Lactec é o maior gerador no Paraná

Além de ser autosuficiente, energia remanescente é enviada para a Copel

12/02/15 às 00:00 - Atualizado às 20:48
Painéis fotovoltaicos substituem o telhado original no estacionamento do Lactec, em Curitiba (foto: Franklin de Freitas)

Os Institutos Lactec são o maior gerador de energia solar no Paraná, segundo os dados do Banco de Informações de Geração (BIG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de fevereiro de 2015. Com produção de 30 kW, liberada pela Aneel desde o início do ano, a energia é suficiente para alimentar laboratórios dos institutos e distribuir a energia remanescente para a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
Os institutos estão disparados à frente de outros produtores independentes. O segundo colocado é responsável por 19,60 kW. Mas essa posição nem foi intencional. A instalação fotovoltaica nasceu de um projeto de pesquisa e o desenvolvimento (P&D) que buscava implementar um sistema que coordenasse a geração e o armazenamento da energia, fosse capaz de determinar os melhores horários de consumo baseado nas tarifas diferenciadas de horário e fornecesse energia ao posto de carga desenvolvido para veículos elétricos.


“Quisemos integrar conceitos de smart grid como gerenciamento pelo lado da demanda, geração distribuída e mobilidade elétrica e conseguimos atingir esse objetivo”, comenta o pesquisador Fabiano Ferronato. Ele e outros seis pesquisadores são responsáveis pelo sistema, que é parte do projeto ‘Programa Smart Grid’, da concessionária Light, do Rio de Janeiro.
Com investimento de R$ 4,9 milhões, o sistema envolve os equipamentos necessários para geração e distribuição da energia, eletrônica embarcada, interface web e um algoritmo de controle que toma decisões baseadas no menor custo de utilização. A instalação fica na cobertura de um dos estacionamentos dos Institutos Lactec, em que 132 painéis fotovoltaicos substituem o telhado original.
A luz captada pelos painéis é convertida em energia elétrica por meio de nove inversores de frequência e nove controladores de carga. Esses equipamentos permitem que a energia seja armazenada em um banco de 24 baterias com capacidade total de 63,36 kWh ou passe por uma transformação de corrente contínua em corrente alternada para que possa ser utiizada.
“Não é a situação ideal para geração de energia solar, porque o telhado não está direcionado exatamente para o lado do sol, mas quisemos simular uma situação real de instalação para quaisquer localidades aproveitando a estrutura existente”, afirma Ferronato.

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