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Futebol ou polo aquático?

Campo da Vila Capanema vira ‘piscinão’ e Paraná não sai do zero contra o Cianorte

O Paraná segue sem vencer na Vila Capanema em 2020. Na noite deste domingo (09 de fevereiro), o rival foi o Cianorte, em duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Paranaense. O que menos se viu em campo, porém, foi futebol, em grande medida por conta da forte chuva que atingiu Curitiba no horário da partida, transformando o campo do estádio paranista numa espécie de ‘piscinão’ durante grande parte do jogo. No final, um 0 a 0 que ilustrou bem o que foi a partida.

Em três jogos dentro de casa na temporada, o Paraná soma agora um empate e duas derrotas (contra Coritiba e FC Cascavel). Apesar do retrospecto negativo como mandante, o time havia conseguido recentemente resultados importantes fora de casa, empatando contra o Athletico na Arena e vencendo o Palmas no Tocantins, pela Copa do Brasil.

Agora com seis pontos, o time da capital aparece na oitava colocação do Estadual. O Leão do Vale, por sua vez, tem oito pontos e está na sétima posição.

HISTÓRICO EQUILIBRADO

Desde 2004, Paraná e Cianorte se enfrentaram em 18 ocasiões, com grande equilíbrio no confronto: 5 vitórias para cada lado e oito empates, com 19 gols dos curitibanos e 20 dos interioranos.

ESCALAÇÕES

O técnico Allan Aal promoveu duas mudanças com relação ao último jogo – vitória por 2 a 0 contra o Palmas, pela Copa do Brasil. Na lateral-direita, Bruno, volante de origem improvisado no setor nos primeiros jogos, foi preterido por Paulo Henrique, lateral de ofício e que agradou a comissão técnica e sua estreia, no meio da última semana. No ataque, Andrey, que se lesionou contra o Palmas, foi o desfalque, sendo substituído por Raphael Alemão. Os volantes Jhony e Luan seguem no Departamento Médico.

No time interiorano, o técnico João Burse também realizou duas alterações em relação à derrota por 1 a 0 contra o Operário, no último final de semana, com o atacante Buba e o meio-campista Menezes deixando o campo para as entradas de Hélio Paraíba e Eduardo, respectivamente.

O JOGO

O jogo começou com destaque para a marcação forte do Cianorte. O time interiorano bloqueava as linhas do Paraná e fechava bem os espaços em seu próprio campo, obrigando a equipe mandante a trocar passes na defesa, sem levar perigo ao adversário.

O jogo estava ‘travado’, brigado no meio de campo e com muitos erros de passe dos dois lados. E a situação só piorou por volta dos 20 minutos, quando começou a chover forte na Vila Capanema. Em menos de 10 minutos as poças já começaram a se formar, começando pelo meio de campo e logo encharcando todo o gramado. O que era para ser futebol virou outra coisa, já que a bola não rolava no chão.

Na volta do intervalo o atacante Ruan, um dos destaques do Paraná na última Copa São Paulo, entrou em campo no lugar de Thiago Alves. Mais tarde, aos 16, foi vez do atacante Marcelo substituir Robson. E por fim, aos 26, o meia Michel (outro jovem emprestado pelo Cruzeiro, como Marcelo) entrou no lugar do volante Kaio.

A chuva deu uma trégua e a bola voltou a rolar pelo menos um pouco dentro de campo. Os mandantes melhoraram, avançaram, e ainda assim as poucas chances de gol só vieram de bolas longas (cruzamentos ou lançamentos) e chutes de longe. O time visitante também não fez muita questão de buscar algo além do empate, persistindo então o zero no placar.

SEM PAPO

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico João Burse, do Cianorte, revelou que tanto jogadores do Paraná Clube como jogadores do Cianorte chegaram a pedir a interrupção do confronto ainda durante a primeira etapa, quando a chuva havia engrossado mais na capital paranaense e o campo de jogo ficou mais alagado. A bola já nem rolava mais e os atletas queriam aguardar a chuva dar uma trégua, só que o árbitro Robson Babinski não quis nem conversar e mandou o confronto seguir normalmente.

FICHA TÉCNICA

Paraná 0 x 0 Cianorte

Paraná: Alisson; Paulo Henrique, Thales, Fabrício e Juninho; Carlos Dias, Kaio (Michel) e Thiago Alves (Ruan); Robson (Marcelo), Raphael Alemão e Rodrigo Rodrigues. Técnico: Allan Aal
Cianorte: Bruno; Weriton, Maurício Barbosa, Edú Doma e Júnior Prego; Zé Vítor, Morelli, Eduardo e França (Gercimar); Hélio Paraíba (Montoya) e Rodrigo Alves (Lucão). Técnico: João Burse
Cartões amarelos: Gercimar, Bruno, Zé Vítor, Prego (C); Michel, Ruan (P).
Árbitro: Robson Babinski
Público: 1;903 pagantes (2.178 total)
Renda: R$ 44.740,00
Local: Vila Capanema, em Curitiba, domingo (09/02) às 18 horas

PRINCIPAIS LANCES

Primeiro tempo

15 – Cruzamento de Juninho, a bola viaja até perto da segunda trave e Thales cabeceia em cima do goleiro Bruno, que segura.

21 – Robson escorrega na hora de tocar a bola na intermediária e entrega pra Morelli, que aproveita para avançar até perto da área e cruzar. A bola passa por dois jogadores do Cianorte, mas ninguém consegue finalizar.

31 – Morelli avança pela intermediária com liberdade e arrisca um chute de longe. A bola pinga no chão e bate no peito do goleiro Alisson, que faz a defesa em dois tempos.

32 – Raphael Alemão corta da esquerda para a intermediária e aciona Thiago Alves. O camisa 10 gira e chuta da entrada da área, ao lado do gol.

38 - Lançamento para Raphael Alemão. Bruno saía do gol, mas uma poça acabou travando a bola. Maurício Barbosa vê o perigo e chega isolando pela linha de fundo.

Segundo tempo

5 - Carlos dias arrisca um chute de fora da área e manda ao lado do gol, sem muito perigo.

6 - Lançamento para dentro da área, a zaga do Cianorte se atrapalha e Rodrigo Rodrigues tenta o chute. Bruno se antecipa e recolhe a bola.

10 – Cruzamento na medida de Rodrigo Alves para Hélio Paraíba, da direita pro meio da área. O atacante sobe e cabeceia firme, com a bola passando perto da trave.

21 – Bola cruzada, a zaga do Cianorte desvia e sobra fica para Marcelo dentro da área. Ele chuta buscando o canto, a finalização desvia na defesa e vai para fora. Escanteio.

50 - Bruno afasta o cruzamento com um soco e a bola cai nos pés de Michel na entrada da área. Ele chuta forte e obriga boa defesa do goleiro. No rebote, Rodrigo Rodrigues tenta de novo, a bola desvia na zaga e sai.

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