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Brasileirão

Com arbitragem polêmica, Paraná e Atlético empatam na Vila e ampliam jejuns

Com arbitragem polêmica, Paraná e Atlético empatam na Vila e ampliam jejuns
Paraná x Atlético na Vila Capanema (Foto: Geraldo Bubniak)

Paraná Clube e Atlético Paranaense empataram em 0 a 0 na Vila Capanema, nesse domingo (dia 27) pela manhã, pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Tricolor ficou em último (20º) lugar, com três pontos. O Furacão está na 16ª posição, com 6 pontos, mesma pontuação que a Chapecoense (17ª), primeiro timo dentro da zona de rebaixamento. O time da Baixada pode perder até duas posições até o final da rodada. Clique aqui para ver a classificação no site Srgoool.

A partida teve, pelo menos, um lance polêmico. Aos 37 minutos do 2º tempo, Zé Ivaldo derrubou Léo Itaperuna dentro da área. O árbitro não marcou pênalti. A imagem da TV dá a impressão de uso de força excessiva por parte do zagueiro do Atlético.

Em termos de desempenho, foi um jogo truncado, com poucas jogadas ofensivas. O Atlético construiu quatro boas jogadas, mas o Paraná levou mais perigo, com uma bola na trave e outras cinco chances desperdiçadas. Em finalizações, o Tricolor foi bem superior, com um “placar” de 15 a 5.

JEJUNS
O Paraná não vence há oito jogos (quatro derrotas e quatro empates nesse período). O Furacão aumentou seu jejum de vitórias para nove partidas (cinco derrotas e quatro empates).

Clique aqui para ver a avaliação individual dos jogadores do Paraná Clube e aqui para os jogadores do Atlético.

RIVALIDADE
O Atlético segue com melhor retrospecto histórico nesse clássico, com 36 vitórias e 29 empates. O Paraná venceu 27 vezes o rival. 

Na nova Vila Capanema, reinaugurada em 20 de setembro de 2006, o Furacão também tem melhores números contra o Tricolor, com sete vitórias, cinco empates e apenas quatro derrotas. 

TREINADOR
O técnico Rogério Micale completou 13 jogos pelo Paraná, agora com 4 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

Esse foi o 16º jogo do técnico Fernando Diniz no comando do Atlético, agora com 4 vitórias, 7 empates e 5 derrotas.

ESCALAÇÃO DO PARANÁ
Micale não tinha Raphael Alemão, Richard, Jhony e Diego Tavares, todos em recuperação. A principal novidade foi o esquema tático. O treinador abandonou o 4-2-3-1 e utilizou o 4-1-4-1, com outras surpresas. O meia Caio Henrique era o único atacante, atuando como um “falso 9”. A linha de quatro do meio tinha Silvinho (esquerda), Carlos (direita), Jhonny Lucas (centro) e Torito (centro). No terço final, Carlos e Silvinho se transformavam em pontas. Leandro Vilela era o único volante e, sem a bola, virava zagueiro.

ESCALAÇÃO DO ATLÉTICO
Os desfalques no Atlético eram Paulo André, Pavez e Jhonatan, todos em recuperação. O esquema tático foi o mesmo de sempre: 3-4-3 com a bola e 5-4-1 sem a bola.

PRIMEIRO TEMPO
O jogo ficou travado no primeiro tempo. O Atlético manteve o estilo Diniz, mas dessa vez sem rapidez e com menor ofensividade. Os passes eram trocados lentamente e com poucos jogadores tentando infiltrações. O Paraná jogou recuado e tentou explorar contra-ataques. Com esse cenário, foram raras jogadas ofensivas. O Furacão construiu dois bons lances e o Tricolor levou perigo em três momentos. O melhor foi aos 33, quando Caio Henrique cobrou escanteio e Vilela mandou a bola no travessão.

SEGUNDO TEMPO
A partida recomeçou com o mesmo cenário do primeiro tempo. Aos 19, uma mudança marcante. O Paraná tirou Leandro Vilela e colocou o meia Carlos Eduardo como “falso 9”. O esquema seguiu o mesmo, mas com Torito como único volante. Caio Henrique recuou e passou a jogar como meia central, na linha de quatro. O Paraná melhorou e chegou com mais perigo nos minutos finais — Caio Henrique perdeu duas grandes oportunidades, na cara do gol. Aos 34, entrou o ponta Léo Itaperuna no lugar de Torito. Aos 41, Silvinho foi substituído por Guilherme Biteco, que voltou a jogar após 11 meses. O Atlético só fez substituições após os 45 minutos.

ESTATÍSTICAS
Ao final dos 90 minutos, o Paraná somou 36% de posse de bola, 15 finalizações (5 certas), 86% de precisão nos passes e 10 escanteios. O Atlético teve 64% de posse de bola, 5 arremates (1 certo), 95% nos passes e 4 escanteios. Os dados são do Footstats.

PARANÁ 0 x 0 ATLÉTICO
Paraná: Thiago Rodrigues; Junior, Neris, Cleber Reis e Mansur; Leandro Vilela (Carlos Eduardo), Torito González (Léo Itaperuna), Jhonny Lucas, Carlos e Silvinho; Caio Henrique. Técnico: Rogério Micale
Atlético: Santos; Wanderson, Thiago Heleno e Zé Ivaldo; Rossetto, Camacho, Lucho González (Bruno Guimarães) e Carleto; Nikão, Pablo e Guilherme (Raphael Veiga). Técnico: Fernando Diniz
Cartões amarelos: Vilela, Junior, Neris (P). Guilherme (A).
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araujo (SP)
Público: 6.446 pagantes (7.450 total)
Renda: R$ 146.405,00
Local: Vila Capanema

PRINCIPAIS LANCES
Primeiro tempo

5 – Nikão ajeita e Camacho chuta de fora da área. A bola passa perto, ao lado.
22 – Vilela acerta belo lançamento. Mansur entra livre, nas costas da defesa, e cabeceia no centro do gol. Santos segura.
26 – Guilherme cruza rasteiro. Pablo se atira, mas Thiago Rodrigues chega antes e salva.
29 – Carlos recebe lateral, na área. Ele gira e chuta. Santos rebate mal. Torito pega o rebote e manda sobre o gol.
31 – Caio Henrique bate escanteio. Neris desvia. A bola vai ao lado.
33 – Caio Henrique bate escanteio. Leandro Vilela desvia de cabeça, na 1ª trave. A bola toca no travessão.

Segundo tempo
7 – Carleto cruza. Pablo cabeceia sobre o gol.
10 – Contra-ataque. Caio Henrique tenta o passe para Carlos. A zaga corta. Silvinho estava livre na ponta.
16 – Mansur invade a área, cai ao dividir com Nikão e pede pênalti.
18 – Mansur cruza. Zé Ivaldo fura. Caio Henrique fica na cara do gol e chuta para fora.
23 – Lucho faz bom lançamento. Nikão sai na cara do gol e chuta. Thiago Rodrigues salva com os pés.
37 – Zé Ivaldo derruba Léo Itaperuna dentro da área. Pênalti? O árbitro nada marca.
38 – Carlos gira e chuta de fora da área. Santos segura.
43 – Caio Henrique domina com estilo, invade a área e chuta sobre o gol.

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