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The Intercept Brasil

Dallagnol se recusou a receber premiação ao lado de Jair Bolsonaro, em 2016

Segundo reportagem, Dallagnol não queria se vincular a bandeiras político-ideológicas.
Segundo reportagem, Dallagnol não queria se vincular a bandeiras político-ideológicas. (Foto: Arquivo/Geraldo Bubniak)

O coordenador da Lava Jato no Ministério Público no Paraná, Deltan Dallagnol, desistiu de receber um prêmio ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e "outros radicais de direita". Essa é a última revelação das mensagens privadas de integrantes da força-tarefa enviadas por fonte anônima ao site The Intercept Brasil e analisada pelo portal Uol em matéria veiculada nesta quarta-feira, 14.

Segundo a reportagem, Dallagnol não queria se vincular a bandeiras político-ideológicas. Bolsonaro atualmente classifica Dallagnol como 'esquerdista tipo PSOL'.


O prêmio referido foi do Liberdade 2016, concedido no Fórum Liberdade e Democracia, organizado pelo Instituto de Formação de Líderes de São Paulo, em 22 de outubro no Transamérica Expo Center.

Confira também: Entenda os processos contra Deltan Dallagnol


Ainda conforme a reportagem, em mensagem publicada em 5 de outubro no grupo Filhos do Januário 1, que reúne procuradores do MPF no Paraná, o coordenador da força-tarefa havia dito que iria receber o prêmio. "Vou receber porque me parece positivo para LJ, mas vou pedir para ressaltarem de algum modo, preferencialmente oificial, que entregam a mim como símbolo do trabalho da equipe". As mensagens divulgadas preservam a grafia usada no aplicativo.


Dias antes do evento, Dallagnol teria sido orientado por um assessor da força-tarefa a não participar para evitar que associasse a imagem da Lava Jato à do então deputado federal, que participaria de uma mesa durante o evento.


"Caros, apenas FYI (para conhecimento), estou cancelando a ida para o prêmio à FT (força-tareda da Lava Jato) em SP por revisão da recomendação da ASCOM após sair a programação do evento, que tem um perfil mto de direita, com Jair Bolsonaro como um dos vários palestrantes e com homenagem a um vereador de SP que foi um dos líderes do impeachment. Indicarei Roberto Livianu (que entregarai o prêmio) ou Thamea como representantes da FT para receber o prêmio", declarou Dallagnol após vários mensagens trocadas sobre os participantes do evento.

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