Especialista no mercado de seguros responde se seguro residencial vale a pena

Diretor comercial da Seguralta explica os custos-benefícios dos seguros residenciais

21/02/13 às 20:44 Redação Bem Paraná

Além dos seguros habituais, como os de automóvel e de vida, a população tem sentido cada  vez mais a necessidade de adquirir os residenciais. Segundo o diretor comercial da Seguralta, Nilton Dias, os brasileiros, principalmente aqueles pertencentes à nova classe média, estimulados cada vez mais a consumir, buscam não somente adquirir produtos, como também preservar e garantir a segurança de seus patrimônios e os bens de sua família. “Diferentemente do que acontece com os seguros para automóveis, à primeira vista as pessoas nem sequer pensam em adquirir o seguro residencial. Mas o simples cálculo da relação custo x benefício que este tipo de seguro proporciona, mostra que a aquisição se torna necessária e praticamente indispensável” explica o especialista.

Quanto custa o seguro residencial e quais os serviços oferecidos?

Os valores podem variar muito dependendo da necessidade do cliente e das condições da casa e do local em que ela foi construída. "Seguros para apartamentos, por exemplo, saem mais baratos em relação a casas. Já residências de praia ou campo saem mais caras, pois correm mais riscos por ficarem mais tempo desocupadas. O custo está intimamente relacionado com o risco de que a seguradora venha efetivamente a ter que pagar pela indenização", ressalta Nilton. A cobertura básica, por exemplo, geralmente cobre incêndios, raios, explosões e os danos materiais dessas causas. As mais completas incluem desde os serviços oferecidos pela básica até os serviços de telefonia e conserto de geladeiras e fogões. "Cada seguradora determina o que oferecerá em suas apólices e quanto cobrará por seus serviços, porém, em geral, o custo de um seguro residencial, já considerando a cobertura completa, não passa de 0,7% do valor do imóvel".

Os benefícios de poder contar com a assistência oferecida pela seguradora

Cada seguradora oferece um tipo de serviço de assistência 24h que possui características específicas. “Por se tratar de necessidades mais rotineiras e que geralmente o proprietário usufrui com mais frequência, a cautela deve ser maior ao analisar esses serviços na apólice” orienta Nilton. Emergências como chaveiro, substituição de telhas, problemas com a caixa d’água, desentupimento, reparos nas redes hidráulica e elétrica, são as mais comuns e oferecidas pelas seguradoras.

Apólice multirisco: uma opção ideal para quem vive em áreas de riscos

Este tipo de contrato abrange uma combinação maior de cobertura de riscos da mesma natureza ou até mesmo de origens distintas em um só contrato. Nilton explica que funciona como um cardápio no qual a cobertura fica a escolha do consumidor.  O especialista explica que o investimento compensa principalmente para aqueles que vivem em áreas de risco, com muita incidência de alagamentos ou vendavais, por exemplo. Os prejuízos causados por esses incidentes são obrigatoriamente reparados pelo seguradora, sendo assim acabam valendo mais a pena do que o investimento em grandes reparos e reconstruções.

Mercado de seguros brasileiro é o 5º da América Latina com maior participação no PIB

Desde 2007, a representação do mercado de seguros no PIB (Produto Interno Bruto) vem subindo 1% ao ano, ocupando o 5º lugar na América Latina com 3,4% de participação, segundo o 10º relatório “O Mercado Segurador Latino-Americano” divulgado pela seguradora Mapfre. De acordo com o grupo Swiss Re, uma das maiores companhias de seguros e resseguros, mundialmente o Brasil é o 15º país que mais movimentou cifra em prêmios - prestação paga pelo segurado para a contratação do seguro - registrando um total de US$ 41 bilhões. Dados da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais), mostram que se os investimentos continuarem nesse ritmo, o valor da porcentagem do PIB poderá dobrar o tamanho em 25 anos, perspectivas essas que caracterizam um segmento muito promissor. Em 2010 o mercado de seguros para residências registrou de janeiro a abril uma receita de R$ 378,4 milhões, alta de 20,2% em relação ao mesmo período de 2009.

0 Comentário

Você precisa acessar o seu perfil para comentar nas matérias.

Blogs
Ver na versão Desktop