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2017, o ano da gratidão

2017 parece ter sido o ano da gratidão. Pelo menos é o que se diz nas redes sociais, no circuito de amigos e até na reportagem do Jornal Nacional do dia 25 de dezembro (http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/12/gratidao-e-o-sentimento-que-circulou-pelo-brasil-em-2017.html). Para alguns, a palavra da moda, o vocábulo obrigatório com a consciência coletiva, a hipocrisia e ainda há quem sustente a antiga crença na qual a gratidão seja uma moeda de troca.

Não foi assim que a maioria das pessoas aprendeu? Dar para receber? Se você fizer uma caridade, se perdoar alguém, se, se, sempre numa condição intencional da retribuição, porque supostamente na troca você seria grato.

E aí que os detratores da gratidão 2.0 costumam relacionar a palavra a um sentido religioso, ou puro modismo e propagam como ridículo, aos que usam gratidão como pasta de dente.

Convenhamos, a gratidão tem base em sentimentos de coletividades e não de autoria própria.

Seja grato
O fato é que a palavra gratidão surge à tona de uma onda de novos gurus, maioria bem intencionada sim. Há um uso equivocado da palavra marketing, quando se trata de conselheiros ou coaches espirituais. Mas com a era digital, tudo ganha velocidade, proporção e queda num piscar de olhos.

Houve uma debandada de templos, igrejas e afins, proporcionalmente migrada para a nova fé, de padres, iogues, gurus e até pastores com status de celebridade, incluindo aí número de seguidores.

Dessa forma, a palavra gratidão se tornou uma espécie de tag para novos seguidores e curiosos, além da eterna busca da resposta sobre as questões mais básicas da nossa existência.

Particularmente também procurei informações e estudos em diversos canais e cursos em busca de minha autoajuda, melhor, auto-conhecimento, com um certo filtro, porque uma coisa é absolutamente real: você encontra respostas de acordo com a busca. Irrefutável.

O que aconteceu com a palavra gratidão talvez tenha sido seu uso exagerado e sem contexto. Uma espécie de amém. E nisso, os gratos clássicos se ofenderam, os novos adotaram aleatoriamente e os que não estão inseridos em nenhuma crença (supostamente), se tornaram os chatos das caixas de comentários.

Mas de forma pessoal, acho que a gratidão é uma grande porta aberta para uma consciência menos materialista. E isso não é crítica juvenil de sistema político ou bandeira pseudo engajamento, muita coisa nesse planeta já decretou falência, mas o espírito continua eterno.

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