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Barbosa Neto tem mandato cassado em Londrina

Após sessão que durou 12 horas, vereadores cassam prefeito por 13 votos
Barbosa Neto tem mandato cassado em Londrina

Após mais de 12 horas de sessão tumultuada, o prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto (PDT), teve o mandato cassado por 13 votos favoráveis, três abstenções, duas negativas e uma ausência. A decisão saiu poucos minutos depois das 21 horas desta segunda-feira (30).


A cassação aconteceu logo após os vereadores da Câmara Municipal de Londrina aprovarem o relatório final da Comissão Processante (CP) da Centronic, que apontou responsabilidade do prefeito na contratação de vigilantes da empresa de segurança, que teriam sido pagos com dinheiro da Prefeitura de Londrina para trabalhar na rádio da família dele, a Brasil Sul. Barbosa foi acusado de omissão e negligência na contratação. Com a cassação, Barbosa Neto perde o direito de concorrer à reeleição no pleito deste ano. Quem assume o cargo é o vice Joaquim Ribeiro, que não dá expediente na prefeitura há um ano, quando se desentendeu com Barbosa Neto.


Os vereadores Amauri Cardoso, Antenor Ribeiro, Gérson Araújo, Ivo de Bassi, Jacks Dias, Joel Garcia, Lenir de Assis, Marcos da Horta, Padre Roque, Rony Alves, Roberto Kanashiro, Sandra Graça e Tito Vale votaram a favor. Roberto Fú e Rodrigo Gouvêa votaram contra a cassação. Jairo Tamura e Roberto da Farmácia se abstiveram.
Barbosa, com sua bancada reduzida no Legislativo, enfrentou quatro CEIs e foi alvo de quatro pedidos de CP – só uma foi admitida pelo plenário do Legislativo. 

Durante todo o dia, a defesa do prefeito Barbosa Neto entrou com uma série de pedidos na Justiça para tentar cancelar ou suspender a sessão de julgamento, mas todas foram negadas.Assim que chegou no plenário, por volta das 19h40, o prefeito Barbosa Neto (PDT) interrompeu leitura do processo, invocou o nome de Deus, apresentou decisão judicial e documentos que  ele dizia comprovarem sua própria inocência.  No plenário, o advogado de Barbosa Neto, Rodrigo Sanchez Rios, ainda tentou barrar a votação do relatório, alegando que a defesa não teve prazo para recurso já que a data do julgamento foi marcada logo após a entrega do relatório final da CP da Centronic. Ele pediu a suspensão do julgamento alegando "cerceamento de defesa, já que o prefeito não teve cinco dias úteis para se manifestar após a conclusão do relatório e antes da votação da cassação. A procuradoria da Câmara, no entanto, concluiu que o argumento da defesa do prefeito não se sustenta porque o prazo recursal previsto no Código de Ética da Casa é aberto para interposição em face das decisões da Comissão Processante. O relatório final da CP não é tratado como decisão, mas como parecer, que possui cunho opinativo.

O advogado João Gomes Filho, da defesa do prefeito cassado Barbosa Neto (PDT), lamentou a decisão do plenário da Câmara, que com 13 votos cassou o mandato do ex-chefe do Executivo londrinense e avisou que deve recorrer da decisão."A regra foi maculada. Os vereadores entendem da parte política, a Justiça vai mostrar que foi uma decisão equivocada".

Logo após ser cassado, o prefeito Barbosa Neto (PDT) deixou o prédio do Legislativo acompanhado por cabos eleitorais e assessores. Repórteres e fotógrafos que tentaram acompanhá-lo foram agredidos, segundo informações publicadas ontem pelo site O Bonde. Fui tentar falar com ele e acabei levando socos nos braços e muitos empurrões, disse a repórter da rádio CBN Londrina, Lívia de Oliveira. Ela contou que os assessores cercaram os profissionais de imprensa para a agressão. Eles nos deram joelhadas. Fiquei com os braços todos marcados, afirmou a jornalista, mostrando as marcas. 

 

 

 Há 12 anos, o então prefeito de Londrina Antonio Belinati foi cassado pelo legislativo.

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