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Copa do Mundo modifica "mapa do crime" de Curitiba

O clima de festa é contagiante. Quando a bola rola, o mundo para. E se é a Seleção Brasileira que está em campo, aí não tem jeito, quase ninguém trabalha. Até mesmo os criminosos parecem parar as atividades para ver Neymar e companhia em campo. Desde que a Copa do Mundo começou, no dia 12 de junho, várias delegacias especializadas de Curitiba sentiram diferença na quantidade de ocorrências. Claro, muito disso pelo reforço na segurança pública na Capital, que vai seguir até o dia 13 de julho.

Embora os números ainda não falem — um balanço oficial de ocorrências e os resultados das atividades de segurança serão apresentados apenas amanhã —, as especializadas de Curitiba sentiram a diferença na quantidade de ocorrências registradas. Na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), o clima é de tranquilidade desde o dia 12 de junho. Mesmo sem divulgar números, o delegado Marcelo Magalhães garante que houve uma redução significativa no número de casos atendidos pela delegacia.

Houve diminuição da criminalidade, principalmente os casos mais graves, como roubo a mão armada, aponta o delegado, indicando dois motivos para a queda. Durante os jogos certamente tem bandido que está assistindo ao jogo, mas o aumento do efetivo policial certamente é o principal.

Já na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), pela percepção do delegado Cassiano Aufiero, houve uma queda entre 8% e 12% nas ocorrências atendidas — os números oficiais serão apresentados no começo de julho. Notamos uma leve redução (nas ocorrências), mas nada de muito expressivo. Talvez reflexo do aumento do policiamento ostensivo, que preventivo, ele acaba reprimindo, diminuindo a incidência de crime, afirma Aufiero, ressaltando que os números oficiais ainda não foram fechados.

Infelizmente, porém, os dias de tranquilidade podem estar perto do fim. Com o fim da Copa, haverá a redução do efetivo nas ruas. Terminando o Mundial, a criminalidade tende a voltar ao normal, por conta da redução do efetivo. Tudo volta a ser como era antes, diz o delegado da DFR. A partir do momento que o policiamento ostensivo se reduza, a criminalidade pode voltar ao normal, concorda o delegado da DFRV.

Polícia Militar — Apesar de Curitiba não sediar mais partidas da Copa até o final do Mundial, a Polícia Militar vai manter o mesmo esquema de trabalho ostensivo e preventivo até o dia 13 de julho. Só no último jogo da Seleção, por exemplo, a PM colocou mais 100 policiais no anel central de Curitiba para cuidar da segurança dos torcedores que se aglomeraram para torcer e depois festejar com a vitória brasileira.

Balanço — O balanço oficial das ações policiais durante o período da Copa será divulgado pelo secretário da Segurança Pública, Leon Grupenmacher, e o coordenador do Centro Integrado e Comando e Controle Regional (CICCR) do Paraná, delegado federal Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia, amanhã, às 14h30, no Prédio da Secretaria da Segurança Pública, no Centro Cívico.


 

Segurança
8 mil
agentes de segurança pública e de defesa foram preparados para atuar no Mundial em Curitiba

1.300
viaturas da PM, Polícia Civil e Guarda Municipal

290
motos, oito embarcações e três aeronaves, além dos Vants e Drones

A Capital paranaense sediou quatro jogos da 1ª fase da Copa, nos dias 16, 20, 23 e 26 de junho

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