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Gente de Bem

Prestes a completar 35 anos, APACN pede ajuda da sociedade

Entidade precisa construir 24 novos leitos para poder atender a demanda 
Prestes a completar 35 anos, APACN pede ajuda da sociedade
Associação acolhe pacientes de todo país em tratamento em Curitiba (Foto: Franklin de Freitas)

Fundada em 21 de outubro de 1983, em Curitiba, a Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN) está prestes a completar 35 anos de existência. E para celebrar uma data tão especial, a instituição pede ajuda da sociedade para a construção de novos leitos para pacientes que realizam transplante de medula óssea (TMO). Por isso, deu início à campanha #SalvaSonhos, cujo intuito é arrecadar recursos para a construção desses leitos em alguns hospitais da cidade.
Desde que foi fundada em 1983, a Casa de Apoio da APACN recebe de todo o Brasil crianças e adolescentes e seus acompanhantes (pai, mãe ou responsável legal) que são encaminhados para realizar o tratamento do câncer nos hospitais de Curitiba.
Muitos casos são de pacientes com algum tipo de câncer que precisam realizar o Transplante de Medula Óssea (TMO).
Atualmente a Casa de Apoio conta com 8 leitos de TMOs, insuficiente para atender a demanda. Até 2016 a maioria dos casos de transplante eram realizados no HC, mas com a inauguração do espaço de transplante de medula óssea, pelo Hospital Pequeno Príncipe, aumentou a procura de novos pacientes que farão o transplante e precisam desses espaços.
De acordo com dados levantados pelo Serviço Social da APACN, cerca de 8 negativas por mês são dadas para novas hospedagens nos TMOs. Em 2017 o HC encerrou o ano com uma lista de 93 novos pacientes que aguardavam pelo procedimento no próprio hospital, que é feito através de uma técnica de transfusão para substituir a medula doente do paciente por uma medula saudável de doador que precisa ser compatível.
Depois de realizado o transplante, o paciente deve permanecer em quarto separado com banheiro exclusivo e espaço adequado, aconchegante e lúdico para brincar e receber os professores e continuar com os estudos durante o tratamento. Esses espaços adequados e em perfeitas condições impedem que os transplantados, que estão sem defesas ou com a imunidade baixa, fiquem expostos a infecções ou doenças oportunas ou em contato com outras pessoas e espaços coletivos.
Para realizar novas hospedagens, a instituição precisa construir 24 leitos, o que contribuiria significativamente no aumento de crianças ou adolescentes transplantados no Brasil. De acordo com a presidente da APACN, Mariza Del Claro, a instituição precisa arrecadar 2 milhões de reais para conseguir realizar as obras necessárias. Em 2017 a instituição fechou o ano com 1.600 hospedagens de pacientes e acompanhantes.
 

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