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Acertos

Ministro diz que acordo entre Petrobras e YPFB garante fornecimento de gás por 30 anos

Ele vestia um casaco com o logotipo da empresa quando votou e estava acompanhado dos dois filhos
Brasília - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, votou hoje (29) em Brasília por volta das 10h30. Ele vestia um casaco com o logotipo da Petrobras e estava acompanhado dos dois filhos. Ao deixar o local de votação, falou sobre o acordo fechado ontem (28) entre a Petrobras e a estatal boliviana de gás e petróleo (YPFB)."Esse acordo garante a rentabilidade dos negócios da Petrobras e isso será fundamental porque assegura o suprimento do gás natural para o mercado brasileiro. Foram negociadas condições de exploração e um contrato de 30 anos a partir da homologação e aprovação pelo Parlamento”, afirmou. O acordo, assinado por técnicos da Petrobras e da estatal boliviana, foi necessário após a promulgação do chamado Decreto Supremo, de nacionalização do gás e do petróleo daquele país. O decreto promulgado no dia 1º de maio torna prestadoras de serviços à YPFB as empresas estrangeiras que atuam na Bolívia. As que não aceitassem as condições do acordo deveriam deixar o país.
Segundo o ministro Silas Rondeau, a negociação entre Brasil e Bolívia "foi uma demonstração de como superar diferenças a favor de um projeto maior, que é a integração da América do Sul por meio do gás natural". O acordo foi fechado quatro horas antes de expirar o prazo, "então é sinal de que foi um bom acordo".

“A Bolívia, como a Venezuela, o Peru, a Argentina e quaisquer outros países que tiverem campos de produção de gás são importantes dentro de uma equação de integração enérgica sul-americana”,  acrescentou.

Rondeau disse acreditar que amanhã (30) o contrato será enviado ao Parlamento e a votação será rápida. O mais importante, acrescentou, é a garantia da presença da Petrobras na Bolívia, "com uma remuneração adequada e garantia de fornecimento de gás para o Brasil". 
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