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Tiroteio

Assalto ao Jockey Clube deixa três mortos

Um policial e dois suspeitos foram baleados. Outros dois foram presos hoje pela manhã

Um intenso tiroteio logo após assalto no Jockeyi Clube do Paraná causou a morte de um policial militar e dois suspeitos, na quinta-feira à noite. O confronto ocorreu na BR-116, para onde fugiram os homens que haviam roubado freqüentadores da associação. Outros dois suspeitos de participar do crime foram presos de manhã pela Polícia Militar.
O grupo de cinco assaltantes invadiu a sede do Jockey, no Tarumã, com uma caminhonete Toyota Corolla roubada momentos antes. Os bandidos renderam um grupo de 10 a 20 pessoas, que se reúnem semanalmente no clube para um jogo de carteado. Todas as vítimas tiveram que deitar no chão e tiveram celulares, relógios, dinheiro e outros bens roubados – uma delas carregava no carro um malote com R$ 30 mil, também levado pela quadrilha. Os ladrões agrediram as vítimas com socos e chutes e insistiram na abertura de um suposto cofre.
Os bandidos fugiram com a caminhonete. Policiais ocupantes de uma viatura da Rotam do Regimento de Polícia Montada localizaram os suspeitos com as luzes da na Toyota apagadas na Avenida Victor Ferreira do Amaral, Tarumã, e os perseguiram até a BR-116, no Trevo do Atuba, onde houve o confronto. Atingido por um tiro no rosto, o cabo Júlio César Bales, 34 anos, morreu no local. Dois assaltantes, identificados como Levi da Cruz e Nilton César Alexandre, que usavam coletes à prova de bala, também foram baleados na cabeça e morreram.
Outro assaltante tomou de assalto um Corsa, na mesma rodovia, e um quarto roubou uma moto Honda. O Corsa foi encontrado abandonado no bairro Santa Terezinha, em Colombo, e a partir dele a PM localizou a casa do suspeito identificado como Marcos Aurélio do Couto Martins, no bairro Maria do Rosário, também em Colombo. Na residência, policiais apreenderam três rifles com miras telescópicas, uma pistola ponto 40, de uso exclusivo da polícia, 200 munições e vários coletes balísticos. Martins foi preso, bem como o homem acusado de facilitar sua fuga, Dirlei Souza. “Dirlei é irmão de Reginaldo Nascimento Souza, o único que permanece foragido. É uma quadrilha que pode estar envolvida em outros assaltos na Capital”, falou o titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Rubens Recalcatti. 
O cabo Bales, que estava há 10 anos na Polícia Militar, foi velado ontem na capela da Vila Militar, no bairro Rebouças.

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