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Política

Bolsonaro faz ofensiva para rebater acusações de misoginia

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Numa tentativa de rebater as acusações de misoginia, o capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi aconselhado a difundir mensagens de apoio feminino à sua campanha ao Palácio do Planalto.

Nos últimos dias, ele e seus filhos publicaram ou replicaram vídeos em que mulheres aparecem afirmando que votarão em Bolsonaro.

"Sou mulher, sou mãe e sou Bolsonaro. Ele tem projetos para nos defender da pedofilia, da pornografia e da ideologia de gênero", diz uma mulher que se identifica apenas como Gih, e diz ser de Passos, em Minas Gerais.

Em outro trecho, da mensagem retuitada na terça (17) pelo pré-candidato, outra mulher diz que o deputado é quem pensa verdadeiramente no empoderamento feminino.

"Só quem se preocupa com a mulher é quem pensa em punição e propõe a punição severa para violadores de mulheres, estupradores, como por exemplo a castração química", afirma. "Só quem é defensor da mulher é quem é capaz de pensar no verdadeiro empoderamento feminino, que é a concessão de posse de arma de fogo para o cidadão de bem, para que ele possa se defender."

Além das redes sociais, o pré-candidato deve intensificar agendas com participação de mulheres. Nesta quinta-feira (19), ele participa em Goiânia do lançamento do PSL Mulher do estado de Goiás. 

Outra medida que deve ser adotada é a inclusão em seu programa de governo de políticas em prol das mulheres. Assessores próximos a Bolsonaro não detalharam que medidas devem ser defendidas, mas citaram como exemplo ações para coibir a violência contra a mulher e criação de vagas em creches.

O deputado do PSL nega a prática de discriminação contra mulheres. Ele responde a duas ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de incitação ao estupro e injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Em entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, na RedeTV!, ele também defendeu no passado pagamento diferenciado para mulheres e homens. "Eu não empregaria [homens e mulheres] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente", disse.

Segundo a última pesquisa Datafolha, de junho, o pré-candidato tem 23% das intenções de voto entre os homens e apenas 11% entre as mulheres.

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