Política em Debate

Bancada

(Foto: Valquir Aureliano)

Dos 38 vereadores eleitos em Curitiba, pelo menos 8 são de partidos aliados ao deputado federal Ney Leprevost (PSD). Destes 8, sete eleitos tiveram apoio direto do grupo político de Leprevost. Do PSD, Euler de Freitas , Márcio Barros e Éder Borges. O partido também reelegeu Beto Moraes do grupo do deputado estadual Mauro Moraes. Pelo Solidariedade, foram eleitos Alexandre Leprevost, irmão de Ney e Leônidas Dias, que foi da equipe de Leprevost na secretaria de Justiça. Pelo Patriotas, Sidnei Toaldo, companheiro político de Leprevost na região de Santa Felicidade. E pelo Democracia Cristã, Sales do Fazendinha, que também foi do gabinete de Leprevost.

Risco
Recuperada da Covid-19 após passar nove dias hospitalizada, a vereadora Noemia Rocha (MDB) cobrou da prefeitura de Curitiba, ontem, medidas para conter o aumento no contágio do novo coronavírus. Ela citou os dados da Secretaria Municipal de Saúde, que desde o dia 11 de novembro registram mais de 700 casos novos da doença por dia. Naquela data, a secretaria estimava haver 4.763 casos ativos na cidade.

Segunda onda
“Há a preocupação com uma segunda onda (da doença). As UPAs estão lotadas e soube de um paciente, no Boqueirão, sendo tratado numa cadeira, há 3 dias. Tem muita gente sem máscara nas ruas”, alertou Noemia Rocha, lembrando que, quando não causa a morte, a Covid-19 deixa sequelas nos recuperados. “Eu posso falar pelo que vivi e é uma doença séria. Eu fiquei com sequelas da Covid-19”, insistiu, durante a sessão plenária na Câmara.

Pendências
Apesar das urnas terem fechado às 17 horas do último domingo, o pleito ainda não acabou. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 4.057 votos dados a candidatos que concorreram sub judice poderão ser adicionados aos 788 mil votos válidos que decidiram a futura composição da Câmara Municipal de Curitiba. O assunto foi abordado, em nota técnica, ontem, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).

Indeferidos
No caso específico da Câmara 18 candidatos tiveram o registro indeferido, mas entraram com recurso e ganharam o direito a concorrer normalmente ao pleito. Contudo, como explica o TRE-PR, no momento da apuração, os votos dados a eles são separados dos demais. Na página do TSE dedicada aos resultados eleitorais, por exemplo, eles são identificados como “anulados sub judice”. Se o indeferimento for mantido, os votos continuam anulados, sem interferir no resultado que já foi divulgado. Mas se eles vencerem, são adicionados aos votos já computados.

Impacto
Hipoteticamente, se todos os votos sub judice fossem validados, o quociente eleitoral passaria de 20.744 para 20.850. A conta também afetaria o quociente partidário, usado para definir quantas vagas cada partido político tem direito, e a nota de corte, pela qual só podem ser eleitos candidatos que tiverem obtido acima de 10% do quociente eleitoral. No caso, elevando a barreira de 2.074 para 2.085. Sobre essa matemática, confira aqui uma explicação a partir da mudança no cálculo das sobras.

Restos a pagar
O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) deu parecer pela desaprovação das contas de 2016 da prefeitura de Rolândia (Norte do Estado), de responsabilidade do prefeito, Luiz Francisconi Neto. Pelas falhas na Prestação de Contas Anual (PCA), o atual gestor foi multado em R$ 7.480,20. O motivo do parecer pela desaprovação foram as despesas nos últimos dois quadrimestres do mandato que tinham parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem disponibilidade de caixa para saldá-las.