Publicidade
Brasileirão

Atlético piora desempenho, mas melhora resultados

Time venceu dois jogos seguidos, porém decaiu em posse de bola e em número de finalizações
Atlético piora desempenho, mas melhora resultados

Se antes vinha jogando bem, mas perdendo, o Atlético-PR tratou de mudar o paradigma nas duas últimas rodadas. Fora de casa, a equipe não apresentou bom desempenho contra os xarás de Minas Gerais e de Goiás, mas ainda assim conseguiu importantes vitórias por 1 a 0, ambas com gols de Sidcley. Lanterna até a sexta rodada, a equipe conseguiu deixar a última posição para trás como mote o termo superação. Após os resultados da 8ª rodada, o Furacão aparece ainda na zona de rebaixamento, em 18º lugar, com 8 pontos.

Até a quarta-feira da semana passada, a situação do Atlético caminhava para ser dramática no Brasileirão. Depois de seis jogos sem vencer — somando duas derrotas e um empate na Arena e duas derrotas e um empate fora de casa —, o time paranaense teria que encarar dois desafios em sequência fora de casa: o xará de Minas Gerais, que possui um dos elencos mais caros do país, e o de Goiás, que vinha de duas vitórias seguidas e ainda não havia perdido no estádio Olímpico de Goiânia neste ano.

Para fazer o torcedor acreditar que seria possível uma recuperação, o técnico Eduardo Baptista se apegava ao desempenho da equipe. Depois do jogo contra o Santos, por exemplo, afirmou que o time vinha fazendo bons jogos e demonstrava evolução, apesar dos resultados. A qualidade na posse de bola (era até então o 4º no quesito, com média de 52,6%), por exemplo, costumava ser mencionada pelo treinador.

Nas duas partidas seguintes, as vitórias finalmente vieram. Mas o desempenho, curiosamente, caiu. Contra Atlético-MG e Atlético-GO, a equipe teve apenas 31 e 34% da posse de bola, respectivamente. De 4º lugar no quesito, caiu para 13º, com média de 49,2% por partida. A média de finalizações a gol, que já era uma das mais baixas da competição, também caiu. Nos oito jogos disputados até aqui, foram 11 chutes a gol por partida, em média. Em Minas Gerais, porém, foram somente seis finalizações (contra 24 do rival). Em Goiás, nove (contra 23 do adversário).

Se desempenho era antes o sinônimo da esperança atleticana, agora esse sentimento traduz-se por outra palavra: superação. Tenho que exaltar a força, o brio e a maneira como eles (jogadores) vestiram a camisa do Atlético. Fizemos há 60 horas um jogo excepcional contra o Atlético-MG, com um jogador a menos. A gente sabia que não teria atuação brilhante, impossível. O que nós vimos hoje não foi futebol, foi superação. É desumano, disse o técnico Eduardo Baptista, em entrevista coletiva no último sábado.

Agora com a confiança recuperada, o Atlético terá a chance de voltar a mostrar sua força dentro de casa na próxima quarta-feira, quando encara o São Paulo a partir das 21h45. Há mais de dois anos a equipe não consegue encaixar três vitórias consecutivas no Brasileirão – a última sequência foi entre 19 de julho e 2 de agosto de 2015, quando a equipe superou a Chapecoense (1 a 0, em casa), o Avaí (2 a 1, fora) e o Palmeiras (1 a 0, fora).

Publicidade