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No bolso

Conta de luz vai subir 15,06% já a partir de domingo no Paraná

Aneel aprovou também reajuste de 17,55% para o setor industrial
Conta de luz vai subir 15,06% já a partir de domingo no Paraná
Copel garante que famílias de baixa renda continuam com isenção (Foto: Geraldo Bubniak)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu ontem o reajuste na tarifa de energia elétrica para os consumidores do Paraná atendidos pela Copel. Anunciado em reunião da diretoria da Aneel, em Brasília, o aumento para os consumidores residenciais será de 15,06%. O novo valor passa a vigorar a partir do próximo domingo,  dia 24 de junho. A tarifa para o setor industrial terá reajuste de 17,55%. O reajuste médio no Paraná será de 15,99%.
Do total do reajuste definido pela Aneel, apenas 0,31% corresponde ao custo operacional da Copel. Grande parte do aumento é consequência dos preços dos contratos de compra de energia, ajustados pela inflação e agravados pela falta de chuvas nos últimos anos. Além disso, o aumento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo gerido pelo governo federal, também pesou neste aumento.
As famílias de baixa renda continuarão contando com a isenção de tarifa para o consumo de até 120 kWh por mês, que prevê a quitação das contas pelo Governo do Estado.
A tarifa de energia é composta pelas Parcelas A e B. A parcela B é a parte que cobre os custos das distribuidoras, como a Copel. No reajuste definido pela Aneel para a Copel, a participação da Parcela B é de apenas 0,31%. Ou seja, o custo operacional da Copel é de 0,31% no reajuste.
O restante do reajuste é consequência dos preços dos contratos de aquisição de energia, encargos setoriais e custos de transmissão de energia, que fazem parte da Parcela A, e de outros componentes financeiros.
A Copel Distribuição, que fornece energia no Paraná, não pode usar diretamente a energia gerada nas usinas da Copel Geração e Transmissão, pois o sistema segue modelo e regras nacionais. A Copel Distribuição tem que comprar energia nos leilões promovidos pelos órgãos federais e essa compra entra no reajuste como o item da Parcela A chamado de custo de aquisição de energia.

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