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Dieese: desemprego na RMSP cai para 10% em setembro

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) caiu para 10% em setembro, de 10,4% em agosto, na terceira queda mensal consecutiva, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta quarta-feira, 30.

A redução do desemprego no mês passado se deveu ao aumento do nível de ocupação no setor de Indústria de Transformação (3,1% ou 50 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (0,7% ou 12 mil postos) e na Construção (0,7% ou 5 mil postos), além da relativa estabilidade nos Serviços (0,1% ou 7 mil postos).

O total de desempregados na RMSP em setembro foi estimado em 1,090 milhão de pessoas, 41 mil a menos que em agosto. A taxa de participação, ou a proporção de pessoas com idade a partir de 10 anos incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas, ficou praticamente estável ao passar de 62,5% para 62,6%.

Ainda de acordo com a PED, o rendimento médio real dos ocupados na RMSP em agosto cresceu 0,4% em relação a julho, passando a R$ 1.755. Já o rendimento médio real dos assalariados subiu 0,1%, para R$ 1.774.

Regiões

A taxa de desemprego no conjunto das sete regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese realizam a pesquisa caiu em setembro em relação a agosto, passando de 10,6% para 10,3% no período. De acordo com a Seade e o Dieese, o nível de ocupação nas regiões apresentou ligeira alta, de 0,7%, com a criação de 132 mil postos de trabalho. A PED é realizada nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador e São Paulo.

O nível de ocupação cresceu em Salvador (1,6%), no Recife (0,8%), em São Paulo (0,7%), Porto Alegre (0,7%), Fortaleza (0,5%) e Belo Horizonte (0,5%). O nível de ocupação caiu no Distrito Federal (0,4%).

Entre os setores avaliados, o nível ocupacional subiu na Indústria de Transformação (2,5% ou com 73 mil postos de trabalho), no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (1,3% ou 51 mil postos), na Construção (0,4% ou 6 mil postos) e se manteve relativamente estável nos Serviços (0,1% ou 16 mil postos).

O rendimento médio real dos ocupados nas sete regiões subiu 0,6% em agosto ante julho, para R$ 1.643. A renda média real dos assalariados avançou 0,4% na mesma base de comparação, para R$ 1.685.

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