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Risco biológico

Delegacia na RMC enfrenta surto de sarna e situação ameaça vizinhos

(Foto: Divulgação/ Conselho da Comunidade de São José dos Pinhais)

A delegacia de São José dos Pinhais enfrenta surto de sarna nas dependências da sua carceragem. A Vigilância Sanitária foi chamada para vistoriar o local e constatou o perigo de contágio biológico para fora do edifício, o que coloca em risco a vizinhança do distrito. O Conselho da Comunidade de São José dos Pinhais providenciou a compra de medicamentos contra o parasita, mas, segundo a Vigilância, os remédios não vão resolver o problema já que o ácaro que provoca a doença está nas paredes do prédio.

A DP tem capacidade para abrigar oito presos, mas no começo da semana estava com 55 detentos. Após denúncia do Conselho de São José dos Pinhais e do Conselho da Comunidade da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba – Órgão da Execução Penal sobre a superlotação, nesta sexta-feira (1º) foram transferidos 12 presos. A DP ainda abriga cerca de 40 detentos.

“A situação é gravíssima na delegacia. Os presos estão abrigados em condições desumanas. Todos estão com coceiras e bolhas pelo corpo. É uma questão de saúde pública. Agentes, policiais e moradores vizinhos podem ser afetados pelo problema”, afirma Isabel Kluger Mendes, presidente do Conselho da Comunidade.

A carceragem da delegacia de São José dos Pinhais está interditada há dois anos, mas continuou a manter e receber presos. Após a vistoria desta sexta, a Vigilância decidiu interditar todo o prédio.

Não é a primeira vez...

Esta, inclusive, não é a primeira vez que a carceragem enfrenta esse tipo de problema.Em abril de 2014, uma vistoria da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR revelou que o local, além de comportar quatro vezes mais detentos do que poderia (haviam 110 pessoas no local então), apresentava muitos presos com doenças de pele, como sarna, furúnculos e icterícia, além de alguns apresentarem princípio de pneumonia.

Isabel Kugler Mendes, vice-presidente da Comissão da OAB na época, chegou a afirmar que a situação era "deprimente" e que os problemas de saúde eram agravados pela chuva, que escorre dentro das celas.

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