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Dia de protestos

Alunos e professores marcham pelo centro de Curitiba em favor da Educação Pública

Centenas de estudantes, professores, servidores de universidades, de escolas estaduais e municipais marcham pelas ruas do centro de Curitiba em defesa da Educação Pública e contra os cortes de verbas das universidades. Eles saíram da Praça Santos Andrade, seguem pela Avenida Marechal em direção à Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico.

Os motoristas devem evitar a região. Segundo a Setran, a passeata deixa o trânsito complicado nas ruas João Negrão e Mal. Deodoro. Os manifestantes seguirão até a Praça Nossa Senhora de Salete, utilizando ainda a Mal. Floriano, contornando a Praça Tiradentes, Barão do Serro Azul e Avenida Cândido de Abreu.

Nem mesmo os 14º, de mínima,  registrados em Curitiba arrefeceu os ânimos dos manifestantes em favor da Educação Pública. Centenas de estudantes, professores, servidores de universidades, de escolas estaduais e municipais participam de atos contra os cortes de verbas na Educação. Em Curitiba o ponto de concentração das manifestações é a Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), bem no centro da Capital.  

O principal ponto é o protesto contra cortes no orçamento de universidades e na educação básica. O Ministério da Educação (MEC) já fez bloqueios de R$ 5,7 bilhões, o que representa cerca de 23% do orçamento discricionário (não obrigatório), cortando verbas direcionadas a todas as etapas da educação, incluindo a Educação Básica. 

Professores e estudantes da rede estadual de ensino também confirmaram presença. Escolas municipais da região metropolitana também terão o funcionamento afetado. Sindicatos de professores e servidores estão, inclusive, disponibilizando ônibus a quem quiser transporte para participar do ato.

Também são esperadas a participação de integrantes de universidades e escolas particulares. Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), por exemplo, as coordenações dos cursos liberaram os professores dos cursos para que não realizem atividades avaliativas e chamadas de alunos.

A Greve Nacional da Educação foi chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). Um dos motivos da escolha da data foi para que o protesto nacional ocorra simultaneamente à presença do ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados. Inicialmente convidado pelos deputados para prestar esclarecimentos sobre os cortes, agora o ministro deve ser obrigado a comparecer à Casa.

A Polícia Militar (PM), que acompanha os manifestates, não divulgou ainda nenhuma estimativa de número de participantes. 

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