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Roubam tudo

Após cemitérios, hidrômetros e ralos, agora são as grades que viram alvo de ladrões

Grades come\u00e7aram a sumir na semana passada
Grades come\u00e7aram a sumir na semana passada (Foto: Franklin de Freitas)

Quem passou ao longo da última semana pela Avenida Marechal Floriano Peixoto se deparou com uma cena esquisita. Próximo à estação tubo Pádua Fleury, no bairro Hauer, as grades que dividem a calçada da canaleta do Expresso estão “desaparecendo” aos poucos. Entretanto, não se trata de uma ação planejada da Prefeitura de Curitiba, mas sim de mais uma situação inusitada de furto. 
Episódios assim, inclusive, estão se tornando frequentes na Capital. Antes das grades da canaleta do Expresso, hidrômeros, fios de cobre de semáforos, ralos de ferro e até mesmo placas de túmulos sofreram com ondas de furto na cidade. Não é exagero, portanto, dizer que nem mesmo os mortos estão tendo sossego por conta da criminalidade.
Recentemente, os alvos mais recentes dos bandidos tinham sido ralos de ferro. Segundo a Prefeitura, apenas entre o final de julho e metade de agosto foram roubados pelo menos 30 dos ralos responsáveis por escoar o excesso de água das vias públicas da Regional Portão, com prejuízo que ultrapassa R$ 20 mil. A situação chegou ao ponto de a equipe de manutenção urbana ter sido obrigada a substituir os ralos de ferro por outros de concreto. “Já tentamos substituir pelo mesmo material para perceber, dias depois, que a peça tinha sido novamente furtada”, conta o supervisor do Distrito de Manutenção Urbana do Portão, Tiago Rocha Lopes.
Outro crime que tem chamado a atenção nos últimos meses é o furto de hidrômetros (relógios de água), que medem o consumo dos imóveis. Segundo a Sanepar, nos últimos três meses o furto do equipamento cresceu quatro vezes. Só neste ano, foram mais de 3.120 hidrômetros roubados. Até mesmo a sede da Polícia Rodoviária Federal e a Câmara Municipal (duas vezes) já foram alvo dos criminosos.
Mas os furtos inusitados não param por aí. Tanto que o prejuízo maior ao município tem sido por conta do furto de caixas controladoras de semáforos .e fios de cobra. Até o final de agosto, mais de 120 cruzamentos já haviam sido prejudicados por conta da situação, com um prejuíço estimado em R$ 1,5 milhão aos cofres públicos.
Já nos cemitérios, os alvos da criminalidade têm sido materiais de bronze e placas de túmulos. Precisando de dinheiro para sustentar o vício em droga, criminosos conseguem com facilidade entrar nos cemitérios e violar os túmulos para retirar metais preciosos, que são revendidos no mercado paralelo, derretidos e reutilizados. 
De acordo com a Guarda Municipal, caso o cidadão perceba a retirada indevida de equipamentos públicos deve acionar imediatamente a Guarda Municipal (GM) pelo telefone 153. Dessa forma, via Central de Operações, é possível encaminhar a viatura mais próxima para atender a ocorrência.
 

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