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Cinema

Depois do Lego, é a vez de ‘Playmobil: o Filme’

A ação fica centrada em Marla e Charlie e apenas passeia pelos diversos cenários Playmobil
A ação fica centrada em Marla e Charlie e apenas passeia pelos diversos cenários Playmobil (Foto: Divulgação)

Playmobil é um brinquedo que surgiu na Alemanha nos anos 1970. Basicamente, são bonecos pequenos com partes móveis e uma série de objetos e veículos com os quais eles se integram, compondo uma série de cenários, normalmente dentro de uma temática específica — e há várias: circos, bombeiros, hospital, velho oeste, espaço sideral... Há quem diga que Playmobil é melhor que Lego, outro famoso brinquedo que esta há décadas no mercado. E, como os bonequinhos e tijolinhos de Lego estrelaram vários filmes, por que não um filme de Playmobil? E eis que surge ‘Playmobil: O Filme’, dirigida por Lino DiSalvo e que estreia nesta quinta-feira (19) em Curitiba.

Embora seja uma animação por excelência, ‘Playmobil: O Filme’ começa com gente de verdade: a garota Marla, que chega aos 18 anos sonhando em viajar o mundo — para isso até tirou passaporte — e seu irmão mais novo, Charlie, de 6. Apesar da diferença de idade, eles brincam juntos. De Playmobil, claro.

Mas as coisas mudam. Os dois crescem e Marla, por força das circunstâncias, tem que ajudar a criar o irmão mais novo. Quatro anos depois, eles já não brincam juntos e nem se bicam direito. Um dia, o menino, cansado das broncas da irmã, vai escondido à casa de um amigo. Mas, antes disso, entra em uma loja de brinquedos que possui um espaço fantástico para os Playmobil. A irmã o encontra. E, graças a aquelas artimanhas de roteiro sem as quais os filmes não existiriam, eles são teleportados. E viram bonecos de Playmobil, claro. Para viver diversas aventuras no mundo Playmobil. E é aí que começa a animação propriamente dita, com Marla à procura de Charlie em meio a vikings, piratas e até dinossauros.

Assim como é inevitável comparar Playmobil com Lego, também é inevitável comparar ‘Playmobil: O Filme’ com ‘Uma Aventura Lego’ e seus derivados. Os filmes de Lego, contudo, se desenvolvem com os próprios personagens de Lego – e as grandes sacadas desses filmes decorrem exatamente disso. Não é o que acontece com Playmobil. A ação fica centrada em Marla e Charlie e apenas passeia pelos diversos cenários Playmobil. Isso diverte as crianças, mas para os adultos o roteiro previsível é indisfarçável, como que apenas uma desculpa para vender mais bonequinhos. E a mensagem é explícita: adultos, brinquem com suas crianças enquanto é tempo; afinal, ninguém sabe o dia de amanhã.

Nessa linha da mensagem, ‘Playmobil: O Filme’ joga uma questão no ar: em que momento exatamente o adulto deixa de brincar? Quando ele se desinteressa pela diversão? Quando que o momento de brincar vira uma obrigação burocrática? E por que isso acontece? Isso soa perturbador, principalmente num mundo em que as pessoas se entretêm cada vez mais com o mundo virtual e cada vez menos com coisas reais e a imaginação, que sempre foi o propósito dos brinquedos de verdade.

Playmobil é sobre contar histórias, diz diretor

Lino DiSalvo, o diretor de ‘Playmobil: o Filme’, esteve no Brasil no começo de dezembro, na CCXP 2019, em São Paulo. Ele tem experiência em desenhos animados — foi o chefe de animação de ‘Enrolados’ e ‘Frozen’, dois sucessos da Disney —, mas comanda um filme como diretor pela primeira vez. Segundo ele, as comparações entre os filmes de Playmobil e Lego são inevitáveis, mas dois brinquedos tradicionais têm conceitos diferentes na origem.

“Para mim, Lego é sobre construir, montar e deixar na estante”, disse ele, durante a CCXP. “Playmobil é mais sobre contar histórias. Vejo meus filhos brincando e o que eles fazem é o que os personagens fazem na história: contar histórias.”

DiSalvo afirmou que procurou respeitar o brinquedo. “Ao lidar com um mundo com tamanha tradição, sempre é preciso ter cuidado e respeitar o material”, explicou. “Ao mesmo tempo, tive de me manter fiel a mim mesmo e encontrar a verdade naqueles bonecos.” O que, para ele, significou montar uma história em que uma garota retoma a confiança em si mesma.

Na dublagem original, Marla, a protagonista, tem a voz de Anya Taylor-Joy (de ‘A Bruxa’, de Robert Eggers) e Charlie ganha a voz de Gabriel Bateman.

Nas vozes originais, o elenco é estrelado: Jim Gaffigan, Daniel Radcliffe e Meghan Trainor fazem, respectivamente, as vozes de um motorista de caminhão trambiqueiro, um espião inspirado no 007 de Roger Moore e uma fada-madrinha jovem. Além disso, o cantor Adam Lambert dubla o imperador romano Maximus.

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