Em Curitiba e RMC, 41% das empresas estão em situação crítica

Com a crise, consumidor mudou seus hábitos e isso impacta a cadeia produtiva

21/10/15 às 23:00 - Atualizado às 18:19

Uma pesquisa da GGV Consultoria Empresarial, realizada com 367 gerentes e proprietários de empresas em Curitiba e Região Metropolitana, revela que 41% deles afirmam passar por um momento crítico — um número 52% maior comparado ao mesmo período do ano passado. Os segmentos estudados foram o da alimentação, beleza, moveleiro e de academias.

Das empresas pesquisadas, o setor moveleiro é o que está em pior situação, sendo que as maiores dificuldades encontradas estão na alta concorrência, na falta de informação do mercado e problemas com a mão de obra. As academias sofrem com a falta de capital e em encontrar soluções para atrair e fidelizar seus clientes.

De acordo com Vinícius Morais, sócio da GGV, ainda existem outros motivos que agravam a situação desses mercados. “A queda da construção civil resultou em uma menor demanda na área moveleira, enfraquecida também pelo momento financeiro ruim das pessoas, que acabam adiando a compra ou troca de seus móveis. Já as academias estão perdendo clientes por serem serviços substituíveis por atividades que não demandam custos mensais, como corridas de rua, uma volta de bicicleta, etc”, afirma.

Os setores de alimentação e beleza também sofrem em alguns fatores. Bares, restaurantes e cafés curitibanos passam mais apertos com a mão de obra e o tempo escasso para planejar seu próprio negócio, enquanto salões de beleza, clínicas de estética e barbearias têm contratempos com a falta de capital, em como atrair novos clientes e manter a mão de obra.

Para Vinícius, os números retratam bem a realidade. “A alimentação é uma necessidade fisiológica essencial para o corpo humano, o que faz esse segmento estar relativamente bem devido à crise. Já o cuidado com a beleza não é uma necessidade primária, porém, a preocupação com ela cresceu consideravelmente na última década, além de ser uma higiene pessoal. Com isso, apenas a frequência diminui. Por exemplo, a pessoa que jantava em restaurantes cinco vezes na semana passou a ir três, e a que cortava o cabelo a cada trinta dias passou a cortar de quarenta e cinco em quarenta e cinco dias”., disse.

 

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