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Alemanha critica Trump antes de cúpula

Alemanha — O governo da Alemanha teceu críticas aos presidentes dos Estados Unidos e Turquia ontem, a uma semana da reunião de líderes do G-20, que acontece no próprio país. O ministro das Relações Exteriores da chanceler Angela Merkel, Sigmar Gabriel, criticou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, por planejar discursar a apoiadores de seu governo do lado de fora do evento principal, afirmando que tal atitude não é apropriada. Gabriel também criticou o presidente Donald Trump por retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. Precisamos e queremos tomar as rédeas desse desafio existencial Não podemos e não iremos esperar cada pessoa do mundo se convencer sobre os achados científicos das mudanças climáticas, afirmou Angela Merkel. A cúpula dos próximos dias 7 e 8 deve discutir, entre outros assuntos, o comércio externo. A maior economia da europa teme que o norte-americano possa usar novas barreiras comerciais, incluindo sobre o a produção de aço. Aqueles que acreditam que podem resolver os problemas desse mundo com isolacionismo e protecionismo estão cometendo um grande erro, disse Merkel.

Abuso
Austrália — O cardeal George Pell, Ministro das Finanças do Vaticano, foi acusado ontem múltiplos abusos sexuais de menores ocorridos décadas atrás na Austrália. O australiano de 76 anos é a autoridade de maior ranking do Vaticano a enfrentar acusações do tipo, uma quase constante para a Igreja Católica nas últimas duas décadas. Ele deve comparecer a uma corte em Melbourne em 18 de julho, afirmou o vice-comissário de polícia do Estado de Victoria, Shane Patton. Em Roma, Pell afirmou à imprensa que era inocente de todas as acusações.

Agenda
Reino Unido — O Parlamento do Reino Unido aprovou o programa de governo de dois anos do gabinete da primeira-ministra, Theresa May, contido no Discurso da Rainha, por 323 votos a favor contra 309, uma pequena margem de diferença. O partido Conservador de May ainda conseguiu derrotar uma emenda sobre Brexit ao Discurso da Rainha, proposta por um deputado da oposição Trabalhista, para que o país permanecesse no mercado único da União Europeia (UE) e na união aduaneira. A vitória só foi possível após o governo fazer concessões.

Armas
Estados Unidos — O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de armas no valor total de US$ 1,42 bilhão a Taiwan, informaram autoridades ontem. Trata-se do primeiro acordo desde que o presidente Donald Trump chegou ao poder. O negócio deve gerar críticas da China, que considera Taiwan parte de seu território. A venda a Taiwan inclui sete itens, entre eles suporte técnico para um radar, mísseis antirradiação, torpedos e componentes de mísseis SM-2, segundo explicou uma fonte do governo norte-americano.

Fome
Estados Unidos — Mais de 20 mil crianças correm o risco de morrer de fome em poucos meses devido aos casos de desnutrição que dispararam em diferentes regiões da Somália devido à grave seca, alertou a organização Save the Children. A falta de alimentos e o crescente número de crianças gravemente desnutridas são alarmantes, afirmou o diretor da organização, Hassan Noor Saadi. As chuvas mais recentes têm sido irregulares e não têm permitido salvar as colheitas nem o gado, prejudicando as famílias que têm ficado sem sua principal fonte de renda.

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