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Austin Rating eleva nota de longo prazo de Jundiaí a brAA em plena pandemia

Em plena pandemia da covid-19, que tem destroçado contas públicas e indicadores sociais ao redor do planeta, Jundiaí, município que fica a 60 quilômetros da capital paulista, tem uma história diferente e boa para contar. Acaba de ter seu rating de longo prazo, em escala nacional, elevado para brAA (duplo AA) pelo Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating. A nota anterior de Jundiaí era de brAA-.

"A elevação da nota determina a indicação da perspectiva em estável, o que está em linha com a metodologia específica para Entes Públicos, que atenta primordialmente para os fatores qualitativos (econômicos e sociais) e quantitativos (indicadores fiscais), do município", disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o economista-chefe da Austin Rating e analista responsável pelo relatório do Comitê de Classificação de Risco da instituição, Alex Agostini. O Comitê se reuniu no dia 28 de julho.

Pelo lado dos fatores qualitativos, foram analisados os aspectos econômicos, sociais e o ambiente político que condicionam o desempenho do município no médio e longo prazos, como valor adicionado da produção, educação, saúde, entre outros. Pelo lado quantitativo, o foco foi nos indicadores fiscais, que determinam o nível de solvência no curto e médio prazo como os resultados orçamentários, primários, indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a gestão dos passivos contingenciais.

"Este relatório concentrou sua avaliação nos resultados fiscais até dezembro do ano passado em virtude de o fechamento do exercício de 2019 ter sido publicado somente no final do mês de março. Mas ele contemplou resultados fiscais parciais referentes ao primeiro quadrimestre de 2020", destacou Agostini.

Segundo ele, a elevação do rating fundamentou-se na forte capacidade do Município em honrar seus compromissos fiscais e financeiros. Observou principalmente seu baixo nível de endividamento e na recuperação da geração de recorrentes superávits orçamentários e primários, importante participação na composição da economia do Estado (1,94% no PIB de 2017), ocupando a 7ª posição no ranking estadual e 17ª colocação no ranking nacional, e vigoroso avanço no indicador de autonomia financeira.

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