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Americanos se dividem quanto a impeachment de Trump, diz pesquisa

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O impeachment de Donald Trump é uma questão que divide americanos, segundo uma pesquisa realizada pelo jornal The Washington Post em parceria com a emissora de televisão ABC News divulgada nesta sexta (31).

Quase metade dos entrevistados, 49%, apoiam a ideia do impedimento do republicano, enquanto outros 46% rejeitam a medida.

A possibilidade de afastamento do presidente voltou à tona nas últimas semanas, depois que Trump sofreu dois reveses importantes.

No dia 21 de agosto, seu ex-advogado Michael Cohen admitiu ter pago pelo silêncio de duas mulheres que afirmam terem tido casos extraconjugais com Trump. No mesmo dia, seu ex-chefe de campanha, Paul Manafort, foi condenado por crimes financeiros.

Especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que um impeachment no Congresso é hoje mais possível do que uma condenação do presidente na Suprema Corte. Ainda assim, não se trata de um cenário provável.

Com um Congresso majoritariamente republicano -como o presidente-, o futuro de Trump dependerá do resultado das eleições legislativas de novembro, quando os democratas podem recuperar maioria em ao menos uma das casas. Nesse caso, a chance de afastamento poderia ser maior.

Se dependesse dos eleitores, Trump seria condenado. A maioria dos entrevistados na pesquisa, 53%, diz acreditar que o republicano obstruiu a Justiça e tentou interferir nos trabalhos do procurador especial Robert Mueller, que investiga a interferência russa nas eleições de 2016.

Já o pagamento de Cohen à atriz pornô Stormy Daniels e a uma ex-modelo da Playboy é encarado como um crime por 61% dos americanos.

As investigações de Mueller são apoiadas por 63%, enquanto apenas 29% se somam a Trump contra o procurador.

A pesquisa aponta ainda que, pela primeira vez na série de levantamentos do Washington Post/ABC News, a reprovação do governo Trump entre os americanos chegou a 60%, enquanto a aprovação não passa dos 36%.

Em abril, quando a última sondagem foi divulgada, a taxa de insatisfação com a administração era de 56%.

A título de comparação, em agosto de 2010, ano seguinte à sua eleição e após a polêmica aprovação de sua reforma do sistema de saúde, o ex-presidente democrata Barack Obama era reprovado por 52% dos entrevistados.

Se as medidas voluntaristas do presidente são desaprovadas pela maioria, sua política econômica é mais bem aceita: 47% a avaliam negativamente, um empate técnico com os 45% de aprovação (a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Outros 8% dos entrevistados não responderam.

A economia americana avançou a um ritmo anual de 4,2% no segundo trimestre deste ano, o maior desde 2014.

No duelo entre Trump e o secretário de Justiça, Jeff Sessions, a quem ele já ameaçou de demissão, 62% estão do lado do secretário e 23% apoiam o presidente. A crença de que Sessions não deve ser demitido é compartilhada por 64%.

O presidente tem atacado Sessions com frequência pela inação do secretário em frear a investigação sobre o elo de Trump com a Rússia.

Em entrevista à Fox News no último dia 23, Trump afirmou que escolheu "um secretário de Justiça que nunca teve controle sobre o Departamento de Justiça".

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