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Crimes na internet

PF desencadeia operação para combater organização criminosa

A Polícia Federal desencadeou na manhã de hoje uma operação com o objetivo de combater organização criminosa especializada em invadir contas bancárias por meio da internet. A operação Replicante acontece simultaneamente nos Estados de Goiás, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Mais de 300 agentes da Polícia Federal estão envolvidos na operação, que deve cumprir cerca de 120 mandados, de prisão e de busca e apreensão. Três mandados de prisão serão cumpridos no Distrito Federal, dois em Tocantins, um no Rio Grande do Norte e um no Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, onde está a base da quadrilha.

De acordo com nota divulgada pela Polícia Federal, as investigações tiveram início há um ano e desdobram-se em uma seqüência de operações que vem sendo realizadas desde 2000, como as operações Cash Net (2001), Cavalo de Tróia I (2003), Cavalo de Tróia II (2004), Pégasus e Pégasus II (2005).

A Operação Replicante está focada na prisão de programadores que difundem os programas utilizados para roubos de senhas e dados de contas bancárias, geralmente trojans ou cavalos de Tróia. Essas pessoas também criam falsos endereços na internet, normalmente cópias dos oficiais.

Segundo a PF, a operação também se destina a reprimir usuários que difundem os programas e chegam a passar milhares de e-mails por dia. Eles também são conhecidos como carteiros ou "cartãozeiros" que fazem a parte operacional na arregimentação de contas e cartões de laranjas e no pagamento de boletos via internet em contas de terceiros.

Os envolvidos no esquema de roubos na internet podem ser enquadrados nos crimes de furto qualificado, formação de quadrilha, interceptação telemática ilegal, violação do sigilo bancário, concussão, estelionato e lavagem de dinheiro.
 

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