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Pregão

Hospital Evangélico é leiloado por R$ 259 milhões; valor será usado para pagar dívida

Hospital Evangélico é leiloado por R$ 259 milhões; valor será usado para pagar dívida
(Foto: Reprodução/ Twitter TRT-PR)

Com um uma dívida de mais de R$ 230 milhões e sob intervenção da Justiça do Trabalho desde dezembro de 2014, o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e a Faculdade Evangélica foram arrematados pelo Consórcio R+ por R$ 259 milhões nesta sexta-feira (dia 17 de agosto), na 9ª Vara do Trabalho de Curitiba, localizada no Fórum Trabalhista de Curitiba (no player acima, você pode conferir como foi o andamento do pregão). 

O leilão visa pagar a dívida milionária e não deve interferir no atendimento do hospital. O valor de venda inicial do pregão, comandado pelo leiloeiro Helcio Kronberg, era de R$ 205.994.575,67. Entre as condições do leilão estão a obrigação de manter os leitos pelo SUS do Hospital Evangélico e garantir a continuidade da Faculdade de Medicina.

Para participar do leilão, os interessados tiveram realizar um seguro ou depósito de R$ 5 milhões como garantia para participação da negociação. Quem arrematou o hospital e a faculdade não responderá por nenhuma dívida anterior e apenas continuará com os contratos de trabalho vigentes.

O leiloeiro Helcio Kronberg explica que “a Sociedade Evangélica distribuiu pedido de insolvência junto à Justiça Estadual. Se for deferida, o dinheiro do leilão será remetido pela Justiça do Trabalho para pagamento dos credores. Isso garante que o leilão ocorrerá sem nenhum prejuízo ao arrematante, à sociedade e aos credores”.

O hospital é referência no tratamento de queimados, traumas (urgência e emergência), gestação de alto risco e transplante renal. Atende 35 mil pessoas por mês e cerca de 95% desses atendimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Evangélico tem quase 60 anos de atuação e conta com uma estrutura de oito andares e 23,3 mil metros quadrados.

No caso da faculdade, o novo responsável deverá “garantir práticas de ensino baseadas no cuidado integral e resolutivo ao usuário”.  A faculdade ainda deve manter a oferta da graduação de Medicina e dos cursos de pós-graduação. Deve ser obrigatória a sua aquisição por alguma instituição de ensino superior credenciada pelo MEC – a aquisição por formação de consórcio será aceita pelo juiz, ou seja, empresas e associações podem comprar o hospital e a faculdade.

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