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Em silêncio

Marcelo Borelli morre no Complexo Médico Penal

O assaltante estava contaminado pelo vírus HIV
O assaltante Marcelo Moacir Borelli, de 39 anos, morreu na manhã de ontem no Complexo Médico Penal (CMP) de Pinhais. Borelli estava internado no CMP desde o dia 29 de dezembro. Ele estava contaminado pelo vírus HIV. Sua morte foi sem alardes, e só teria chamado a atenção quando seu nome apareceu no obituário do serviço funerário de Curitiba. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal da Capital, e ainda na noite de ontem seria transladado para Cornélio Procópio, no Norte do Estado, sua cidade de origem, e onde reside parte da sua família, e onde o corpo seria velado na Capela Municipal. O enterro acontece hoje.

De acordo com informações extraoficiais, Borelli se recusava a receber tratamento para Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (aids). Borelli era condenado a 22 anos e sete meses de prisão por chefiar a quadrilha que assaltou e seqüestrou um avião da Vasp, em Foz do Iguaçu,  em julho de 2000, além de ser acusado também do roubo de 61 quilos de ouro em Brasília no mesmo ano. Sua morte se deu por volta das 6h30.
Borelli, no entanto, ficou mais conhecido por um vídeo, feito em 10 setembro de 2001 em São José dos Pinhais, no Paraná, onde se escondia e também de onde monitorava o movimento de aviões de carga e de transporte de valores no aeroporto Afonso Pena.

Mas o que mais chocou no vídeo foram cenas de violência e tortura contra uma criança de pouco mais de três anos, filha de um ex-comparsa que caiu em desgraça junto ao assaltante. O vídeo, que chegou a ser veiculado na imprensa nacional, mostra Borelli dando tapas na menina, choques elétricos com um fio desemcapado, chutes e também esfregando fezes da própria criança. Na época, as cenas foram vistas como vingança contra seu desafeto.

Depois de preso, Borelli chegou a ser transferido diversas vezes, já que onde chegava era jurado de morte. Em Brasília, onde ficou na Suprintendência da Polícia Federal, foi espancado e quase linchado pelos demais detentos. Ele teria contraido a doença enquanto estava preso, ma não há confirmação oficial sobre isso.
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