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Câmara de Vereadores

Comissão vai discutir sobre pulseiras do sexo

A Comissão de Segurança da Câmara deverá convidar diversas entidades, entre elas o Ministério Público Estadual e o Conselho Tutelar, para discutir a questão das pulseiras do sexo. Já está em trâmite na Casa projeto de lei de autoria do vereador Algaci Tulio (PMDB) que pretende proibir a comercialização destes adereços e a comissão quer trazer autoridades para discutir a proposta. A reunião deve acontecer na sexta-feira (9), das 14 horas às 17h30, no plenário. Serão convidados também a Federação das Escolas Particulares, a Secretaria Municipal de Educação, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), entre outros órgãos.

A discussão ganhou força após a notícia de que uma menina de 13 anos teria sido estuprada em Londrina (PR) por quatro adolescentes no final de março, após um deles ter arrebentado uma das pulseirinhas dela. A proposta pretende proibir a comercialização ou distribuição destas pulseirinhas para menores de 18 anos, por fazerem apologia ao sexo. Também deve proibir a utilização pelos alunos nas escolas da rede municipal e nas particulares. Caso seja aprovada, o não cumprimento das medidas poderá incidir na aplicação de multas e cassação de alvará. A pulseirinha colorida de silicone faz parte de um jogo que nasceu na Inglaterra e já virou febre entre os adolescentes.Cada cor diferente simboliza uma ação, que vai desde um abraço até o ato sexual. É premiado com o ato quem conseguir arrebentar a pulseira do colega.

Escolas

Com a nova polêmica sobre as pulseiras coloridas o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR) recomenda que as instituições de ensino voltem a trabalhar o assunto no ambiente escolar. O Sindicato entende que o acessório é um modismo, e quanto maior a polêmica maior será a exposição das crianças e adolescentes. O Sinepe/PR atua com base na prevenção a fim de preservar as famílias e os estudantes da rede particular de ensino.

Para evitar problemas mais graves, o Sinepe/PR orienta que, em casos extremos, as escolas podem proibir o uso das pulseiras nas dependências escolares, assim como já faz em relação ao uso do boné, de celular, jóias ou objetos de valor. Para o presidente do Sinepe/PR, Ademar Batista Pereira, a escola não pode se omitir desta discussão. "Falar sobre sexo é uma questão que deve ser iniciada em casa, mas o assunto não pode deixar de ser abordado na escola e por toda sociedade já que, neste caso específico, está causando malefícios aos estudantes". De acordo com ele, sexualidade é assunto sério. "Em muitos casos a posição da escola pode ajudar as famílias, entendo que a escola pode proibir o uso nas dependências da escola, porém acredito que esse assunto deve ser tratado com normalidade pela sociedade, especialmente pelos pais e educadores".

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