Publicidade

Ato no Campus da Saúde da UFMG fala de pesquisas ameaçadas

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Centenas de pessoas estão reunidas em frente à faculdade de Medicina da UFMG, em uma concentração para o ato unificado que acontece logo mais na praça da Estação, na capital mineira. As manifestações desta quarta-feira (15) em todo o país ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo ministério da Educação no governo Jair Bolsonaro.

No microfone, professores e alunos falaram sobre os motivos dos protestos e projetos que estão ameaçados pelos cortes.

Um dos projetos de pesquisa da universidade, exibido em cartazes no ato, produziu um kit para fazer diagnóstico de resistência da tuberculose. O trabalho contou com alunos bolsistas, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (Rede-Tb).

"É uma produção nossa, que transferiu essa tecnologia para a indústria", explica a professora da faculdade de Medicina da UFMG, Silvana Espíndola.

Hoje, diz ela, há 34 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes no país. O número está estabilizado, com índice considerado moderado de carga, mas preocupa se houver congelamento em investimentos sociais.

Dentre os beneficiários do Bolsa Família, houve aumento de 8% de cura da tuberculose, ao longo dos 13 anos de programa, segundo Isabela Neves, pós-doutoranda do grupo de pesquisa em microbacterioses.

PANFLETAGEM

Na capital mineira, estudantes, técnicos e professores da UFMG e da rede municipal, começaram o dia fazendo panfletagem em estações de transporte público e outros pontos.

Em alguns locais, os panfletos traziam informações sobre os cortes no orçamento das universidades, em outros, falavam sobre a reforma da previdência. A proposta que o governo Bolsonaro tenta aprovar no Congresso também está na pauta do dia de mobilizações.

Alunos do CEFET-MG também protestaram no início da manhã, fechando uma das avenidas da capital mineira, a Amazonas. Uma das faixas usadas por eles trazia a frase "luto pela educação".

DESTAQUES DOS EDITORES