista.

    Mas há chances para aqueles que querem se eleger sem sobrenome. O desafio é que os jovens não têm tradição de participar ativamente da política. “A descrença é generalizada. O jovem acredita que o espaço é vedado para ele. No fundo, ele pode, muitas vezes, ter interesse de mudanças e se comportar assim até um determinado momento, mas chega na fronteira e ele não vai, não avança”, completou. Para os que querem arriscar e colocar em prática as ideias de mudanças, o TSE aceita a candidaturas de pessoas com menos de 30 anos para os cargos de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais.

    Para se candidatar é preciso

    - Nacionalidade brasileira;
    - Pleno exercício dos direitos políticos;

    - Alistamento eleitoral

    - Domicílio eleitoral na circunscrição;

    - Filiação partidária.

    Idades mínimas:

    - 35 anos para presidente, vice-presidente da República e senador;

    - 30 anos para governador e vice-governador dos estados e do Distrito Federal;

    - 21 anos para deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, vice-prefeito;

    - 18 anos para vereador.

  • 18/06/2018

    A conta cai no colo da classe média

    Do blog do Vicente

    A classe média que costuma aplicar sua poupança em fundos de investimentos e no Tesouro Direto está vendo seu patrimônio encolher significativamente neste mês. Diante da forte volatilidade das taxas de juros, o valor dos títulos públicos está caindo, levando junto a rentabilidade das aplicações. No susto, temendo ampliar as perdas, muita gente está sacando os recursos e estimulando uma onda que pode ampliar os prejuízos.

    Por lei, bancos e corretoras são obrigados a fazer a marcação dos títulos públicos pelo valor de mercado todo fim do dia. Como, neste momento, o valor dos papéis está em baixa, por causa da expectativa de aumento dos juros, as instituições financeiras incorporam essa queda nas cotas dos fundos de investimentos, nos quais estão mais da metade da dívida do governo federal. A mesma regra vale para o Tesouro Direto.

    A situação está tão complicada que, somente nos 11 primeiros dias de junho, os fundos de investimentos registraram perdas de R$ 20,8 bilhões, dos quais R$ 14,5 bilhões nos fundos de renda fixa. Dos 16 fundos de renda fixa acompanhados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), sete estão com rendimento negativo no mês e o restante, com ganhos próximos de zero.

    É preciso calma

    Vice-presidente da Anbima, Carlos André explica que o fato de os resgates dos fundos superarem as aplicações em junho decorre das incertezas que tomaram conta do mercado. Do lado externo, os Estados Unidos estão elevando as taxas de juros, atraindo recursos que antes transitavam por países emergentes como o Brasil. Do lado interno, há as preocupações com as eleições. Nenhum dos candidatos apoiados pelos investidores aparece com chances de vitória nas urnas. O temor eleitoral foi antecipado pela greve dos caminhoneiros, que fez ainda o trabalho de desnudar de vez um governo fraco.

    "Tudo isso gera muita volatilidade", diz André. O dólar sobe, ameaçando a inflação, o que leva o mercado a pedir a alta dos juros, e a Bolsa de Valores cai. O conjunto desses fatores provoca sérias distorções, obrigando o Banco Central e o Tesouro Nacional a intervirem nas negociações. Essas ações, no entanto, podem levar um tempo para apresentar resultados. "O problema é que muitos investidores não estão preparados para essa volatilidade, o que pode resultar em prejuízos", acrescenta.

    Para o vice-presidente da Anbima, os investidores precisam ter paciência. Assim como o ano de 2017 foi excepcional para as pessoas que têm dinheiro aplicado, este momento está muito ruim. Não se sabe quando as coisas retornarão à normalidade, mas é importante que os investidores entendam que a volatilidade faz parte do mercado. "Passamos por diversas crises. São movimentos cíclicos", destaca. No fim das contas, aqueles que conseguirem ter calma acumularão ganhos.

    Quadro dramático

    Técnicos do governo reconhecem o momento difícil para os investidores e ressaltam que a volatilidade nos mercados aumentou muito desde a greve dos caminhoneiros. A partir dali, a curva de juros no mercado futuro subiu dois pontos percentuais. Esperava-se que essas taxas se elevassem nos contratos de longo prazo, indicando maior risco político e incerteza em relação ao futuro da economia no próximo governo. Mas houve alta também nos contratos de prazos mais curtos, devido à fragilidade do governo. A tensão, portanto, só fez crescer.

    No entender dos técnicos, a maior desconfiança ronda o Banco Central. Por uma razão simples: os gestores de recursos passaram a defender o aumento da taxa básica (Selic), que está em 6,50%, o nível mais baixo da história, para conter a alta do dólar. O BC, no entanto, avisa que não cederá a pressões, pois tem um arsenal potente o suficiente para controlar a moeda norte-americana apenas por meio de intervenções no câmbio.

    Resta saber se o time comandado por Ilan Goldfajn manterá esse discurso até a próxima quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) baterá o martelo sobre os rumos da Selic. Os economistas mais sensatos dizem que o BC não pode entregar os pontos ao mercado. Subir os juros neste momento seria empurrar o país novamente para a recessão. As perspectivas são de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça apenas 1% neste ano e o desemprego volte para os 14%. Estamos diante de um quadro dramático. 

  • 17/06/2018

    Ney Leprevost entre a cruz e a espada

    Ney Leprevost entre a cruz e a espada

    De olho nas pesquisas internas dos partidos políticos, Ney Leprevost (PSD), avalia trocar a disputa pela Câmara Federal pelo Senado Federal.

    O deputado estadual avalia que a exposição vai solidificar a candidatura dele à prefeitura de Curitiba, em 2020.

    Para ele, o importante não é vencer, mas garantir exposição e vantagem sobre o atual prefeito Rafael Greca (PMN), na provável corrida pela chave do Palácio 29 de Março.

    Greca já se manifestou que vai de Cida Borghetti (PP), em sete de outubro.

    Leprevost, ao contrário, está no grupo de Ratinho Junior (PSD).

    Foto: Sandro Nascimento/Alep

  • 17/06/2018

    Só 36 dos 513 deputados foram eleitos com votos próprios

    Do Huff Post

    Dos 513 parlamentares que chegaram à Câmara dos Deputados na última eleição, em 2014, apenas 36 foram eleitos com votos próprios.

    Os outros 477 conquistaram as vagas com a soma dos votos recebidos por seus partidos ou coligações, de acordo com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

    Por mais estranho que um resultado assim possa parecer, isso faz parte do jogo eleitoral vigente no Brasil.

    Esses 477 parlamentares não alcançaram sozinhos o quociente eleitoral (total de votos válidos dividido pelo número de vagas em disputa), mas as regras não os obrigam a isso.

    No chamado sistema proporcional, que no Brasil é usado na eleição de deputados — federais, estaduais ou distritais — e vereadores, quem precisa atingir o quociente eleitoral é o partido ou coligação, e não o candidato, individualmente.

    Entenda como funciona o sistema proporcional.

    Acontece que, no sistema proporcional de lista aberta, como é o brasileiro, os eleitores podem votar em um candidato específico - além da possibilidade de votar na legenda.

    A votação exclusiva no candidato é que determina a ordem da lista: dentro das vagas conquistadas por cada partido ou coligação, serão eleitos aqueles que tiverem mais votos próprios.

    Apenas a título de curiosidade, na lista fechada não é possível votar em candidatos, apenas em partidos. A ordem dos candidatos na lista é definida previamente pelas siglas e divulgada aos eleitores antes das eleições. Se um determinado partido conquista duas vagas, por exemplo, são eleitos os candidatos que ocupavam o primeiro e o segundo lugar da lista definida pela sigla.

    Voltando ao sistema proporcional de lista aberta: a possibilidade de votar diretamente em um candidato pode levar à concentração excessiva de votos em alguns nomes. São os chamados "puxadores de votos", que podem contribuir para a eleição de candidatos pouco votados. É uma distorção do sistema de lista aberta.

    Neste ano, os eleitores vão às urnas em outubro para eleger presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Uma nova regra, já em vigor, pretende reduzir o poder dos puxadores na eleição para deputados: para ser eleito, o candidato precisará alcançar uma votação individual que corresponda a 10% do quociente eleitoral. É uma espécie de "nota de corte".

    Saiba quem são os 36 candidatos eleitos com votos próprios em 2014:

    AMAZONAS

    Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM) - 250.829 votos

    BAHIA

    Lucio Vieira Lima (MDB-BA) - 222.164 votos

    CEARÁ

    Genecias Noronha (SD-CE) - 221.567 votos

    José Guimarães (PT-CE) - 209.032

    Moroni Torgan (DEM-CE) - 277.774 votos

    GOIÁS

    Daniel Vilela (MDB-GO) - 179.214 votos

    Delegado Waldir Soares (PSDB-GO), atualmente no PSL-GO - 274.625 votos

    MINAS GERAIS

    Gabriel Guimarães (PT-MG) - 200.014 votos

    Odair Cunha (PT-MG) - 201.782 votos

    Misael Varella (DEM-MG) - atualmente no PSD-MG - 258.393 votos

    Rodrigo de Castro (PSDB-MG) - 292.848 votos

    Reginaldo Lopes (PT-MG) - 310.226 votos

    Zeca do PT (PT-MS) - 160.556 votos

    PARÁ

    Delegado Éder Mauro (PSD-PA) - 265.983 votos

    PARAÍBA

    Pedro Cunha Lima (PSDB-PB) - 179.886 votos

    Veneziano (PMDB-PB), atualmente no PSB-PB - 177.680 votos

    Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) - 161.999 votos

    PERNAMBUCO

    Eduardo da Fonte (PP-PE) - 283.567 votos

    Pastor Eurico (PSB-PE), atualmente no Patriota-PE - 233.762 votos

    Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) - 227.470 votos

    Felipe Carreras (PSB-PE) - 187.348 votos

    PARANÁ

    Christiane Yared (PTN-PR), atualmente no PR-PR - 200.144 votos

    RIO DE JANEIRO

    Jair Bolsonaro (PP-RJ), atualmente no PSL-RJ - 464.572 votos

    Clarissa Garotinho (PR-RJ), atualmente no PROS-RJ - 335.061 votos

    Eduardo Cunha (MDB-RJ), cassado - 232.708 votos

    Chico Alencar (PSOL-RJ) - 195.964 votos

    Leonardo Picciani (MDB-RJ) - 180.741 votos

    RORAIMA

    Shéridan (PSDB-RR) - 35.555 votos

    SANTA CATARINA

    Esperidião Amin (PP-SC) - 229.668 votos

    João Rodrigues (PSD-SC) - 221.409 votos

    SERGIPE

    Adelson Barreto (PTB-SE), atualmente no PR-SE - 131.236 votos

    SÃO PAULO

    Celso Russomanno (PRB-SP) - 1.524.361 votos

    Tiririca (PR-SP) - 1.016.796 votos

    Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), atualmente no Podemos-SP - 398.087 votos

    Bruno Covas (PSDB-SP), não está em exercício - 352.708 votos

    Rodrigo Garcia (DEM-SP) - 336.151 votos

  • 17/06/2018

    Entenda as novas condições da Caixa Econômica para financiar imóveis

    Condições facilitadas para financiar imóveis. A Caixa Econômica Federal reduziu as taxas de juros do crédito imobiliário e aumentou o percentual de financiamento do valor dos imóveis. Com as novas condições, o banco garante economia superior a R$ 100 mil, conforme a faixa de preço do bem adquirido. A medida, em vigor desde ontem, pretende aquecer a cadeia produtiva da construção civil, com a injeção de R$ 82,1 bilhões em recursos para financial habitacional. No entanto, isso não deve eliminar uma boa pesquisa dos encargos oferecidos pelos bancos concorrentes. As informações são do Estado de Minas. 

    Segundo a projeção do banco, uma pessoa que contrair financiamento da casa própria no valor de R$ 300 mil, no prazo de 30 anos, vai economizar cerca de R$ 50 mil com as novas taxas. Proprietários de imóveis residenciais na faixa dos R$ 450 mil, financiados no mesmo prazo, podem deixar de gastar R$ 75 mil. Já os financiamentos de bens com valor superior a R$ 800 mil vão poupar cerca de R$ 135 mil.

    As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), aqueles residenciais avaliados em até R$ 950 mil em Minas Gerais. Para essa categoria, as taxas máximas caíram de 11% para 10,25%. Já no caso dos imóveis com valor até R$ 3 milhões, enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), as taxas mínimas passaram de 11,25% ao ano para 10% ao ano e as máximas, de 12,25% para 11,25% anuais. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

    A Caixa também mudou o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para, novamente, 70%. O limite para imóvel novo continua em 80% do valor da unidade. “A Caixa espera gerar emprego e renda e alavancar o setor da construção civil, que mais gera emprego no país”, afirma o superintendente da Caixa em Minas Gerais, Marcelo Bonfim. As novas condições não valem para quem já contraiu empréstimo.

    Desde o início da crise, a Caixa vem mudando as regras para financiamento imobiliário, perdendo a competitividade na comparação com outras instituições financeiras. A última redução ocorreu em novembro de 2016, quando as taxas mínimas passaram de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis financiados pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do SFI.

    Reação 

    O mercado imobiliário reagiu positivamente às mudanças. De acordo com a presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi), Cássia Ximenes, elas chegam num momento muito propício para o mercado. “As pessoas estavam com medo de contrair a dívida, de assumir um financiamento diante da possibilidade de desemprego iminente”, afirma.

    Com tantas mudanças pelo banco nos últimos anos, Cássia recomenda que clientes aproveitem as taxas, mas pesquisem. “O consumidor deve comparar com outros bancos e, se tiver condição, aproveitar essa janela de oportunidade, pois não sabemos a durabilidade dela”, reforça. Segundo o superintendente da Caixa, a intenção é manter por um bom tempo essas taxas.

    O economista e coordenador sindical do Sindicato da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, destaca que as medidas impactam positivamente o setor. A indústria enfrentou retração de 5% no ano passado e, para 2018, espera crescimento na casa dos 2%, abaixo do Produto Interno Bruto (PIB, o conjunto da produção de bens e serviços do país), de 2,7%. “Daqui a uns dois meses conseguiremos sentir como isso vai interferir no estoque de imóveis e nos números”, diz. Furletti avalia que a medida vai favorecer lançamentos imobiliários em 2018, considerando também o estoque em baixa. 

    FGTS liberado

    O presidente Michel Temer assinou ontem decreto que permite o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por trabalhadores com deficiência para a compra de órteses e próteses. O decreto será publicado no Diário Oficial da União (DOU) de hoje. Pela medida, é considerado trabalhador com deficiência “aquele que tem impedimento de longo prazo de natureza física ou sensorial” ou que tenha impedimento “que produza efeitos pelo prazo mínimo de dois anos.”

    Como fica

    Quanto o consumidor pode economizar com as novas taxas da Caixa para a casa própria*

    Valor do imóvel    Economia

    Imóveis de R$ 300 mil    R$ 50 mil

    Imóveis de R$ 450 mil    R$ 75 mil

    Imóveis de R$ 800 mil    R$ 135 mil

    *considerando financiamentos de imóveis residenciais no prazo de 30 anos

    Fonte: Caixa Econômica

  • 17/06/2018

    Fintechs querem ser bancos

    Do blog do Vicente/Antonio Temóteo

    Engana-se quem pensa que as fintechs chegaram para revolucionar o sistema financeiro tradicional e trazer competição, reduzir juros e inovar. Estudo inédito da consultoria global em tecnologia Capgemini aponta que três em cada quatro executivos de startups financeiras querem se associar a uma empresa tradicional do setor. A pesquisa, apresentada pelo vice-presidente de Serviços Financeiros Capgemini no Brasil, David Cortada, ainda mostra que somente 18,1% dos empreendedores querem crescer sem qualquer parceria com outra companhia.

    Dos executivos ouvidos, 5,5% querem se associar a outras fintechs e 0,9% relatou que prefere que a empresa seja comprada por um banco tradicional. Os dados levam em conta entrevistas com empreendedores de diversos países, mas não detalha quantos foram ouvidos e em que regiões. A pesquisa, entretanto, não ouviu empresários brasileiros. Cortada ressalta que 66,4% dos entrevistados relataram que a parceria com uma empresa tradicional traria visibilidade de mercado. Além disso, 60% destacaram que a associação daria escala financeira ao negócio, 59,1% disseram que ganhariam a confiança dos clientes, 55,5% alegaram que teriam melhor infraestrutura de distribuição de produtos e 31,8% afirmaram que teriam mais acesso a capital.

    Cortada destaca que essa associação é natural, já que as empresas são complementares. De um lado, os grandes bancos estão habituados a lidar com riscos e com a complexa regulação no setor financeiro, além de possuírem credibilidade e capital. Do outro lado, as fintechs são ágeis, estão sempre inovando, têm preocupação com a redução e na racionalização de custos, além de serem focadas na experiência dos clientes. O executivo, entretanto, preferiu não opinar sobre a indicação do estudo de que as startups do setor financeiro querem se transformar em bancos tradicionais.

    Realidade

    Os dados do relatório contrariam o discurso, por exemplo, do Banco Central (BC), de que o fomento às fintechs vai estimular a competição e a redução de juros. Durante a palestra de abertura da 28ª edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, cobrou das instituições financeiras a oferta de crédito para micro e pequenas empresas, ao citar que esse nicho tem sido explorado por fintechs.

    Além disso, outra mensagem transmitida por Damaso tem relação com a necessidade de garantir a interoperabilidade dos sistemas financeiros. “Não podemos repetir os erros do passado”, alertou. “O uso do blockchain deve apoiar a indústria e garantir a interoperabilidade e a troca de dados entre as instituições, sejam elas novatas ou mais antigas”, afirmou.

    Os dados deixam claro que o poder de mudanças das fintechs no Brasil não é tão grande quanto se imaginava. O país possui o segundo sistema bancário mais concentrado do mundo, atrás apenas da Holanda. Não está claro que papel essas empresas terão no processo de bancarização e de queda de juros. Ficou claro, apenas, que querem ser bancos.

  • 17/06/2018

    PT pode ficar isolado em ao menos oito das 27 unidades da federação

    PT pode ficar isolado em ao menos oito das 27 unidades da federação

    Levantamento com dirigentes nacionais e estaduais do PT mostra que o partido pode ficar isolado nas disputas por governos em ao menos oito das 27 unidades da federação que somam quase a metade do eleitorado brasileiro.Dr. Rosinha, no Paraná; Luiz Marinho, em São Paulo; Marcia Tiburi, no Rio; Miguel Rossetto, no Rio Grande do Sul; Décio Lima, em Santa Catarina e Humberto Amaducci, no Mato Grosso do Sul, até agora não conseguiram apoio de nenhuma outra sigla. No Mato Grosso e no Distrito Federal, o PT não definiu nomes até o momento, mas a tendência também é de isolamento. As informações são do Correio Braziliense.

    Juntas, estas unidades federativas representam 70,9 milhões de eleitores ou 49,3% do total de brasileiros aptos a votar. Dirigentes petistas dizem que o isolamento é inédito desde a década de 1980, quando o PT ainda era um coadjuvante nas disputas eleitorais e tinha postura restritiva em relação à política de alianças.

    Segundo líderes petistas, a situação é resquício da série de tombos que o partido levou desde as manifestações de junho de 2013, passando pela Operação Lava-Jato, o impeachment de Dilma Rousseff e culminando com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Além disso, o cenário nos estados onde os petistas estão isolados repete o quadro nacional. Decidido a manter a candidatura de Lula, mesmo condenado em segunda instância e preso em Curitiba, o PT ainda não conseguiu fechar uma aliança nem sequer para a disputa presidencial.

    “O debate sobre alianças ainda está em curso e há tempo para aumentar as nossas coligações”, disse o deputado Paulo Teixeira (SP), um dos vice-presidentes do PT e integrante da Comissão Eleitoral do partido. “A possibilidade de apoio é um ativo político. Por isso, ninguém quer revelar as conversas que teve”, completou.

    De acordo com Teixeira, vários partidos têm manifestado interesse no apoio do PT, principalmente por causa do tempo de TV (a sigla tem a maior bancada da Câmara) e da liderança de Lula nas pesquisas, mas o calendário eleitoral que permite definições até o início de agosto tem atrasado as decisões.

    O isolamento é maior na região Sul, onde a onda antipetista, iniciada em 2013, teve mais força. No Rio Grande do Sul, estado governado duas vezes pelo PT, o ex-ministro Rossetto é pré-candidato a governador em uma chapa “puro-sangue”. No quadro atual, o PSB, com quem o PT tenta uma aliança nacional, é o principal parceiro e deve receber apoio petista em ao menos 12 estados (AM, AP, ES, PB, SE, RO e TO). Por outro lado, o PT espera ser retribuído em outros cinco BA, CE, AC, PI e GO. Apesar do isolamento em unidades regionais, o PT espera manter ou até aumentar o número de governadores. Em quatro dos cinco estados governados pelo partido, o candidato petista é favorito (Minas é a exceção), segundo pesauisas.

  • 17/06/2018

    Estatal mineira faz a polícia intimidar jornalistas que denunciaram negociata

    Claudio Humberto, Diário do Poder

    A Polícia Civil de Minas Gerais intimou duas repórteres do jornal mineiro O Tempo a prestar depoimento como testemunhas em um inquérito aberto após requerimento da Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais), empresa estatal responsável pela exploração de nióbio. As repórteres realizaram reportagem mostrando que a Codemig prepara uma cisão da estatal para vender sua área mais lucrativa, referente a nióbio.

    A estatal acusa um ex-funcionário de ter vazado documentos para reportagens do jornal O Tempo que tratam da venda de ações e da contratação de empréstimos por meio da Codemig para sanar as dívidas do Estado.

    No âmbito dessa investigação, a polícia intimou as jornalistas Angélica Diniz e Ludmila Pizarro para que elas reconhecessem esse ex-servidor ou indicassem quem teria fornecido as informações. Ao buscar a polícia, a Codemig anexou uma troca de mensagens entre Diniz e o presidente da estatal em que ela pede seu posicionamento diante dos fatos que seriam publicados pelo jornal e diz a ele ter os documentos sobre o caso.
    A Constituição assegura aos jornalistas o direito de não revelar de onde obtiveram informações para uma reportagem.

    As jornalistas foram intimadas na última quarta (13) a comparecer ao Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio no dia seguinte. Na segunda-feira (11), a estatal havia requerido o inquérito.

    Na quinta (14), as jornalistas prestaram depoimento à polícia e se recusaram a revelar suas fontes.

    Em nota, o jornal O Tempo informou lamentar o que classifica como ação de intimidação e afirmou que “não recuará diante de ameaças à democracia”.

    “O jornal O Tempo lamenta e repudia a tentativa do poder público de ferir um direito básico para o exercício do jornalismo. O direito de preservar o sigilo da fonte é garantido pela Constituição Federal. Fica evidenciada a ação para intimidar as repórteres Angélica Diniz e Ludmila Pizarro justamente quando essas por meio da prática do bom jornalismo traziam fatos relevantes sobre as negociações envolvendo Codemig”, afirma o texto.

    Também por meio de nota, a estatal afirma que, no dia 11, realizou um protocolo de notícia-crime contra um ex-agente público no Departamento de Fraudes da Polícia Civil. “Foi solicitada a instauração de inquérito para apuração de indícios de conduta criminosa perpetrada contra a companhia.”

    A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) considerou o caso um risco ao sigilo de fonte.

    A presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Alessandra Mello, afirmou que a intimação é mais um abuso da polícia contra a imprensa. “É um abuso recorrente e constante em Minas”, afirmou.

    Segundo Mello, trata-se de uma tentativa de intimidação. “Espero que o estado tenha uma posição firme a respeito disso para que não aconteça mais.”

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