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economia criativa

A moda a serviço da vida e da sociedade

O ator Reinaldo Gianecchini apoia a campanha do MPT, de produção e doação de máscaras feita com tecidos africanos por imigrantes
O ator Reinaldo Gianecchini apoia a campanha do MPT, de produção e doação de máscaras feita com tecidos africanos por imigrantes

Tem gente arregaçando as mangas e colocando a moda e os seus agentes a serviço da sociedade. A rede é legal, integra instituições, empresas grandes, pequenas, profissionais autônomos e gente que quer ajudar. Em tempos de pandemia, fica difícil fazer planos para o futuro, mas dá para melhorar o presente. Olhem essas três iniciativas que tornam a cadeia produtiva da moda mais solidária e nos dão instrumentos para praticar o consumo consiente e responsável. 

Moda Livre — Referência em sustentabilidade segundo as Nações Unidas (ONU), e com mais de 200 mil downloads, o APP Moda Livre avalia como as principais marcas e varejistas de roupa do país monitoram seus fornecedores e combatem o trabalho escravo. Disponível para Android e iPhone, o aplicativo agora está publicado também em formato de site, no endereço modalivre.org.br. A avaliação das 123 marcas atualmente listadas é feita através de um sistema de pontuação. A nota atribuída a cada empresa é calculada a partir de duas ferramentas: um questionário, respondido de forma voluntária pelas marcas, e um histórico, elaborado pela equipe da ONG Repórter Brasil com base em fiscalizações do governo federal. A partir daí, as marcas são classificadas em quatro cores (verde, amarelo, vermelho e cinza), conforme seus mecanismos de acompanhamento de sua cadeia produtiva e histórico em relação ao tema.

#eu abraço esta causa: eu uso máscara — O Ministério Público do Trabalho está divulgando uma ação bacana envolvendo as máscaras de proteção contra a COVID-19. Desde o ano passado, imigrantes, refugiados e pessoas transsexuais participam de oficinas profissionalizantes de costura e, agora, produzem máscaras artesanais de tecidos africanos para garantir sua sobrevivência. Além do MPT, UNICAMP, Acnur e UNFPA participam da ação. Uma parte das máscaras é comercializada e outra é distribuída em instituições de acolhimento de grupos historicamente vulneráveis. Informações, encomendas e doações pelo https://forms.gle/mCZ8cWtzjFAEXWTg6 ou mensagem de Whatsapp pelo telefone (11) 95777-8549.

#osmelhoresnumeros — A comunicadora e mentora criativa Mari Guedes criou uma engrenagem para a produção de máscaras. O foco desta rede humanizada não é fazer uma grande quantidade de máscaras, mas fazer com que cada máscara produzida salve a vida de mil pessoas. Para isso, busca identificar profissionais da costura ou gente que saiba costurar e ajudá-los a produzir, além de realizar a distribuição de máscaras para a população carente. Em tempos de COVID-19, que transforma pessoas em números, a ideia da ação é mostrar essas pessoas, que têm nome e sobrenome, e valorizar o seu trabalho. Na outra ponta, o projeto busca comunidades que estejam precisando de doação de máscaras. Você pode ajudar indicando uma comunidade para receber as peças, apresentar profissionais de costura, ajudar na distribuição das máscaras e doar dinheiro ou material para a confecção das peças. Contatos inbox pelo https://www.facebook.com/mariguedes.

App Moda Livre

Uma das empresas com selo verde no Moda Livre é a adidas, que também está repassando R$ 10 da cada venda, pelo site e app, de produtos com valor superior a R$ 100 ao Fundo de Resposta Solidária ao COVID-19

A C&A é outra gigante da moda que adota procedimentos para combater o trabalho escravo por meio de canais de denúncia e cuidados na cadeia de produção

A produção de máscaras na campanha #osmelhoresnumeros, que vale para todo Brasil

Rede humanizada quer unir costureiras e comunidades carentes

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