Consumidor

Curitibanos dão sinais de pessimismo com a economia

Uma pesquisa sobre as expectativas da classe média brasileira para o novo ano que começa indica que 86% dos curitibanos têm economizado para comprar bens duráveis, índice bem superior à média nacional que ficou em 74%.  Segundo a pesquisa Hibou, 39% dos curitibanos economizam todo mês, 47% dizem que economizam,  mas nem todo mês., contra apenas 14% não economiza. De acordo com a sondagem,  44% dos brasileiros têm buscado realizar economia para aquisição de bens futuros mesmo que sem uma rotina consolidada e 30% estão economizado todo mês, ou seja, 74% estão guardando mais dinheiro. Apenas 26% responderam que não.

Curitiba também se destaca no cenário nacional com relação à expectativa de inflação em 2015. A expectativa sobre a inflação em Curitiba é maior que a atual para 66%dos entrevistados em Curitiba. Para 20%, a inflação ficará igual à medi, 4% acha que será menor e sob controle e 10% não sabe. A expectativa é bem maior que na média nacional: 51% dos brasileiros acredita que será maior do que em 2014. Notamos que apenas 7% dos brasileiros estão otimistas e acham que a inflação vai ficar menor e sob controle. A grande maioria discorda explica Marcelo Beccaro, sócio da Hibou, e coordenador da Pesquisa. Foram ouvidos na pesquisa moradores de Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília ) para entender as expectativas dos brasileiros (classe média e alta) para 2015. O questionário foi realizado com 525 pessoas de classes A e B no dia 13 de dezembro.

A pesquisa mostra que o brasileiro mais percebe o aumento da inflação quando vai até os mercados ou feiras (92%), quando adquire roupas, sapatos e acessórios (46%), quando compra bebidas alcoólicas (42%), quando abastece carro/ moto (37%), quando  compra medicamentos (35%),  quando come fora (27%)  e quando compra material escolar (27%).

Com relação à fidelidade das marcas, o brasileiro quando se depara com aumento de preço em um produto que ele sempre compra: 38% procuram o mesmo produto semelhante, mas de outra marca com preço mais acessível; 34% procuram outro estabelecimento para verem se encontram o preço a qual estavam acostumados; 17% comprar mesmo com o preço elevado; 14% substituem o produto e apenas 7% responderam que não compram até que o preço volte ao normal.

Aqui vemos que o brasileiro está dividido entre ser fiel a marca ou ao produto com um preço mais acessível, lembrando que a pesquisa foi feita com a classe média alta e classe alta – a 3ª opção é pagar o valor mais caro diz Marcelo Beccaro.

A pesquisa questionou sobre a expectativa de aquisição de alguns bens no próximo ano e observou-se que 42% dos brasileiros não pretendem comprar nenhum dos itens estimulados em 2015, o restante pretende adquirir


TRABALHO

87% conhecem alguém desempregado
Sobre o mercado profissional, 87% dos entrevistados responderam que conhecem alguém próximo que está desempregado. E na busca por recolocação profissional a indicação no meio ainda é a maior força (49%), pois associa o nome do indicador e a confiança ao mesmo na aceitação para uma entrevista e nos requisitos básicos do profissional desejado. completa Marcelo Beccaro, sócio da Hibou, e coordenador da Pesquisa. Já 22% vão procurar vagas para 2015 em sites de emprego; 13% distribuirão em empresas no perfil; 8% vão buscar oportunidades nos classificados dos jornais e 8% farão um curso em uma área nova. Além disso, 43% dos brasileiros acreditam que o cenário ficará igual ao de 2014, sem melhoras nem maiores baixas nos números relacionados a empregos no Brasil. Quanto à contratação, 75% preferem pelo regime de CLT profissional, seguido de 14% dos entrevistados que acreditam que o importante é pagar as contas independente do regime de contratação. Já 10% acreditam que o trabalho informal é a melhor forma e apenas 1% vê na contratação PJ uma boa forma de remuneração.

Ainda falando sobre trabalho questionamos o quanto é relevante para o brasileiro trabalhar com algo que goste e infelizmente a maioria (40%) vê no emprego apenas o meio de pagar as contas sem se preocupar com essa realização. Explica Marcelo Beccaro. 41% dos entrevistados já pensaram/pensam em mudar sua área de atuação, o que demonstra claramente que independente do motivo as pessoas estão insatisfeitas com seu momento profissional


OS OBJETOS DE DESEJO

Pesquisa Hibou mapeou o que os brasileiros pretendem comprar neste ano

28% pretendem comprar carros (mínimo R$5.000 /máximo 50.000) em 2015
21% querem adquirir TV (mínimo R$ 800 reais/ máximo 2.000)
21% vão economizar para comprar um moto (mínimo R$1.000/ máximo 15.000)
20% querem investir em comprar apartamento (mínimo R$150.000 / máximo 500.000)
15% estão de olho em  smartphones (mínimo R$ 500,00/máximo 2.000)
3% querem comprar bicicleta (mínimo R$ 450,00/máximo  2.100,00).