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Exterior

Bruxelas nomeia praça em homenagem a parlamentar anti-“brexit” morta em 2016

AAHUS, DINAMARCA (FOLHAPRESS) - Uma praça no centro de Bruxelas passou a se chamar Jo Cox nesta quinta-feira (27) em homenagem à parlamentar britânica assassinada há dois anos durante a campanha contra o “brexit”.

Cox viveu na capital da Bélgica por seis anos antes de ser eleita para o Parlamento britânico pelo Partido Trabalhista, em 2015.

Participaram da cerimônia de mudança de nome o prefeito de Bruxelas, Philippe Close, e o líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn. Também compareceram familiares de Cox.

“Ela sempre passou a mensagem de que temos muito mais em comum que nos une do que poderia possivelmente nos dividir”, discursou Corbyn no evento. “Em sua memória, vamos construir um mundo melhor.”

Cox foi assassinada a tiros e facadas no vilarejo de Birstall em 16 de junho de 2016, dias antes do plebiscito que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia. Ela tinha 41 anos.

O homem que atacou Cox é Thomas Mair, um terrorista de extrema direita favorável à saída britânica da União Europeia. Durante o ataque, ele gritou frases como “isto é pela Grã-Bretanha” e “Grã-Bretanha em primeiro lugar”. Mair cumpre pena de prisão perpétua.

“BREXIT” EM RISCO

A homenagem a Cox ocorre em um momento de incertezas para o “brexit”. A primeira-ministra britânica, Theresa May, vem enfrentando resistência das autoridades europeias e de correligionários do Partido Conservador pela maneira como vem conduzindo as negociações sobre a saída britânica da UE. Opositores do “brexit” estão em campanha pela realização de um segundo plebiscito sobre o tema.

O local da homenagem a Jo Cox é simbólico. Bruxelas, sede da administração da UE, é vista por apoiadores do “brexit” como centro de uma burocracia que impõe limites ao desenvolvimento do Reino Unido embora analistas estimem que a saída da UE prejudicará a economia do país.

Líderes europeus se reunirão em outubro para discutir os termos da saída britânica, agendada para 29 de março de 2019. Caso não se chegue a um acordo, o Reino Unido corre o risco de deixar o bloco regional em posição desfavorável.

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