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Bem-estar

Deformidade do tórax pode provocar problemas cardíacos e respiratórios

Cirurgia minimamente invasiva traz bons resultados, com menos dor e recuperação mais rápida, e anima pacientes que tinham receio da cirurgia aberta

Uma nova técnica para a correção da deformidade do tórax e osso esterno, conhecida popularmente como doença do peito escavado ou cientificamente como pectus excavatum, traz esperança aos portadores do problema. A técnica De Nuss que leva ao nome de seu criador, o médico Donald Nuss, foi desenvolvida no fim dos anos 90 nos Estados Unidos, consiste na colocação de uma barra introduzida por meio de cirurgia minimamente invasiva.

O cirurgião torácico e presidente da Sociedade Paranaense de Cirurgia Torácica, Marcos Chesi, explica que o procedimento é realizado por meio de duas pequenas incisões, por onde se introduz uma barra de metal para elevação e sustentação da cartilagem defeituosa na região costal. Diferentemente do que se fazia até então, por via aberta através de uma grande incisão e com a retirada das cartilagens costais defeituosas, a nova cirurgia tem implicações bem menores e alcança os mesmos resultados.

Segundo Chesi, a técnica é um grande avanço para médicos e pacientes por ser menos invasiva e evitar a perda de sangue, causando menos dor e recuperação da cirurgia em menor tempo em comparação ao método antigo. A dor acontece mais nos dez primeiros dias, e o retorno às atividades normais é bem mais precoce, explica Chesi,  que realizou aperfeiçoamento no General Hospital de Toronto, Canadá, uma das grandes referências mundiais, e mais recentemente, no Providence St. John’s Health Center, em Los Angeles, Estados Unidos.

 

Consequências

O grau de severidade da Pectus Excavatum varia muito. Há casos brandos que causam problemas estéticos, mas em casos graves a deformidade pode prejudicar as funções cardíacas e respiratórias. Chesi comenta que os pacientes não tratados, em especial os jovens, enfrentam problemas sociais e psicológicos ao longo de suas vidas e acabam evitando as atividades que dispensam o uso da camisa.

O problema se acentua durante o crescimento dos ossos, nos primeiros anos da adolescência. A doença é mais comum entre homens do que em mulheres e 90% dos casos podem ser identificados desde o nascimento. Segundo Chesi, as causas ainda não são totalmente esclarecidas. Uma das causas possíveis das deformidades torácicas seria o distúrbio de crescimento de ossos e cartilagens. Esse distúrbio levaria a um crescimento desproporcional do osso esterno e das cartilagens costais. 

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