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Influenza

Campanha está no fim e 232 mil pessoas ainda não tomaram vacina contra gripe em Curitiba

(Foto: Lucilia Guimarães/SMCS)

Faltando apenas dez dias para o encerramento da campanha de vacinação da gripe, cerca de 232 mil pessoas que fazem parte do público-alvo, definido pelo Ministério da Saúde, ainda não compareceram às unidades de saúde de Curitiba para a imunização.

Até o momento, foram aplicadas 303 mil doses da vacina da gripe, desde o início da campanha, em 10/4, o equivalente a 57% do público prioritário. A oferta da vacina ao público alvo segue gratuitamente em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda a sexta-feira, até o dia 31 de maio.

O grupo que tem direito a receber de graça a vacina da gripe na rede pública é composto por pessoas com 60 anos ou mais, gestantes, mães de bebês nascidos há até 45 dias, crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas ou outras condições clínicas especiais (que apresentem prescrição médica) e professores da rede pública e privada.

Entre o público-alvo, as mães de bebês nascidos há até 45 dias são as que apresentam maior cobertura até o momento, com 102% do previsto. Em seguida, estão os idosos, com uma cobertura de 78% e os professores com 70%. Os grupos com as menores coberturas até o momento são as gestantes com 52%; crianças, com 45%; e os doentes crônicos, com 37%.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, é preocupante a baixa cobertura em alguns grupos que fazem parte do público prioritário. “Esta população é justamente a mais suscetível às complicações da gripe, por isso é que recebem a vacina”, explica. “A vacina é segura e está disponível gratuitamente para eles nas unidades de saúde, não tem por que não fazer”, complementa.

O diretor reforça a segurança da vacina, inclusive, para as gestantes. “A vacina é feita com vírus morto e fragmentado. Não há risco para o bebê. Pelo contrário, protege”, explica.

Não deixe para depois

Oliveira também orienta aos pais e responsáveis que não deixem para depois a vacinação das crianças, evitando assim que os pequenos adoeçam ou venham a ter complicações decorrentes da gripe. “Os pais e responsáveis podem evitar isso levando os filhos para se vacinarem”, diz.

Segundo Oliveira, em relação aos doentes crônicos, que também sofrem com complicações causadas pela gripe, é importante que se informem sobre o benefício e se imunizem (veja abaixo a lista completa dos doentes crônicos que têm o direito). “Os doentes crônicos que fazem acompanhamento na unidade de saúde podem procurar o seu posto de referência diretamente para se vacinar. Se faz o acompanhamento fora a orientação é trazer prescrição médica para a vacina”, explica Oliveira.

Além dos grupos mencionados, a cobertura entre os profissionais da saúde também é baixa, com apenas 41%. Mas neste caso há uma explicação. “Os profissionais de saúde costumam fazer a vacina no próprio local de trabalho, então há um pequeno atraso na atualização do nosso sistema”, explica Oliveira.

Público-alvo da campanha da gripe

- Puérperas (mães com bebês de até 45 dias)

- Idosos com 60 anos ou mais

- Gestantes

- Crianças entre 6 meses e menores de 6 anos

- Profissionais de Saúde

- Professores da rede pública e privada

- Doentes crônicos ou outras condições clínicas especiais, como:

Doença respiratória crônica (asma, insuficiência respiratória e problemas pulmonares graves)

Doença cardíaca crônica (problemas graves no coração, pressão alta junto com outras doenças)

Problemas graves nos rins ou fígado

Diabetes

HIV/Aids

Obesos (grau III)

Transplantados

Doenças neurológicas graves e/ou que afetem o sistema respiratório

Trissomias, como síndrome de Down, Klinefelter, Wakany

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