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Política

'A gente tem que dar um desconto', diz Alckmin sobre crítica de Maia ao PSDB

GÉSSICA BRANDINO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) -  O governador Geraldo Alckmin (PSDB) comentou nesta quinta-feira (8) a entrevista do presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), à Folha de S.Paulo. Rival na disputa à Presidência, Maia disse que formar uma chapa com Alckmin diante da rejeição ao PSDB e com chances na disputa seria negligência política. Para o tucano, diante da boa relação entre os partidos, era preciso relevar a declaração. "A gente tem que dar um desconto. Acho que não diminui nada o respeito e a estima que temos pelo Democratas. Foram nossos parceiros no estado esses anos todos", disse Alckmin. Sobre Maia, ele afirmou que é um bom quadro do DEM, uma liderança da geração jovem e um bom presidente da Câmara.  Assim como fez durante viagem a Washington nesta semana, o governador voltou a dizer que tem o que mostrar. "Muitas vezes, na política, entre o falar e o fazer existe um abismo. Nós fizemos aqui em São Paulo", declarou. Questionado, porém, se Maia teria o que mostrar, Alckmin silenciou. Apesar da disputa com o deputado pela Presidência, o tucano destacou que a eleição também abrangerá cargos para o Congresso Nacional e governos estaduais, sinalizando uma possível aliança com o DEM. Alckmin contou que nesta quarta (7) telefonou para Agripino Maia, ex-presidente da sigla, para cumprimentar pelo trabalho realizado. Nesta quinta o governador falará com ACM Neto. O novo presidente do DEM declarou nesta manhã que não cogita apoio à campanha do tucano, porém não descartou uma aliança com o partido. "O PSDB não é nosso adversário. Vamos deixar o diálogo aberto", disse ACM Neto. O governador conversou com jornalistas após lançar uma campanha contra o assédio sexual e firmar uma parceria com o Instituto Avon e Vetor Brasil para capacitar corregedores e divulgar a ação. Alckmin afirmou que os governos devem participar ativamente da luta das mulheres, mas não respondeu se a coordenação de sua campanha à Presidência ou eventual governo terá mulheres nos cargos de liderança.

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