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Flagrante

Bolsonaro defende punição de militar preso com droga em avião da FAB

Bolsonaro: “Ocorrido na Espanha é inaceitável”
Bolsonaro: “Ocorrido na Espanha é inaceitável” (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, classificou nesta quarta-feira (26), por meio das redes sociais, como “inaceitável” a apreensão de drogas em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). O episódio ocorreu na manhã de terça-feira no aeroporto de Sevilha na Espanha e resultou na prisão do segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues. Ele foi preso pela polícia espanhola com 39 kg de cocaína num avião da comitiva do presidente.

“Apesar de não ter relação com minha equipe, o episódio de ontem (terça-feira), ocorrido na Espanha, é inaceitável”, descreveu o presidente. Bolsonaro assinalou ter exigido “investigação imediata e punição severa ao responsável pelo material entorpecente encontrado no avião da FAB”. O presidente ainda enfatizou na mensagem: “não toleraremos tamanho desrespeito ao nosso país!”

Na terça-feira, o presidente determinou ao Ministério da Defesa “imediata colaboração com a polícia espanhola na pronta investigação dos fatos, cooperando em todas as fases da investigação, bem como instauração de inquérito policial militar”.

O sargento preso embarcou em Brasília, no avião reserva da Presidência, o Embraer 190, do Grupo de Transportes Especiais, da Força Aérea, que transportava três tripulações de militares para a missão presidencial. A primeira equipe da tripulação, que inclui piloto e copiloto, assumiu o voo de Bolsonaro e sua equipe, em Lisboa, no Airbus 319, chamado de AeroLula, para cumprir o segundo trecho da viagem, até Osaka.

O militar preso, sargento de carreira, não integrava este grupo. Ele pertence à segunda equipe de tripulação, que presta serviço no avião reserva. O militar preso não trabalha na Presidência da República, mas na FAB, e no avião exerce a função de comissário de bordo.

Mula

O presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, disse ontem que o sargentopreso não embarcaria no voo do presidente ao Japão, mas que a tripulação estaria no avião de volta do chefe do Executivo. O chefe do Executivo viajou ao país asiático para participar da cúpula do G-20.

“Não (ao responder se ele embarcaria no avião da ida), o que acontece quando tem essas viagens, vai uma tripulação que fica no meio do caminho, então, quando o presidente voltasse do Japão, essa tripulação iria embarcar no avião dele. Então seria Sevilha-Brasil”, disse Mourão, ao ser questionada pela imprensa.

O episódio, que criou desconforto ao Palácio do Planalto, levou o governo brasileiro a mudar a escala do presidente de Sevilha para Lisboa. Mourão disse que as Forças Armadas “não estão imunes a esse flagelo da droga”. “Isso não é a primeira vez que acontece”, avaliou. “Ele estava trabalhando como mula e uma mula qualificada”, comentou o presidente em exercício.

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