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Mercado

Bolsa fecha em queda pressionada por Itaú, mas mantém 98 mil pontos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com o peso das ações do Itaú e de declarações sobre a reforma da Previdência, a Bolsa brasileira recuou nesta terça-feira (5), em direção contrária do exterior. O dólar também recuou.

Nesta terça, membros do governo passaram o dia dando declarações sobre a minuta da proposta de reforma da Previdência, negando que ela trará a versão final das mudanças nas aposentadorias dos brasileiros.

O ponto mais refutado foi a possibilidade de homens e mulheres terem idade mínima igual para aposentadoria, de 65 anos. Ainda que esse seja um desejo da equipe econômica, liderada por Paulo Guedes, já foi inúmeras vezes descartado pelo presidente Jair Bolsonaro  (PSL).

O Ibovespa, principal índice acionário do país, cedeu 0,28%, a 98.311 pontos O giro financeiro foi de R$ 16,3 bilhões, seguindo a média diária de janeiro.

O índice foi pressionado pela divulgação de resultados do Itaú, cujo lucro ficou abaixo das projeções do mercado. Para 2019, a expansão da carteira de crédito, prevista para ficar entre 8% e 11%, deve ser mais contida que a dos principais concorrentes.

O Itaú tem peso de 10,8% no Ibovespa, e as ações caíram mais de 4% nesta terça, a R$ 38.

"Os números apresentados pelo Itaú trazem um sentimento misto. Enquanto a qualidade da carteira de crédito segue tendência de melhora, a expansão não conseguiu bater os concorrentes", disse a Guide em relatório. Para a corretora, as projeções do banco para 2019 apontam para crescimento de 13% nos lucros no ano, para R$ 29 bilhões.

A XP manteve recomendação de compra do papel, com preço-alvo de R$ 45.

Já a Vale, que ainda oscila conforme o noticiário relacionado à tragédia de Brumadinho (MG), terminou o pregão relativamente estável.

No exterior, as Bolsas americanas terminam o dia em alta moderada, mesma direção seguida pelos principais índices europeus.

O dólar recuou modestamente ante o real e fechou a R$ 3,6670.

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