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Após atrito, Feliciano diz ter fumado 'cachimbo da paz' com Santos Cruz

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Depois de protagonizarem um dos principais embates dentro do governo Jair Bolsonaro, o deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos-SP) e o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) se encontraram nesta terça-feira (21), em Brasília.

De acordo com Feliciano, que é um dos principais líderes da bancada evangélica, os dois fumaram "o cachimbo da paz". Santos Cruz, que virou até personagem de meme pela fama de sempre se manter carrancudo, chegou a posar sorrindo para foto ao lado do parlamentar.

"Ele foi muito humilde, fez um estudo imenso para me mostrar e me fez compreender que ele pensa o Brasil de Bolsonaro", disse Feliciano, segundo quem só um pedido foi feito ao general: "Os evangélicos só querem que o ele proteja a família tradicional".

Ao lado do vice-presidente, Hamilton Mourão, Santos Cruz é um dos principais alvos da ala mas ideológica do governo, para quem os dois defendem posições conflitantes com as que elegeram Bolsonaro.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Feliciano chegou a dizer que o general tornava o presidente um "estelionatário eleitoral" e deveria se manter calado. Ele atribuía a Santos Cruz a responsabilidade pelo comercial do Banco do Brasil que trazia jovens, vários negros, tatuados ou de cabelos coloridos, dançando e tirando selfies. Segundo o deputado, a propaganda representava uma exaltação indevida à homossexualidade.

Bolsonaro ordenou que o comercial fosse retirado do ar, embora nunca tenha explicado exatamente por quais motivos.

Ainda de acordo com Feliciano, a aproximação com Santos Cruz ocorreu durante viagem de ambos a Dallas, nos Estados Unidos, na comitiva de Bolsonaro.

"Disse a ele que enquanto ele proteger o governo, não desdizer nosso presidente e proteger as pautas conservadoras vai ter o apoio da bancada evangélica."

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