Publicidade
Mundo

Para Sarkozy, Irã se transformou em "nação fora-da-lei"

O ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, declarou hoje que o Irã "fez de si mesmo uma nação fora-da-lei" e não pode-se permitir que desenvolva armas nucleares.

"O Irã não tem o direito de testar armas nucleares", declarou Sarkozy, possível candidato conservador nas eleições presidenciais do ano que vem na França. Ele considerou a perspectiva de um Irã com armas nucleares "aterrorizante".

Ele disse que o problema deve ser resolvido diplomaticamente, mas ecoando palavras do presidente dos EUA, George W. Bush, ele disse que "todas as opções devem permanecer sobre a mesa".

Sarkozy discursou num encontro promovido pela Fundação franco-americana e a Sociedade Nacional das Filhas da Revolução Americana.

Sarkozy esteve à altura de sua reputação de ser o mais pró-americano político francês, declarando que os Estados Unidos e a França "têm exatamente as mesmas idéias" em relação à liberdade e direitos humanos.

Ele expressou confiança que os dois países superarão divisões advindas da invasão americana do Iraque em 2003. Ele afirmou que o Iraque provocou a pior crise entre os dois países desde 1966, quando tropas dos EUA foram retiradas da França depois que Paris abandonou a Otan. Ele destacou que algumas pesquisas mostraram que os americanos tinham mais consideração pela Líbia, onde os EUA tinham uma base área, do que pela França na época.

Mas, continuou, posições críticas aos EUA expostas pela mídia francesa não refletem o verdadeiro sentimento do povo francês em relação aos Estados Unidos.

Segundo ele, os franceses lembram o heroísmo americano na defesa da França em 1917 e em 1944. Ele também lembrou que os EUA e a França nunca foram à guerra, num claro contraste com a violência que marcou os laços anglo-americanos no começo da história dos Estados Unidos.

Ele também expressou apoio a Israel, responsabilizando inteiramente o Hezbollah pela recente guerra entre os dois.

Sarkozy foi aos Estados Unidos expressar solidariedade aos americanos no quinto aniversário dos atentados em Nova York e o Pentágono.

Ele tenta construir uma imagem de estadista internacional com discursos sobre política externa e encontros com autoridades da administração Bush.

Ele deve se encontrar hoje com a secretária de Estado Condoleezza Rice, e, na Casa Branca, com o assessor de Segurança Nacional Stephen Hadley. É possível que na sessão na Casa Branca ele seja convidado para dar uma passada no gabinete de Bush.

Segundo pesquisas, Sarkozy e a socialista Ségolène Royal são os favoritos para suceder o presidente Jacques Chirac. Sarkozy, da União por um Movimento Popular (UMP), de Chirac, é amado pela direita e odiado pela esquerda.

 

Publicidade