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Desconfiança

Ciro diz que é razoável que haja suspeitas sobre alguns institutos de pesquisa

Ciro diz que é razoável que haja suspeitas sobre alguns institutos de pesquisa
(Foto: Mário Miranda/Amcham/Divulgação)

PINDAMONHANGABA, SP (FOLHAPRESS) - O candidato do PDT ao Planalto, Ciro Gomes, disse nesta sexta (21) que é razoável que se suspeite das intenções de "alguns institutos de pesquisa".

"Em um país onde se compra até deputado é razoável que a gente suspeite de que alguns institutos de pesquisa não estejam propriamente levantando números", disse. 

Questionado por um repórter se estava dizendo que institutos como o Datafolha e o Ibope são comprados, Ciro disse que não afirmou isso. 

"O que eu quis dizer é que ele [Geraldo Alckmin, PSDB] terá muito mais votos do que esses números que você está repetindo", disse Ciro ao repórter, que tinha questionado sobre os números do Ibope no estado de São Paulo, onde as intenções de voto são lideradas por Jair Bolsonaro (PSL), seguido de Alckmin e Fernando Haddad.

Ciro deu as declarações em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, cidade onde ele e Alckmin nasceram.

Segundo o pedetista, os institutos de pesquisa serão "desmoralizados completamente" depois que saírem os resultados do primeiro turno.

"Dourar a pílula" Questionado sobre a decisão do TRE-CE (Tribunal Regional Eleitoral do Ceará), que barrou a candidatura a deputada estadual de sua irmã, Lia Ferreira Gomes (PDT), por estar com título de eleitor cancelado, Ciro disse que a lei "não protege os descuidados".

Ele afirmou, contudo, que espera que o STF (Supremo Tribunal Federal) relativize a situação de quase 4 milhões de brasileiros que estão com o título cancelado por não terem realizado o cadastramento biométrico obrigatório. 

O PSB entrou na última quarta (19) com uma ação no STF para impedir o cancelamento do título de eleitores nessa situação.

"O Supremo vai julgar em 72 horas se nós vamos deixar 4 milhões de brasileiros sem direito de votar, 1 milhão deles só no estado da Bahia, o que inverte os resultados de uma forma muito central. Talvez por isso seja importante a gente dar, desta vez, uma dourada na pílula, e o Supremo vai saber fazer", disse.

"Se não ela [sua irmã] vai pagar por esse descuido."

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