Publicidade
Bastidores

Acompanhe um dia de gravações de "Vende-se Um Véu de Noiva"

Segunda trama de Íris Abravanel não superou 'Revelação' nem em audiência nem em qualidade
A segunda trama de Íris Abravanel não superou "Revelação" nem em audiência (5 pontos) nem em qualidade A reportagem foi ao SBT acompanhar as gravações de "Vende-se Um Véu de Noiva" e viu que as coisas andam bem lentas por ali. Acompanhe, a seguir, os bastidores.

Três câmeras com captação em alta resolução, três monitores de 42 polegadas, uma ilha de edição e muita concentração no Estúdio 8 do SBT. Alguns atores que ainda nem participam da novela "Vende-se Um Véu de Noiva" circulam pelo corredor. Sérgio Abreu, ex-mocinho de "Revelação", é uma das ovelhas desgarradas: olha para todo lado e, sem ter o que gravar, sai de cena.

No estúdio, o diretor Rodolfo Silot prepara o cenário para a gravação dos produtos Jequiti, do Grupo Silvio Santos. "Essa parte é um saco. Mas faz parte, vamos lá", diz o diretor. A espera para o elenco, que inclui a protagonista Dayene Mesquita, é longa e os ensaios, intermináveis.

Duas consultoras da marca aparecem para posicionar o produto em cena. "Você deve chacoalhar bem", explica uma consultora a uma atriz. Só depois de 40 minutos, Dayene entra no set para gravar. Rodolfo cuida dos detalhes: "Vamos trocar de cenário, o outro diretor (Del Rangel) já gravou demais nessa sala." Dayene tem seis cenas para fazer no dia e lê os textos. Passam-se quase 15 minutos para o ensaio da primeira sequência começar.

Dayene se dedica ao texto e, enfim, começa a gravar. Diante do bom desempenho, alguém comenta: "Ela é uma boa atriz, tomara que não queiram tirá-la ao longo da trama". É que a "patroa", dona Íris Abravanel, disse logo na estreia que desta vez poderia matar os personagens quando quisesse.

Enquanto Dayene troca de figurino para outra cena, sua mãe fictícia, Rita (Tânia Bondezan) ensaia com o "marido" Fabrício (Roberto Lopes). E eis que ocorre um discreto "chilique" nos bastidores: Lopes lê o roteiro e vê que vai contracenar com o ator Jiddu Pinheiro. "O que a fala desse menino está fazendo aqui? Ela vem do nada e vai a lugar nenhum. Juro que tem horas que não entendo o desenrolar desse texto."

Alguns minutos se passam, Jiddu também demonstra não entender sua participação. Roberto Lopes tenta concertar e faz brincadeira: "Poxa, poderia ter nos dito que a imprensa estava aqui, nós teríamos resolvido sem chiliques!"

O diretor resolve: "Vamos cortar o Jiddu da cena e pronto". E, na última cena de Dayene no dia, o diretor Rodolfo Silot pede a ela e a Tânia que voltem a gravar uma conversa na cozinha. Tentam três vezes até acertar. Sobre desorganização ou vaivém de cenas, o diretor responde: "Nós somos bem organizados por aqui. O problema é que são muitos detalhes, às vezes é uma luz que não está de acordo, às vezes é uma almofada...". 

DESTAQUES DOS EDITORES