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Política

Bolsonaro minimiza isolamento e rejeição de partidos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após o general reformado Augusto Heleno afirmar que não será vice de Jair Bolsonaro (PSL) porque dirigentes de seu partido, o PRP, disseram que não é de interesse da sigla compor a chapa, o presidenciável usou as redes sociais para rebater notícias sobre isolamento.

"A maioria da imprensa cria falsa narrativa como se tivesse sido descartado por fulano e cicrano (sic). Jamais me comprometi com nenhum dos citados. Sempre deixei claro que meu partido é o povo e agora tentam desonestamente inverter a situação para mais uma vez nos descredibilizar!", tuitou.

Heleno foi a segunda tentativa frustrada do partido de conseguir um vice para Bolsonaro. O senador e cantor evangélico Magno Malta (PR-ES) foi a primeira. Chamado pelo pré-candidato de vice dos sonhos, o senador desistiu da disputa para buscar a reeleição e Bolsonaro viu escapar uma aliança com o PR, que agregaria 45 segundos ao tempo de TV.

Nas redes sociais, o presidenciável se esforça para construir uma narrativa que passe longe da rejeição que tem sofrido. "Não tenho obsessão pelo poder. Queremos fazer diferente. Se for para fazer igual a todos estamos fora sem problema algum", afirma.

Num vídeo, gravado nesta quinta-feira (19) antes de seguir para uma agenda em Rio Verde, Goiás, o deputado federal se diz perseguido por falar a verdade e cita reportagens de diferentes veículos que tentariam desqualificá-lo com base em votações dos anos 1990.

O trabalho para mudar a imagem por meio das redes não é de hoje. Em agosto do ano passado, Bolsonaro publicou imagem com frases do ex-presidente Lula, como "Cadê as mulheres do grelo duro do nosso partido?" e "Pelotas é a cidade polo, né? Exportadora de Veado!".

No post, o deputado resume: "homofobia, racismo, misoginia e nazismo! Era o Lula e vc (sic) não vê por aí nenhum 'especialista' falar nada"¦ ah, se fosse um tal de Bolsonaro!".

Em desembarcar no aeroporto de Goiânia na manhã desta quinta (19), o deputado também rebateu as as críticas de que estaria isolado. "Apoiadores tenho no Brasil todo. Simpatizantes. Alguns até me amam", disse.

Recebido por uma multidão de apoiadores, uma cena comum em suas viagens pelo país, o pré-candidato subiu em um carro de som, estacionado em frente a saída de passageiros, e debochou os possíveis adversários. "Eu não quero apoio para 2018, não. Eu quero apoio para 2022, porque 2018 já era", afirmou, enquanto os simpatizantes gritavam "mito".

O pré-candidato acredita que tem um eleitorado fiel. "O que diz que vai votar em mim dificilmente muda o seu voto. Não apareci do nada e falei 'minhas bandeiras são essas'. Minhas bandeiras são discutidas há muito tempo dentro da Câmara", disse.

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