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Azul quer ativos da Avianca antes de nova lei sobre capital estrangeiro em aéreas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Azul age para concretizar uma eventual compra dos ativos da Avianca Brasil antes do dia 22 de maio, data-limite para que o Congresso aprove a medida provisória que permite maior participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas, segundo pessoas familiarizadas com o caso. 

A avaliação é de que, com a nova lei, os ativos devem despertar o interesse de investidores estrangeiros, o que consequentemente aumentaria a concorrências pelos slots (autorizações de pousos e decolagens).  A empresa formalizou uma proposta na última segunda-feira (13). 

Na noite desta terça (14), o juiz Tiago Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, deu 48 horas para que a Avianca Brasil se manifeste sobre a oferta da Azul. A empresa afirma que a proposta está em análise.

A Avianca está em recuperação judicial desde dezembro de 2018, não tem pago salários e benefícios a seus funcionários e acumula dívidas que superam R$ 2,7 bilhões. 

A oferta da Azul ocorre após decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo ter suspendido o leilão dos ativos da Avianca, previsto para 7 de maio. 

Na ocasião, o desembargador Ricardo Negrão acolheu parcialmente um pedido da Swissport, uma das credoras da Avianca. O magistrado submeteu o tema ao plenário do tribunal, mas o caso ainda não foi julgado.

O pregão constava no plano de recuperação judicial homologado pela Justiça e havia sido proposto por Gol e Latam em conjunto com o fundo Elliott, maior credor da companhia aérea. O plano previa a divisão da companhia em sete  UPIs (Unidades Produtivas Isoladas).

Agora, a Azul oferece ao menos US$ 145 milhões (R$ 573 milhões no câmbio atual) por uma nova UPI (Unidade Produtiva Isolada) que contemplaria slots como os da ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo. A proposta é US$ 5 milhões (R$ 19,8 milhões) maior do que a oferecida por Gol e Latam.

A Azul diz que tal pedido não invalida o procedimento de alienação judicial das sete unidades formadas no plano de recuperação da Avianca. 

É a segunda tentativa da Azul pelos ativos da companhia. Na primeira, em março, a empresa ofereceu US$ 105 milhões (R$ 419,3 milhões) por 70 slots da Avianca.

Se o valor oferecido pela Azul for aceito, Gol e Latam poderão judicializar o tema. 

A Azul tem pressa para concretizar o negócio antes do dia 22 de maio, data limite para que o Congresso aprove a medida provisória que permite maior participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas, segundo pessoas familiarizadas com o caso. 

A avaliação é de que, com a nova lei, os ativos da Avianca devem despertar o interesse de investidores estrangeiros, o que consequentemente aumentaria a concorrências pelos slots.

Procurada, a Azul não se manifestou até a conclusão deste texto.

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