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Grupo de passageiros comuns é o que mais usa o sistema sem pagar

Invasões a estações-tubo aumentam, mas não por causa dos estudantes

Pesquisa das empresas de ônibus aponta prejuízo de R$ 6 milhões com fura-catracas
Invasões a estações-tubo aumentam, mas não por causa dos estudantes
Tubo Osternack, a terceira no ranking de invasões (Foto: Franklin de Freitas)

Todos os dias, em média, 3.995 pessoas pulam a catraca e embarcam nos ônibus sem pagar a tarifa em Curitiba. Os dados são da pesquisa realizada pelas Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana que foi divulgada ontem. Esse número, apurado em março deste ano, representa alta de 2% em relação a agosto de 2017 (3.907), quando o último levantamento foi feito.  Mas, a mesma pesquisa mostrou que o número de estudantes que praticavam esse ato caiu 24%.
Na pesquisa de agosto do ano passado foram contados 5.828 estudantes que furaram a catraca, contra 4.423 na pesquisa mais recente. Recuando mais no tempo a redução é ainda maior. Na pesquisa de agosto de 2016 foram 7.080 estudantes que usaram o ônibus sem pagar passagem.
Já os outros grupos apresentaram crescimento entre uma pesquisa e outra. Passageiros comuns — o maior grupo “invasor” — passou de 9.750 para 9.786  fura-catracas. Na classificação do levantamento, o passageiro comum é aquela pessoa que o cobrador via que costumava pagar a passagem e de repente passou a pular a catraca. Outro grupo que cresceu foi o de torcedores que pulou de  748 na pesquisa de 2017 para 1.164 agora; e outros de 6.809 para 8.146.
O prejuízo com os chamados fura-catraca é de R$ 6 milhões por ano, equivalente ao valor de cinco novos biarticulados novos.As estações-tubo mais invadidas são Passeio Público (363) invasões por dia, Rio Barigui (171) e Osternack (133). 
O diretor executivo das empresas de ônibus, Luiz Alberto Lenz César, disse que o elevado número de fura-catraca se deve à facilidade de invadir as estações-tubo e à falta de punição. “Nossa preocupação é que isso contribua para criar uma cultura de invasão, que essa prática se dissemine. A pessoa vê que é simples pular a catraca e nada acontece, então ela vai se perguntar ‘por que eu vou pagar?’”

 

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