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Política em debate

Caixa

Caixa
(Foto: Rogério Machado/SECS)

A governadora Cida Borghetti (PP) reafirmou ontem, durante o Encontro Paranaense de Gestores Municipais, em Foz do Iguaçu (região Oeste), que entregará o comando do Estado com as contas em dia e R$ 5 bilhões em caixa. “Todos os compromissos que assumi têm recursos garantidos, sem usar nenhum centavo do orçamento de 2019”, garantiu ela. As declarações foram interpretadas como uma resposta ao questionamento da bancada do PSD – partido do governador eleito, Ratinho Jr – que na última segunda-feira apresentou requerimento aprovado pelos deputados, pedindo detalhes sobre o anúncio feito por Cida de que deixaria dinheiro no caixa para a próxima gestão. 

Sobra
Presente no mesmo evento, Ratinho Jr elogiou a antecessora e o processo de transição entre os dois governos. “O governo tem um recurso de R$ 5 bilhões Obviamente que tem compromissos a serem honrados: folha de dezembro e janeiro, e décimo-terceiro. Mas segundo o secretário da Fazenda (Luiz Bovo), teremos R$ 700 milhões para investimento e infraestrutura e para começar o ano”, disse Ratinho r.

Contratação
O governador eleito também anunciou ontem que vai “contratar” o economista Paulo Rabello para fazer “métricas” de planejamento para o próximo governo. Ratinho Jr não disse qual será a função de Rabello ou como será a contratação, mas adiantou que o economista vai “ajudar em métricas” para planejamento do Estado “nos próximos quatro, oito, 12 anos”. “É preciso fazer um planejamento a longo prazo”, disse ele. Castro (PSC) foi candidato a vice-presidente na chapa de Alvaro Dias (Podemos). 

Desembarque
Muitos duvidavam, mas o ex-governador Beto Richa (PSDB) e esposa, Fernanda, voltaram ao Brasil. Eles desembarcaram ontem em Santos, litoral de São Paulo, após cruzeiro no transatlântico MSC Seaview, que passou por Barcelona, Espanha. Lisboa, Salvador e Rio de Janeiro. Testemunhas dizem que ele aproveitou bastante o passeio e participou dos jantares, festas e programação do navio. O tucano retornou ao País no mesmo dia em que a Justiça decretou bloqueio de seus bens em quase R$ 20 milhões, a pedido do Ministério Público, que acusa o ex-governador de gastos irregulares com publicidade quando era prefeito de Curitiba. 

Piloto
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou a questionar, ontem, a distribuição ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de habeas corpus pedido pelo empresário Jorge Atherino, preso preventivamente na operação Piloto que investiga suspeitas de favorecimento à construtora Odebrecht, na exploração e duplicação da rodovia PR-323, entre Francisco Alves e Maringá, durante o governo Beto Richa. A PGR requer que o HC seja devolvido ao ministro Luiz Fux, que o recebeu inicialmente, por distribuição aleatória.

Rádio Patrulha
Richa e sua esposa, Fernanda Richa, foram presos no mesmo dia, em outra operação, a Rádio Patrulha, que investiga suspeitas de fraude em obras de estradas rurais e acabaram soltos três dias depois por decisão de Mendes. A defesa do ex-governador e de sua mulher recorreu diretamente ao ministro, sob a alegação de que o pedido prisão provisória teria sido uma estratégia do MPF para driblar a proibição das chamadas “conduções coercitivas”. Mendes é relator de uma ação contra esse tipo de medida.  A defesa de Atherino usou o mesmo argumento para recorrer diretamente ao ministro contra a prisão do empresário. A procuradora-geral afirmou que a decisão no caso de  Richa não pode ter o “condão” de firmar prevenção do relator para apreciar todos os atos relacionados à Operação Rádio Patrulha. 

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