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Bolsonaro desiste de ir à manifestação no domingo

Bolsonaro: presidente alegou “respeito pelo cargo”
Bolsonaro: presidente alegou “respeito pelo cargo” (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou a aliados, nesta terça-feira (21), que não vai participar das manifestações convocadas para o próximo domingo, em apoio ao seu mandato. O presidente falou sobre o assunto com ministros durante a reunião do Conselho de Governo, no Palácio da Alvorada, pela manhã. Pessoas próximas afirmam que o objetivo é demonstrar “respeito pelo cargo e por suas responsabilidades”.

Bolsonaro também orientou seus ministros a não comparecerem, segundo o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. A intenção seria evitar um agravamento das tensões com o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em postagens nas redes sociais, parte dos aliados do presidente que organizam a manifestação tem defendido o fechamento do Congresso e do STF, sob a alegação de que esses órgãos estariam boicotando o governo e as reformas propostas pela administração Bolsonaro.

A declaração ocorre em meio a discursos erráticos do presidente em relação ao Congresso. Um núcleo de fiéis apoiadores tem usado as redes sociais para pedir adesão popular aos atos pró-governo, mas a pauta gera divergências.

Há atos previstos em pelo menos 60 cidades, em todas as capitais e no Distrito Federal. Ainda que o objetivo central seja o apoio às pautas do Planalto como a Previdência, o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro e a Medida Provisória 870 - que reorganiza a estrutura do governo e está sob ameaça -, alguns grupos defendem do enfrentamento ao Centrão à criação da CPI da Lava Toga, além do impeachment de ministros do Supremo como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Levantamento nas redes dos 54 deputados do PSL identificou que pelo menos 19 fizeram convocações. Outros parlamentares destacaram nas redes a importância das pautas do governo no Congresso, mas não falaram explicitamente sobre os atos. Dos quatro parlamentares do PSL no Senado, dois se manifestaram - Major Olímpio (SP) e Soraya Thronicke (MS). Flávio Bolsonaro (RJ) e Juíza Selma Arruda (MT) não fizeram publicações sobre o ato.

Oração
Bolsonaro participou ontm de cerimônia religiosa no Palácio do Planalto para receber a imagem de Nossa Senhora, considerada santa na religião católica. No evento, o ministro da Secretaria-Geral, Floriano Peixoto, fez um apelo para que os religiosos rezem para que os “irmãos do Legislativo” votem pautas importantes no Congresso no curto prazo. O ministro também pediu oração em prol dos “irmãos” do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro não discursou.

Floriano também pediu aos convidados para que continuem rezando pelo sucesso do governo, pelos trabalhos dos “irmãos” do STF e pelos “irmãos do Legislativo”, que, segundo ele, possuem “muitas pautas importantes”.

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